Veja aqui o melhor conteúdo Curso NR10. Saiba as informações mais relevantes, dicas, orientações e como funciona essa norma que é essencial para profissionais da área elétrica.

Riscos Adicionais – Altura

Altura

Considerando que trabalho em altura é qualquer atividade que o trabalhador atue acima do nível do solo, e neste caso deve ser utilizado os EPI´s básicos, entretanto quando a atividade se realiza acima de 2 metros do solo é torna-se obrigatória, além dos EPI’s básicos a utilização do cinturão de segurança tipo paraquedista. Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem:

• Possuir os exames específicos da função comprovados no ASO – Atestado de Saúde Ocupacional (o ASO deve indicar explicitamente que a pessoa está apta a executar trabalho em local elevado);
• Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas, paralisando a atividade caso sinta qualquer alteração em suas condições;
• Estar autorizado;
• Estar treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos.
• Utilizar todos os EPI´s e providenciar todos os EPC´s. Durante vários anos os serviços executados em estruturas elevadas eram realizados com o cinturão de segurança abdominal e toda a movimentação era feita sem um ponto de conexão, isto é, o trabalhador só teria segurança quando estivesse amarrado à estrutura, estando susceptível a quedas.

Este tipo de equipamento, devido a sua constituição não permitia que fossem adotados novos procedimentos quanto à escalada, movimentação e resgate dos trabalhadores. Com a preocupação constante em relação à segurança dos trabalhadores, a legislação atual exigiu a aplicação de um novo sistema de segurança para trabalhos em estruturas elevadas que possibilitam outros métodos de escalada, movimentação e resgate.

A filosofia de trabalho adotada é de que em nenhum momento, nas movimentações durante a execução das tarefas, o trabalhador não poderá ficar desamarrado da estrutura. Considerando que este processo é altamente dinâmico, a busca de novas soluções e tecnologia deve ser uma constante meta a ser atingida para que a técnica e os procedimentos adotados não fiquem ultrapassados.

A norma regulamentadora nº 35 (NR-35) do Ministério do Trabalho e Emprego, traz em sua apresentação a seguinte definição: Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura,envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Portanto servirá como base para as definições no trabalho em altura.

Equipamentos utilizados
Cinturão de segurança tipo paraquedista

O cinturão de segurança tipo paraquedista fornece segurança quanto a possíveis quedas e, posição de trabalho ergonômico. É essencial o ajuste do cinturão ao corpo do empregado para garantir a correta distribuição da força de impacto e minimizar os efeitos da suspensão inerte.

Talabarte de segurança tipo regulável

Equipamento de segurança utilizado para proteção contra risco de queda no posicionamento nos trabalhos em altura, sendo utilizado em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista. O equipamento é regulável permitindo, que seu comprimento seja ajustado.

Talabarte de segurança’ tipo y com absorvedor de energia

Equipamento de segurança utilizado para proteção contra risco de queda na movimentação no trabalho em altura.

Dispositivo trava quedas
É um dispositivo de segurança utilizado para proteção do empregado contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança tipo paraquedista.

Dispositivos complementares para trabalho em altura
Fita de ancoragem

É um dispositivo que permite criar pontos de ancoragem da corda de segurança.

Mosquetão

É um dispositivo de segurança de alta resistência com capacidade para suportar forças de 22kN no mínimo. Tem a função de prover elos e também funciona como uma polia com atrito. Para contar com a máxima resistência do equipamento, deve-se dar atenção ao uso e a manutenção. A resistência do mosquetão varia com o sentido de tração, sendo mais resistente pelas extremidades do que pelas laterais. Não deve sofrer torções, por isso deve ser instalado corretamente, prevendo-se a forma como será solicitado sob tensão ou dentro de um sistema que deterá uma queda.

Corda de segurança (linha de vida)

Cordas dinâmicas

São cordas kernmantle de alto estiramento (alongamento), fabricadas para ter elasticidade de 6 % a 10% com uma carga de 80Kg e de 40% com carga de ruptura. Esta característica lhe permite absorver o impacto em caso de queda do trabalhador sem transferir a força do impacto, evitando assim lesões. É importante usar uma corda de boa construção para situações em que o fator de queda seja elevado. Porém, uma corda que alonga pode ser uma desvantagem quando utilizada para resgate, ou quando se precisa descer uma carga do alto de um prédio ou uma maca suspensa por corda em operação de resgate. Por outro lado, as cordas dinâmicas são menos resistentes à abrasão e desgaste.

Cordas estáticas
É uma corda que possui uma alma de nylon de baixo estiramento (alongamento),sendo seus cordões internos os que aportam a maior resistência ao esforço. Para que a resistência da corda seja consistente, estes cordões devem ser contínuos, sem emendas ao longo de toda a corda. Ao mesmo tempo, para garantir uma elasticidade mínima, estes cordões devem ser paralelos entre si, ao contrário das cordas dinâmicas em que são torcidos. Ou seja, a alma (kern) é quem suporta a carga, sendo a capa (mantle) a responsável pela proteção contra sujeira, abrasão e desgaste.

