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As pontes que desafiam a engenharia

Já tem um bom tempo que o ser humano é capaz de construir pontes e mais pontes para que consigamos atravessar um rio, um canal, ou até uma extensão do mar. Porém, conforme os anos vão passando e os estudos tecnológicos vão crescendo, engenheiros e arquitetos se emprenham em criar formas lindas e inusitadas para se atravessar uma quantidade de água. As pontes que você vai conhecer agora vão colocar em cheque tudo o que você conhece sobre engenharia. Não acredita? Confira abaixo!

ROLLING BRIDGE, Londres.
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Projetada pelo designer britânico Thomas Heatherwick, a ponte instalada em 2004 em Paddington Basin contém uma série de cilindros hidráulicos que permite que a estrutura se enrole sobre si mesma, como um caracol, dando acesso aos barcos que passam pelo local. E depois, se desenrole, estendendo a passagem aos pedestres.

HENDERSON WAVES, Cingapura.
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Sete reforços feitos em aço retorcido criam um aspecto ondulado ao longo dos 274 metros da ponte, oferecendo refúgios com bancos, onde os pedestres podem parar para se sentar. Essa é a ponte mais alta para pedestres em Cingapura e foi construída em 2008 para unir dois parques do sul da ilha.

HIGH TRESTLE TRAIL BRIDGE, Lowa, EUA.
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A ponte se estende por quase 800 metros, tem 40 metros de altura e se apoia sobre uma série de pilastras de concreto que ficaram conhecidas como “o Stonehenge de Iowa” quando a plataforma original foi removida. Ela foi reinaugurada em 2011 quando o estúdio do designer americano David Dahlquist criou 41 quadrados de aço que foram posicionados em diferentes angulações ao longo da ponte para simular a visão que se tem de dentro de uma mina, em uma referência ao passado minerador da região.

PONTE DE LINGZIDI, Shangzhou, China.
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A ponte de Lingzidi foi concluída em 2012 e projetada para facilitar o trânsito sobre o rio que passa perto do vilarejo de mesmo nome. Uma curva liga dois níveis das margens do rio, permitindo que os moradores locais continuem usando o local para pescar, lavar roupa ou nadar. Outro ramal atravessa o rio, ligando o vilarejo a uma fazenda onde muitos trabalham.

PONTE MOISÉS, Fort de Roovere, Holanda
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Feita de madeira à prova d’água e com uma beirada quase nivelada com a superfície do rio, a ponte divide as águas para os pedestres passarem. Ela é praticamente uma ilusão de óptica, pois é invisível à distância e se torna uma trincheira quando vista de cima. Mesmo quando o nível das águas sobe, os visitantes ficam secos, já que um sistema de bombas retira o excesso de água.

FAN BRIDGE, Londres.
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Esta ponte tem sua base em uma das margens de um canal e se abre sobre ele como um leque, estendendo-se para os pedestres. O mecanismo conta com alavancas hidráulicas que dão a ela um aspecto de escultura em movimento.

MELKWEGBRIDGE, Purmerend, Holanda.
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Inaugurada em 2012, esta ponte atravessa um canal nesta pequena cidade do norte da Holanda. A estrutura é, na realidade, formada por duas pontes. Uma é um arco que atinge 12 metros acima da superfície da água, permitindo a passagem de barcos e oferecendo aos pedestres uma vista panorâmica da cidade. Já a plataforma inferior tem uma suave inclinação para dar acesso a cadeiras de rodas e bicicletas, e se abre ao meio quando um barco se aproxima.

PONTE SIMONE DE BEAUVOIR, Paris.
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Esta ponte foi inaugurada em 2006, e suas passarelas entrelaçadas permitem o acesso sobre o Sena por cima das movimentadas avenidas nas margens do rio. Cinco passarelas ligam as diferentes alturas das margens, dando acesso ao um parque. No centro da ponte, uma área coberta oferece sombra e abrigo da chuva.

FONTE: BBC Brasil

Combustível a partir de resíduos de uísque

Já pensou em um combustível que funciona a partir de uma bebida? Foi essa pesquisa que os cientistas da universidade escocesa de Napier, em Edimburgo, desenvolveram. Os estudiosos criaram um novo biocombustível para automóveis que deve gerar 30% mais potência do que o etanol. E o mais incrível? Ele é produzido à base da refinação dos resíduos procedentes da fabricação de uísque.

