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Instalações Desenergizadas – Tudo sobre o assunto!

instalações desenergizadas

Objetivo de instalações desenergizadas

O primeiro deles, é definir procedimentos básicos para execução de atividades/trabalhos em sistema e instalações elétricas desenergizadas. Além disso, aplica-se às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento, programação, coordenação e execução das atividades, no sistema ou instalações elétricas desenergizadas.

Sendo assim, o seu conceito básico é o impedimento de equipamento de isolamentos elétricos ou instalação. Portanto, eliminando a possibilidade de energização indesejada não. Desse modo, disponibilizando à operação enquanto permanecer a condição de impedimento.

Quem geralmente é responsável por fazer as instalações desenergizadas?

Bom, pode ser um empregado da empresa ou de terceirizada que assume a coordenação e supervisão efetiva dos trabalhos.

Além disso, é esse o responsável pela viabilidade da execução da atividade e por todas as medidas necessárias à segurança dos envolvidos na execução das atividades, de terceiros, e das instalações, bem como por todos os contatos em tempo real com a área funcional responsável pelo sistema ou instalação.

PES – Pedido para Execução de Serviço

É um documento emitido para solicitar a área funcional responsável pelo sistema ou instalação, o impedimento de equipamento, sistema ou instalação, visando a realização de serviços.

Ou seja, deve conter as informações necessárias à realização dos serviços, tais como: descrição do serviço, número do projeto, local, trecho/equipamento isolado, data, horário, condições de isolamento, responsável, observações, emitente, entre outros.

AES – Autorização para Execução de Serviço

É a autorização fornecida pela área funcional, ao responsável pelo serviço, liberando e autorizando a execução dos serviços. A AES é parte integrante do documento PES.

Desligamentos das instalações desenergizadas

Desligamento Programado

Toda interrupção programada do fornecimento de energia elétrica, deve ser comunicada aos clientes afetados formalmente com antecedência contendo data, horário e duração pré-determinados do desligamento.

Desligamento de Emergência

Interrupção do fornecimento de energia elétrica sem aviso prévio aos clientes afetados, se justifica por motivo de força maior, caso fortuito ou pela existência de risco iminente à integridade física de pessoas, instalações ou equipamentos.

Interrupção Momentânea

Toda interrupção provocada pela atuação de equipamentos de proteção com religamento automático, por exemplo.

Quais são os procedimentos gerais de segurança?

Todo serviço deve ser planejado antecipadamente e executado por equipes devidamente treinadas e
autorizadas de acordo com a norma regulamentadora NR-10 da portaria 3214/MTB/78 e com a utilização de equipamentos aprovados pela empresa e em boas condições de uso.

Ou seja, o responsável pelo serviço deverá estar devidamente equipado com um sistema que garanta a comunicação confiável e imediata área funcional responsável pelo sistema ou instalação durante todo o período de execução da atividade.

Procedimentos gerais para serviços programados

O empregado que coordenar a execução das atividades/trabalhos em sistema e instalações elétricas desenergizadas, terá como responsabilidades:

  • Apresentar os projetos a serem analisados, com os respectivos estudos de viabilidade,
    tempo necessário para execução das atividades/trabalhos;
  • Definir os recursos materiais e humanos para cumprimento do planejado;
  • Entregar os projetos que envolverem alteração de configuração do sistema e instalações elétricas à área funcional responsável.

Avaliação dos Desligamentos

A área funcional responsável pelo sistema ou instalação terá como atribuição avaliar as manobras, de forma a minimizar os desligamentos necessários com a máxima segurança. Sendo assim, analisando o impacto (produção, indicadores, segurança dos trabalhadores, custos etc.) do desligamento.

Mas, para executar o serviço… o que precisa ser feito? A equipe responsável pela execução dos serviços deverá providenciar:

  • Os levantamentos de campo necessários à execução do serviço;
  • Os estudos de viabilidade de execução dos projetos;
  • Todos os materiais, recursos humanos e equipamentos necessários para execução dos serviços nos prazos estabelecidos;
  • Documentação para Solicitação de Impedimento de Equipamento;
  • Todo impedimento de equipamento deve ser oficializado junto à área funcional responsável,através do documento PES, ou similar.

NOTAS

Serviços que não se enquadrarem dentro dos prazos de programação e que não sejam de emergência, devem ser solicitados à área funcional responsável pelo sistema ou instalação. Desse modo, precisa conter uma justificativa por escrito e se aprovados são de responsabilidade da área executante, o aviso da interrupção a todos os envolvidos.

Sendo assim, qualquer impacto do não cumprimento dos prazos e do não aviso aos envolvidos é de responsabilidade da área executante. Ou seja, quando da liberação do sistema ou instalação com a necessidade de manobras, deve-se observar os prazos mínimos exigidos.

