Choque Elétrico: causas e efeitos

O choque elétrico pode ser fatal. Por isso, é importante conhecer seus efeitos e reconhecer os sintomas. Ao passar pelo corpo humano, a corrente elétrica pode causar os seguintes distúrbios:

  • Inibição dos centros nervosos, inclusive dos que comandam a respiração, causando assim a parada respiratória;
  • Alteração no ritmo cardíaco podendo produzir fibrilação ventricular e consequentemente a parada cardíaca;
  • Queimaduras profundas, produzindo necrose do tecido, ossos, músculos, órgãos etc.;
  • Alteração do sangue provocada por efeitos térmicos eletrolíticos da corrente elétrica;
  • Perturbação no sistema nervoso;
  • Queimaduras superficiais com sequelas em vários órgãos do corpo humano produzindo deficiências futuras como problemas renais, mentais, pulmonares, etc.;
  • Contrações musculares (tetanização dos músculos)
  • Retenção sanguínea.

Além desses efeitos citados acima, vamos exemplificar alguns mais graves para a saúde da vitima de choque elétrico. Observe.

Efeitos do choque elétrico nas vitimas

 

Parada cardíaca ou respiratória e fibrilação cardíaca.

A morte por asfixia ocorrerá se a intensidade da corrente elétrica for de valor acima de 30 mA e circular por um período de tempo relativamente pequeno (14 segundos, por exemplo). Sendo assim, é necessário uma ação rápida para interromper a passagem da corrente elétrica pelo corpo.

Podemos dizer que a morte por asfixia acontece quando na respiração o  diafragma  se contrair tetanicamente, cessando a respiração. Ou seja, se não for aplicada a respiração artificial dentro de um intervalo de tempo inferior a três minutos,  a pessoa atingida por ter sérias lesões cerebrais e até mesmo chegar ao óbito.

A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de corrente da ordem de 15mA que circulem por períodos de tempo superiores a um quarto de segundo. Desse modo, a fibrilação ventricular é a contração disritimada do coração que, não possibilitando desta forma a circulação do sangue pelo corpo, resulta na falta de oxigênio nos tecidos do corpo e no cérebro.

O coração raramente se recupera por si só da fibrilação ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfibrilador, a fibrilação pode ser interrompida e o ritmo normal do coração pode ser restabelecido.

Dessa forma, não possuindo tal aparelho, a aplicação da massagem cardíaca permitirá que o sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o desfibrilador. Na ausência do desfibrilador deve ser plicada a técnica de massagem cardíaca até que a vítima receba socorro especializado.

Contração muscular / Tetanização

Todo o músculo percorrido por uma corrente elétrica sofre um estímulo que provoca sua contração. A força da contração muscular depende da intensidade e do tipo da corrente do choque elétrico.

Já a tetanização é a paralisação (crispação) do músculo causado pela intensa contração muscular devido ao choque elétrico, mesmo cessado o choque elétrico o músculo persiste paralisado por certo tempo.

Em outras palavras, a tetanização é uma espécie de câimbra no músculo causado pelo choque elétrico. Na figura abaixo temos os valores da corrente de choque elétrico senoidal x frequência, para as mesmas condições de contração muscular.

1º Curva – mostra o limite convencional das intensidades de corrente elétrica do choque que não resulta nenhuma percepção
2º Curva – Início da percepção para 50% das pessoas 15
3º Curva – Início da percepção para 99,5% das pessoas
4º Curva – Corrente de largar para 99,5% das pessoas
5º Curva – Corrente de largar para 50% das pessoas
6º Curva – Corrente de não largar para 99,5% das pessoas

Queimaduras causadas pela passagem da corrente elétrica.

A passagem da corrente elétrica por um corpo que possui resistência elétrica, parte da energia é transformada e liberada na forma do calor. Este efeito é conhecido como Efeito Joule e é calculado como a equação abaixo:

choque elétrico

Ou seja, o  calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano, podendo produzir vários efeitos e sintomas, tais como:

  • Queimaduras de 1º, 2º ou 3º graus nos músculos do corpo;
  • Aquecimento do sangue, com sua consequente dilatação;
  • Aquecimento podendo provocar derretimento dos ossos e cartilagens;
  • Queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida;
  • Queima das camadas adiposas ao longo da derme, tornando-as gelatinosas;
  • As condições acima não acontecem individualmente, mas sim associadas.