Além da maior eficiência, os cientistas ainda apontam outra vantagem. Com o novo combustível, ao contrário do que ocorre com o etanol, os motores dos automóveis não precisam ser alterados para utilizar o biobutanol em lugar de derivados de petróleo. E, além de funcionar como combustível, o biobutanol também pode ser utilizado para fabricar outros bioquímicos ecológicos, entre eles a acetona.

O novo combustível foi criado a partir dos dois principais subprodutos gerados na fabricação do uísque: o “pot ale”, que é um líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação; e os restos dos grãos utilizados, como a cevada.

Registros mostram que a indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de “pot ale” e 187 mil toneladas de restos de cevada. Pensando através desses números, os cientistas chegaram à conclusão que todo esse material poderia ser transformado em combustível, para ser utilizado puro ou em combinação com petróleo ou diesel.

FONTE: revistagloborural.globo.com

Normalização técnica e a Cemig

As normas técnicas são de fundamental importância para a excelência dos serviços individuais e coletivos. É primordial que todos os envolvidos no planejamento e na execução das tarefas tenhas conhecimento sobre o estabelecimento, a disseminação e a utilização das mesmas.

Em Minas Gerais, a companhia responsável pela energia elétrica do estado acredita a normalização proporciona à Empresa o registro do seu domínio tecnológico. E, devido a isso, a Cemig desde 1959, quando foi criada a Comissão Diretora de Padronização (CDP), estrutura se para que haja o completo gerenciamento e execução de suas atividades de normalização técnica.

Por uma questão de informação, é importante saber que no ano de 1972, a CDP foi transformada na Comissão de Normalização de Materiais e Equipamentos Eletromecânicos (Conem) e, em 2001, obteve o status de Comitê de Normalização de Equipamentos e Materiais, mantendo a sigla da antiga Comissão.

Essa estrutura está em processo de evolução para acompanhar o crescimento da Empresa e a diversificação de seus negócios, manter-se sempre em perfeita sintonia com os fóruns nacionais e internacionais de normalização técnica. Também é objetivo que haja uma adaptação à velocidade da evolução tecnológica dos materiais, equipamentos e acessórios adquiridos para a expansão e a constante melhoria do sistema elétrico do estado e, dessa forma, poder oferecer o melhor serviço possível ao consumidor final que somos nós.

Lâmpadas incandescentes de 60 watts não podem mais ser vendidas

Você sabia que desde o início do mês de julho as lâmpadas incandescentes de 60 watts não podem mais ser vendidas em nosso país?

Já estavam proibidas também as lâmpadas incandescentes de 100 W e 150 W, e até junho de 2017, as de demais potências deverão ser atingidas pela medida. O principal motivo deste tipo de lâmpada ser proibido é quanto a sua baixa eficiência, sendo que de 5% a 10% da energia utilizada para funcionamento da lâmpada é transformado em luz, e o que sobra é desperdiçada em calor.

Além disso, as lâmpadas incandescentes não conseguem durar mais de 2 mil horas. O que faz desse tipo de lâmpada ruim para o meio ambiente e ruim também para o bolso do consumidor.

A melhor alternativa quanto à eficiência de lâmpadas hoje no mercado, são as de LED. Esse tipo de lâmpada possui uma série de vantagens em relação as comuns. Uma lâmpada de LED de 10 W consegue iluminar o equivalente a uma incandescente de 60 W, podendo ainda ficar acessa por mais de 25 mil horas. Além disso, é produzida com materiais recicláveis e não esquenta, pois o bulbo é feito de plástico. Sendo assim é mais ecológica, econômica e segura.

Fonte: Cemig.

Choque elétrico – [Tudo que você precisa saber]

Choque Elétrico

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Por definição, choque elétrico é quando há passagem de uma corrente elétrica (movimento ordenado de partículas portadoras de cargas elétricas) através do corpo, utilizando o mesmo como condutor.

Dependendo da situação, ou seja, do tempo e da intensidade da corrente, os efeitos do choque elétrico podem variar desde um pequeno desconforto como o formigamento da área afetada, queimaduras de terceiro grau ou até mesmo causar o falecimento da vítima.

A Norma Regulamentadora nº 10 emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil tem o objetivo de assegurar a saúde e segurança dos trabalhadores que exercem cargos que envolvam instalações e serviços em eletricidade. O perigo da eletricidade e o risco de acidente causados por ela podem envolver pessoas que trabalham em qualquer área: geração, transmissão, distribuição e, inclusive, pessoas que não trabalham com energia elétrica mas consomem a mesma.