Além disso, a intervenção no sistema ou instalação elétrica que envolver outras áreas ou empresas (concessionárias) deve ter sua programação efetuada em conformidade com os critérios e normas estabelecidos no Acordo Operativo existente, envolvendo no planejamento todas as equipes responsáveis pela execução dos serviços.

Emissão de PES

O PES deverá ser emitido para cada serviço, quando de impedimentos distintos. Quando houver dois ou mais serviços que envolvam o mesmo impedimento, sob a coordenação do mesmo responsável, será emitido apenas um PES.

Ou seja, nos casos em que, para um mesmo impedimento, houver dois ou mais responsáveis, obrigatoriamente será emitido um PES para cada responsável, mesmo que pertençam a mesma área.

Mas, quando na programação de impedimento existir alteração de configuração do sistema ou instalação, deverá ser encaminhado à área funcional responsável pela atividade, o projeto atualizado.

Por isso, caso não exista a possibilidade de envio do projeto atualizado, é de responsabilidade do órgão executante elaborar um “croqui” contendo todos os detalhes necessários que garantam a correta visualização dos pontos de serviço e das alterações de rede a serem executadas.

Etapas da programação

  • Elaboração da Manobra Programada;
  • Informações que deverão constar na Programação da Manobra: Data, horário previsto para inicio e fim do serviço, descrição sucinta da atividade, nome do responsável pelo serviço, dados dos clientes interrompidos, área ou linha de produção;
  • Trecho elétrico a ser desligado, identificado por pontos significativos;
  • Sequência das manobras necessárias para garantir a ausência de tensão no trecho do serviço e
    segurança nas operações;
  • Sequência de manobras para retorno à situação inicial;
  • Divulgação do desligamento programado, aos envolvidos;
  • As áreas/clientes afetados pelo desligamento programado devem ser informadas com antecedência da data do desligamento.

Aprovação do PES

Depois de efetuada a programação e o planejamento da execução da atividade, a área funcional responsável, deixará o documento PES, disponível no sistema para consulta e utilização dos órgãos envolvidos.

Em outras palavras, ficará a cargo do gestor da área executante, a entrega da via impressa do PES aprovado, ao responsável pelo serviço, que deverá estar de posse do documento no local de trabalho.

Procedimentos Gerais

Caso o responsável pelo serviço não esteja de posse do PES/AES, a área funcional responsável não autorizará a execução do desligamento. O impedimento do equipamento/instalação depende da solicitação direta do responsável pelo serviço à área funcional responsável, devendo este já se encontrar no local onde serão executados os serviços.

Dessa forma, havendo necessidade de substituição do responsável pelo serviço, a área executante deverá informar à área funcional responsável o nome do novo responsável pelo serviço, com maior antecedência, justificando formalmente a alteração.

Para todo PES deverá ser gerada uma Ordem de Serviço – OS ou Pedido de Turma de Emergência PTE (ou documento similar). A área funcional responsável autorizará o início da execução da atividade após confirmar com o responsável pelo serviço. Sendo assim, os dados constantes no documento em campo, certificando-se de sua igualdade.

Após a conclusão das atividades e liberação do responsável pelo serviço, a área funcional responsável, coordenará o retorno à configuração normal de operação, retirando toda a documentação vinculada à execução do serviço.

Para garantir a segurança de todos envolvidos na execução das atividades de uma equipe trabalhando em um mesmo trecho, a normalização somente poderá ser autorizada pela área funcional responsável após a liberação do trecho por todos os responsáveis.

Nos casos em que os serviços não forem executados ou executados parcialmente conforme a programação, o responsável pelo serviço deverá comunicar à área funcional responsável, para adequação da base de dados e reprogramação dos serviços.

Procedimentos para serviços de emergência

A determinação do regime de emergência para a realização de serviços corretivos é de responsabilidade do órgão executante. Todo impedimento de emergência deverá ser solicitado diretamente à área funcional responsável informando:

  • O motivo do impedimento;
  • O nome do solicitante e do responsável pelo serviço;
  • Descrição sucinta e localização das atividades a serem executadas;
  • Tempo necessário para a execução das atividades;
  • Elemento a ser impedido.

 

A área funcional responsável deverá gerar uma Ordem de Serviço – OS ou Pedido de Turma de Emergência – PTE (ou similar) e comunicar, sempre que possível, os clientes afetados.

Após a conclusão dos serviços e consequente liberação do sistema ou instalações elétricas por parte do responsável pelo serviço, à área funcional responsável coordenará o retorno à configuração normal de operação. Ou seja, retirando toda a documentação vinculada à execução do serviço.

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Marlon Pascoal

Marlon Pascoal

Instrutor de Normas Regulamentadoras
Engenheiro Eletricista/Segurança do Trabalho
Crea: 172.438/D MG

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