Cobre é substituído por nanotecido em motores elétricos

Primeiro motor elétrico do mundo feito de “pano” é construído por engenheiros finlandeses. O material têxtil em questão é o tecido com fios de nanotubos de carbono. Não entendeu nada? Vamos tentar simplificar para você: tecido de nanotubos conduzem eletricidade com grande eficiência e são bons para substituir os fios de cobre usados habitualmente nos enrolamentos dos motores elétricos.

O projeto ainda está no seu início. Seu protótipo tem uma potência de 40 W, gira a 15.000 rpm e tem uma eficiência de quase 70%. Se as fibras de nanotubos de carbono puderem ser produzidas em larga escala, os pesquisadores acreditam que essa nova tecnologia poderá revolucionar toda a indústria, melhorando o desempenho e a eficiência energética de uma grande gama de equipamentos elétricos.

Redução das perdas elétricas

O professor Juha Pyrhönen, da Universidade de Tecnologia de Lappeenranta, na Finlândia afirma que “Se mantivermos inalterados os parâmetros de projeto dos motores elétricos, e apenas substituirmos o cobre pelos tecidos de fios de nanotubos, é possível reduzir as perdas nos enrolamentos para a metade do que ocorre hoje.”

“Os fios de nanotubos de carbono são significativamente mais leves do que o cobre, de modo que as dimensões e massas [dos motores] podem ser reduzidas. Além disso, os motores poderiam ser usados em temperaturas significativamente mais elevadas do que os atuais,” completa ele.

Apesar de possuir uma excelente condutividade elétrica do cobre, uma grande parte das perdas elétricas ocorre justamente nos enrolamentos dos motores. Os fios de nanotubos de carbono ainda não têm um limite superior definido de condutividade.

Tecidos de nanotubos

O “motor elétrico de pano” utiliza fios de nanotubos de carbono fiados e convertidos em uma fita pela empresa nipo-holandesa Teijin Aramid, que desenvolveu a tecnologia de fiação em colaboração com a Universidade de Rice, nos EUA.

As aplicações industriais do novo material ainda estão em desenvolvimento. Para que elas cheguem a seu ápice é necessário ampliar a capacidade de produção dos tecidos de nanotubos e melhorar o desempenho dos fios de nanotubos. Pequisas já estão sendo feitas nesse sentido.

FONTE: www.institutodeengenharia.org.br

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