A energia elétrica, apesar de muito útil e imprescindível nos dias de hoje, é muito perigosa e pode provocar graves acidentes às pessoas e animais se os devidos cuidados não forem tomados. O choque elétrico pode ocorrer em situações corriqueiras que se menos espera, como quando alguém toca em um equipamento elétrico (geladeira, chuveiro, máquina de lavar, micro-ondas) no qual exista uma falha no isolamento. Quando isso acontece, a pessoa recebe uma descarga elétrica devido à diferença de potencial gerada entre a fase e a terra.

O grande problema dos choques elétricos e o que pode resultar em maiores danos ao corpo da vítima é o trajeto que a corrente percorre. Caso ela passe, por exemplo, pelo coração (que é um músculo) causa espasmos musculares que alteram o ritmo cardíaco, o que é bastante perigoso e oferece um enorme risco à vida da pessoa.

Uma das ocorrências mais graves do choque elétrico é aquela na qual a vítima está em um piso eletricamente isolante, apoia com uma das mãos em um condutor fase e segura com a outra mão em um condutor neutro. A corrente em questão entrará por uma das mãos e, antes de sair pela outra, passará pelo tórax, local onde se situam órgãos vitais responsáveis ela respiração e circulação do sangue.

Para fins práticos, abaixo segue uma tabela com alguns valores aproximados de corrente e os danos que causam ao corpo humano:

1 a 10 mAApenas formigamento
10 mA a 20 mAForte formigamento e dor
20 mA a 1 AConvulsões e parada respiratória
1 A a 2 AFibrilação
Acima de 2 AQueimaduras e paradas cardíacas
Acima de 3 AValor mortal

 

Choque Elétrico – Cenas Fortes veja nesse Vídeo

Choque Elétrico Causas

O choque elétrico podem causar várias lesões na vítima. Entre as piores consequências está a eletrocussão que é a morte ocasionada pela exposição do corpo a uma carga letal de energia elétrica. Os maiores responsáveis por esse tipo de acidente são os raios e a fiação de alta tensão, ou seja, com voltagem superior à 600 volts. Porém, a eletrocussão também pode ocorrer devido à baixa voltagem se houver roupas molhadas, poças de água ou umidade elevada.

As queimaduras são relativamente comuns em casos de choques elétricos em seres humanos. Elas consistem em lesões nos tecidos que envolvem diversas camadas do corpo como pele, cabelos, pelos, tecido celular subcutâneo, músculos, etc. O fogo é o principal causador das queimaduras, porém, a eletricidade é a causadora das piores queimaduras, resultando na perda funcional e anatômica dos segmentos do corpo, principalmente dos membros. A resistência da pele que é, normalmente de 100.000 Ohms é rapidamente reduzida para 500 Ohms com o rompimento da pele resultante da energia elétrica de alta voltagem.

Para saber mais sobre os efeitos do choque elétrico acesse o link: Efeitos do choque elétrico

Como boa parte dos acidentes com eletricidade tem origem nas companhias energéticas, as quedas de altura acontecem com bastante frequência após a vítima sofrer o choque elétrico. Algumas vezes a carga elétrica em si não é fatal para o trabalhador, mas ao sofrer o choque ele perde o equilíbrio e acaba caindo e essa queda resulta no seu falecimento. Danos causados por roedores, envelhecimento, fiação imprópria, diâmetro ou material do fio inadequados, corrosão dos contatos, rompimento da linha por queda de galhos e falta de aterramento do equipamento elétrico são os principais causadores de choques elétricos em fios e, consequentemente, de quedas de altura.

Como prevenir o Choque Elétrico

Todo mundo deve sempre estar atento com suas atividades diárias pois estamos a todo momento entrando em contato com equipamentos elétricos e eletrônicos. Por mais que tais aparelhos sejam indispensáveis para a vida atual, muitos deles são grandes motivadores de choques elétricos.