Sendo assim, como o efeito térmico depende da corrente elétrica ao quadrado, e a corrente para o choque de alta tensão é grande, seu poder de queima é igualmente grande.

O choque em alta tensão pode queimar, danificar, e até fazer buracos na pele. Principalmente nos pontos de
entrada e saída da corrente elétrica no corpo humano. Desse modo, na maioria dos casos de alta tensão as vítimas morrem devido aos ferimentos causados pelas queimaduras.

Quando elas conseguem sobreviver, acabam ficando com sequelas como, por exemplo, perda de massa muscular, perda parcial dos ossos, diminuição, atrofia muscular, perda da coordenação motora, cicatrizes, etc. Além disto, toda queimadura acaba facilitando a infecção pela redução da imunidade da pele.

Resistência elétrica do corpo humano

A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá, em muito, da resistência elétrica que esta oferecer à passagem da corrente, e também de qualquer outra 16 resistência adicional entre a vítima e a terra.

Ou seja, a resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é constituída de células mortas. Esta resistência está situada entre 100.000 e 600.000 ohms, quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes, e a variação apresentada é função da sua espessura.

Portanto, quando a pele encontra-se úmida, condição mais facilmente encontrada na prática, a resistência elétrica do corpo diminui. Cortes também oferecem uma baixa resistência. Pelo mesmo motivo, ambientes que contenham muita umidade fazem com que a pele não ofereça uma elevada resistência elétrica à passagem da corrente.

Já a pele seca, relativamente difícil de ser encontrado durante a execução do trabalho, oferece maior resistência à passagem da corrente elétrica. A resistência oferecida pela parte interna do corpo, constituída, pelo sangue músculos e demais tecidos, comparativamente à da pele é bem baixa, medindo normalmente 300 ohms em média e apresentando um valor máximo de 500 ohms.

Por fim, as diferenças da resistência elétrica apresentadas pela pele à passagem da corrente, ao estar seca ou molhada, podem ser grande, considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que apresente uma diferença de potencial de 120 volts, teremos:

Eletrólise no sangue

O corpo humano é constituído de 70% de matéria liquida, que tem dissolvido, ou em suspensão, vários tipos de sais minerais, o choque em corrente contínua provoca o efeito aglutinação dos sais, fenômeno este conhecido por eletrólise.

A eletrólise ocorre no sangue e no plasma liquido de todo o corpo no sangue este efeito pode ocasionar:

  • Mudança da concentração de sais minerais, produzindo desequilíbrio no corpo humano (mudança no equilíbrio de K+ no sangue);
  • Glutinação de sais, produzindo bolinhas que provocam coágulos no sangue, provocando trombose.

No caso de corrente alternada o efeito eletrólise é muito pequeno podendo ser desconsiderado.

Danos no cérebro

Parte dos acidentes com choque elétrico ocorrem com contato na cabeça, principalmente na parte superior da cabeça. Quando a corrente elétrica passa através do cérebro, ou por parte dele, pode produzir efeitos diversos.

Sendo assim, os mais comuns são:

  • Inibição do cérebro;
  • Dessincronização de seus comandos;
  • Edema;
  • Isquemia;
  • Aquecimento;
  • Dilatação;
  • Entre outros.

Em alguns casos, por exemplo, o choque elétrico pode produzir sequelas que vão desde a perda de visão, fala, memória e raciocínio, até o comprometimento dos movimentos.

Danos Renais

O efeito da corrente elétrica passando pelos rins, pode comprometer o funcionamento deste órgão causando insuficiência renal ou Eneuresia (incontinência urinária).

Em outras palavras, os choques elétricos que produzem queimaduras em tecidos internos liberam grande quantidade de meoglobina, uma substância tóxica para os rins, o que acarreta a insuficiência renal.

Portanto, o grande fato é que a maioria dos problemas renais acaba aparecendo após certo tempo de o choque ter ocorrido o que fica difícil de correlacionar.

Conclusão

Agora que você entende um pouco mais sobre os danos que o choque elétrico pode causar na vida de uma pessoa, está na hora de se prevenir e trabalhar com segurança, não é mesmo?

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Marlon Pascoal

Instrutor de Normas Regulamentadoras
Engenheiro Eletricista/Segurança do Trabalho
Crea: 172.438/D MG

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