Segue uma lista de algumas recomendações válidas e muito importantes que podem ajudar (e muito) a evitar os choques:

  1. Manter os equipamentos elétricos longe de qualquer fonte de água;
  2. Estar sempre com calçado isolante no contato com equipamentos elétricos;
  3. Nunca tocar em equipamentos elétricos com a mão ou corpo úmido;
  4. Tomar cuidado para não sobrecarregar uma tomada ligando vários aparelhos nela;
  5. Quando for realizar a limpeza de um equipamento elétrico, verificar se o mesmo está desligado;
  6. Realizar revisões periódicas das instalações elétricas da casa;
  7. Ler sempre as instruções antes de instalar qualquer eletrodoméstico
  8. Desligar os aparelhos sempre puxando pelo plugue, nunca pelo fio

E o mais importante de tudo: não se aventure em realizar atividades para as quais você não foi devidamente instruído. No mercado existem inúmeros profissionais altamente capacitados que possuem experiência e permissão para realizar trabalhos com eletricidade.

Choque elétrico Primeiros Socorros

A primeira providência a ser tomada, mesmo antes de socorrer a vítima, é cortar a corrente elétrica. Se isso não for possível, contente-se em afastar a mesma da fonte de energia. Não se esqueça que para isso é necessário utilizar luvas de borracha ou qualquer outro material isolante afinal, para conseguir ajudar a vítima você deve manter-se seguro.

A próxima atitude a ser tomada é ligar o quanto antes possível para a emergência (SAMU 192). Lembre-se que quanto mais informações você der ao socorrista sobre as condições da vítima e como chegar ao local em que vocês se encontram, mas eficiente será o resgate.

Enquanto o socorro não chega, verifique se a vítima está consciente e se respira. Para verificar se a mesma está inconsciente, chame por ela duas ou três vezes. Se a vítima não responder, toque duas vezes no ombro dela. Se ainda assim não houver nenhuma resposta, aplique um estímulo doloso (como um beliscão no ombro) na vítima.

Se o acidentado não reagir ao estímulo de dor isso significa que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, e que você deve iniciar imediatamente a RCP (reanimação cardiopulmonar). Para isso, ajoelhe-se ao lado da vítima e posicione uma mão no meio do tórax dela e use a parte mais dura da mão. Não se esqueça de deixar seus ombros erguidos por cima do tórax da vítima e seus brações retos comprimindo o peito da vítima sem dobrar os cotovelos.

Choque elétrico - [Tudo que você precisa saber] 1Choque elétrico - [Tudo que você precisa saber] 2

Veja no vídeo da American Heart Association:

Importantíssimo: em momento algum dê água para vítima!

Vídeo produzido pela engehall (choque elétrico parte 1)

Veremos a seguir os meios através dos quais são criadas condições para que uma pessoa venha a sofrer um choque elétrico.

Os riscos mais casuais são:

1. Superfícies energizadas:

a) Carcaça de motores.
b) Aparelhos eletrodomésticos.
c) Chão, paredes e tetos.
d) Torneiras e chuveiros.
e) Cercas, grades e muros.
f) Caixas de controle de medição de energia.
g) Postes energizados.
h) Chão energizado em volta do poste.
i) Luminárias energizadas.
j) Painéis e eletrodutos.

2. Fios e cabos com isolamento deficiente:

a) Isolamento com defeito de fábrica.
b) Isolamento velho e partido.
c) Isolamento danificado por objetos pesados.
d) Isolamento rompido por roedores.
e) Isolamento superaquecido.

3. Fios e cabos energizados caídos no chão.

4. Redes aéreas energizadas:

a) Construção em baixo das linhas de energia.
b) Sacadas próximas das redes.
c) Podas de árvores.
d) Antenas, guindastes, basculantes,pulverizadores.
e) Empinar pipas, papagaios, pandorgas próximo a linha metálica e/ouem dias
chuvosos).
f) Bambus e outros objetos longos.

5. Redes aéreas desenergizadas:

a) Residual capacitivo.
b) Gerador particular.
c) Alimentação através da BT via transformador.
d) Efeitos da indução de outras linhas que passam bem próximas.
e) Energizamento através de manobras incorretas.

Vamos nos ater aos itens mais comuns no ambiente de trabalho

Contato com condutores nu energizado

Uma das causas do choque elétrico mais comuns desses acidentes é o contato com condutores aéreos energizados.Normalmente o que ocorre é que equipamentos tais como guindastes, caminhões basculantes, andaimes metálicos, perfuratrizes e outros equipamentos ou maquinários, ao ser manuseado, tocam nos condutores aéreos, que como já vimos, possuem na sua maioria, tensões entre 11000 e 13800 volts, tornando-se assim parte do circuito elétrico; Se o condutor destes veículos ou equipamentos estiver isolado através dos pneus, eles não sofrerão o acidente até que alguém os toque ou mesmo ele decida descer e completar o contato com o solo. Neste caso o acidente tem enorme chance de ser fatal.

Outro tipo de acidente de contato com condutor nu é causado quando o indivíduo, por descuido ou desconhecimento, tem acesso a áreas energizadas e não isoladas em painéis ou caixa de passagens, o conhecido fio desencapado ou barramentos expostos. Este caso é mais comum do que se pensa. Normalmente a tensão nestes acidentes são de baixa intensidade (110 a 440Volts), porém podem causar acidentes fatais causadas pelas paradas cardíacas ou paradas respiratórias.

Por este motivo a norma NR-10 preconiza que deve haver procedimento de segurança para trabalho com sistemas energizados e cita a necessidade de isolamento das partes energizadas que não serão objeto do serviço.

Contato com tensões residuais

Com frequência, pessoas sofrem choque elétrico em circuitos onde existe banco de capacitores. Estes dispositivos possuem a característica de, embora desligados do circuito que os alimenta, conservar por determinado intervalo detempo sua carga elétrica, ou seja, continuam energizados. Neste caso os procedimentos devem ser explícitos para que o tempo necessário para a descarga seja observado, ou um procedimento de descarga seja adotado. O mesmo cuidado deve ser adotado na existência de geradores, UPS´s, Nobreaks, ou qualquer outra fonte de alimentação que não seja a da distribuidora de energia local. Estes dispositivos possuem a característica de alimentar a carga por um determinado período quando a energia da distribuidora, por qualquer motivo deixe de alimentar o circuito. Nestes casos, o teste de tensão (constatação de ausência de tensão) é imprescindível.

Outro cuidado, ainda dentro do tópico de tensões residuais, é com o desligamento do primário dos
transformadores, no qual se pretende executar algum serviço. O risco que se corre é que do lado do secundário pode haver algum dispositivo ou aparelho de energização, que poderá induzir no primário uma tensão elevadíssima. Nesta situação é imprescindível que se desligue sempre os condutores do secundário também, e / ou os estes condutores sejam aterrados, garantindo assim sua equipotencialização.

Falha na isolação elétrica

Os condutores querem sejam empregados isoladamente, como nas instalações elétricas, quer como partes de equipamentos, são usualmente recobertos por uma película isolante. No entanto, a deterioração por agentes agressivos, o envelhecimento natural ou forçado ou mesmo o uso inadequado do equipamento podem comprometer a eficácia da película, como isolante elétrico.

Vejamos, a seguir, os vários meios pelos quais o isolamento elétrico pode ficar comprometido:

Calor e Temperaturas Elevadas

A circulação da corrente em um condutor sempre gera calor e, por conseguinte, aumento da temperatura do mesmo. Este aumento pode causar a ruptura de alguns polímeros, de que são feitos alguns materiais isolantes, dos condutores elétricos.

Umidade
Alguns materiais isolantes que revestem condutores absorvem umidade, como é o caso do nylon. Isto faz com que a resistência isolante do material diminua.

Oxidação
Esta pode ser atribuída à presença de oxigênio, ozônio ou outros oxidantes na atmosfera. O ozônio torna-se um problema especial em ambientes fechados, os quais operem motores,geradores. Estes produzem em seu funcionamento arcos elétricos, que por sua vez geram o ozônio. O ozônio é o oxigênio em sua forma mais instável e reativa. Embora esteja presente na atmosfera em um grau muito menor do que o oxigênio, por suas características, ele cria muito maior dano ao isolamento.

Radiação
As radiações ultravioleta têm a capacidade de degradar as propriedades do isolamento,especialmente de polímeros. Os processos fotoquímicos iniciados pela radiação solar provocam a ruptura de polímeros, tais como, o policloreto de vinila (PVC), a borracha sintética e natural, a partir dos quais o cloreto de hidrogênio é produzido. Esta substância causa, então, reações e rupturas adicionais, comprometendo, desta forma, as propriedades físicas e elétricas do isolamento.

Produtos Químicos
Os materiais normalmente utilizados como isolantes elétricos degradam-se na presença de substâncias como ácidos, lubrificantes e sais.

Desgaste Mecânico
As grandes causas de danos mecânicos ao isolamento elétrico são a abrasão, o corte, a flexão e torção do recobrimento dos condutores. O corte do isolamento dá-se quando o condutor é puxado através de uma superfície cortante. A abrasão tanto pode ser devida à puxada de condutores por sobre superfícies abrasivas, por orifícios por demais pequenos, quanto à sua colocação em superfícies que vibrem, as quais degradam o isolamento do condutor. As linhas de pipas com cerol (material cortante) também agridem o isolamento dos condutores.

Fatores Biológicos
Roedores e insetos podem comer os materiais orgânicos de que são constituídos os isolamentos elétricos, comprometendo a isolação dos condutores. Outra forma de degradação das características do isolamento elétrico é a presença de fungos, que se desenvolvem na presença da umidade.

Altas Tensões
Altas tensões podem dar origem à arcos elétricos ou efeitos corona, os quais criam orifícios na isolação, reduzindo, assim, a resistência elétrica do isolamento.

Pressão
O vácuo pode causar o desprendimento de materiais voláteis dos isolantes orgânicos, causando vazios internos e consequente variação nas suas dimensões, perda de peso e consequentemente,redução de sua resistividade.

A deterioração dos isolantes dos condutores elétricos podem causar situações de risco ainda maiores do que os condutores nus, pois a percepção do trabalhador por conta do possível isolamento o faz ter menos cuidado no trabalho com o circuito energizado, e consequentemente diminui a atenção causando assim o acidente. Além do choque elétrico arcos elétricos causados por curtos-circuitos podem oferecer um grande risco ao profissional ao manusear os condutores com falha de isolação, por exemplo.

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Você já imaginou quais são as profissões mais perigosas do mundo?

Segundo a Revista Super Interessante que analisou dados de acidentes fatais colhidos do ministério do trabalho estão entre elas:

O setor madeireiro;

Ocupações ligadas ao setor de extração mineral (mineração subterrânea e extração de petróleo) e;

Profissionais que trabalham em lugares difíceis de escapar como é o exemplo de mergulhadores profissionais, de trabalhadores em minas subterrâneas, em plataformas petrolíferas e de técnicos de linhas de transmissão de energia, que realizam trabalhos em altura.

Estes foram os setores mais perigosos da economia brasileira durante o ano de 2000:
(* A cada 100 000 empregados)

Atividade – Indústria madeireira Mortes* – 37

Atividade – Extração mineral (incluindo petróleo) Mortes* – 29

Atividade – Construção civil Mortes* – 26

Atividade – Refinação de álcool, petróleo e coquerias Mortes* – 25

Atividade – Setor energético Mortes* – 18

*Fonte: Ministério do Trabalho e Superinteressantes

Como Economizar Energia


CHUVEIRO ELÉTRICO

Deixe a chave na posição “Verão” assim é possível reduzir o consumo de energia em até 30%.

Não demore no banho.

Utilize resistências originais, verifique a potência e a voltagem correta do aparelho.

Não faça emendas ou gambiarras. Isso aumenta o consumo de energia e pode colocar em risco sua segurança.

FERRO ELÉTRICO

Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligar o ferro, aproveite ainda o seu calor para passar algumas roupas leves.

MÁQUINA DE LAVAR ROUPA

Economize água e energia elétrica lavando de uma só vez a quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante.

Use a dose certa de sabão especificada no manual, para evitar repetir operações de enxágue.

Mantenha o filtro sempre limpo.

TELEVISÃO

Desligue o aparelho se ninguém estiver assistindo.

Evite dormir com a televisão ligada. Se ela tiver recursos de programação, use o timer.

*Fonte: Eletrobrás Procel.

Fios de cabelo e Energia solar

Milan Karki um garoto nepalês de 18 anos e 4 amigos á procura de opções alternativas de energia fizeram uma descoberta interessante. Morando em uma região pobre e com difícil acesso a energia elétrica os garotos descobriram que podem trocar o uso do silício- material caro normalmente usado na confecção de  painéis solares – por cabelo. Eles acreditam que a melanina do cabelo, além de sensível à luz, funciona como um condutor e que, graças a essa troca, cada equipamento custaria cerca de US$38 e produziria 18 watts.

Os garotos pretendem investir na produção em massa da sua invenção. A descoberta pode revolucionar a produção e o acesso aos painéis, uma vez que os fios de cabelo são a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora.

*Fonte: Super Interessante e Green Savers
*Foto: Divulgação Green Savers