Sistema de ancoragem
Não menos importante que o próprio EPI, é considerado como o coração do sistema de segurança, a ancoragem onde conectamos a corda com um ponto mecânico, seja na vertical ou horizontal, deve estar dimensionada para receber uma queda ou impacto. Para uma linha de vida vertical, a carga mínima de ruptura de cada ancoragem no ponto central deve ser igual ou superior a 22kN para cada sistema. Quando temos um ponto único que avaliamos suportar o mínimo de 22kN podemos utilizá-lo como ponto único, porém este tipo de atividade solicita sempre uma dupla ancoragem, sendo que se um sistema falhar teremos outro como backup. Após a escolha e instalação do sistema de ancoragem é importante que se utilize um nó de segurança que permita uma fácil checagem por qualquer um da equipe de trabalho; que seja fácil de desfazer após receber carga e que não se solte sob tensão; os nós ainda dever ser do tipo que reduza menos a resistência mecânica da corda. Por padrão, geralmente as equipes de resgate e trabalho em altura utilizam o nó oito duplo como nó de ligação da corda com a ancoragem por reunir todas estas características.

Resgate
Podemos considerar um bom sistema de resgate aquele que necessita de um menor número de equipamentos para sua aplicação, tornando com isso um ato simplificado. É essencial que todos os trabalhadores tenham curso de Técnicas de escalada, movimentação e resgate em estruturas elevadas bem como noções básicas de Primeiros Socorros. Quando o trabalhador cair em função da perda da consciência ou perder a consciência, e fica dependurado, em ambos os casos, estando ele equipado com um sistema de segurança, ficará suspenso pelo cinturão de segurança tipo paraquedista até o momento do socorro. Estudos comprovam que a suspensão inerte, mesmo em períodos curtos de tempo, podem desencadear transtornos fisiológicos graves, em função da compressão dos vasos sanguíneos e problemas de circulação. Estes transtornos podem levar a morte se o resgate não for realizado rapidamente.

Em situações extremas as pessoas têm as mais diversas reações, algumas saem correndo literalmente, outras tentam salvar a vítima em um profundo desespero. Um bom socorrista se preocupa primeiro com a sua segurança e depois com a da vítima, parece um sentimento egoísta, mas não é. Em várias ocasiões de resgate o socorrista se tornou outra vítima ou veio falecer devido a imprudências pelo seu desespero. Outro fator importante é o exercício periódico do treinamento de resgate, pois ao longo do tempo vários conceitos são esquecidos.

A Engehall tem especialidade em altura e ministra o Curso NR35, saiba mais.

Check List

O objetivo deste documento é criar o hábito de verificar os itens de segurança antes de iniciar as atividades, auxiliando na detecção, na prevenção dos riscos de acidentes e no planejamento das tarefas, enfocando os aspectos de segurança. Esse formulário pode ser vinculado no verso de uma “ordem de serviço”.

Será preenchido de acordo com as regras de Segurança do Trabalho. “A Equipe somente deverá iniciar cada atividade, após realizar a identificação de todos os riscos, medidas de controle e após concluir o respectivo planejamento da atividade”.

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Análise Preliminar de Risco (APR)

Para a realização de qualquer atividade é necessário que seja efetuada a Análise Preliminar de Risco (APR), ela é de grande importância, uma vez que determina os prováveis riscos e as medidas a serem tomadas para prevenção.

Ao realizar essa análise está sendo feita a previsão dos riscos, como objetivo de antecipar a previsão de ocorrências danosas para as pessoas, processos, equipamentos e meio ambiente. É elaborada através do estudo, questionamento, levantamento, detalhamento, criatividade, análise crítica e autocrítica, com consequente estabelecimento de precauções técnicas necessárias para a execução das tarefas (etapas de cada operação), de forma que o trabalhador tenha sempre o controle das circunstâncias, por maiores que forem os riscos.

Por se tratar de uma técnica aplicável a todas as atividades, uma grande virtude da aplicação desta técnica é o fato de ela promover e estimular o trabalho em equipe e a responsabilidade solidária.

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Riscos Ergonômicos

Os riscos ergonômicos são significativos nas atividades do setor elétrico relacionados aos fatores:Biomecânicos: posturas inadequadas de trabalho provocadas pela exigência de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização das tarefas,principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc.

Organizacionais: pressão psicológica para atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realização rotineira de horas extras, trabalho por produção, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica.

Psicossociais: elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso sobretudo para atividades em linhas de transmissão, executadas em grandes alturas).

Ambientais: conforme teoria, risco ambiental compreende os físicos, químicos e biológicos; esta terminologia fica inadequada, deve-se separar os riscos provenientes de causas naturais
(raios,chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações etc.).

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Calor

Definição

Normalmente dizemos que estamos com calor ou que está muito calor em determinado lugar. No entanto, o termo calor, na realidade, não designa a forma de sentir aquele abafamento que experimentamos em dias quentes. Ele representa a energia térmica em transição de um corpo para outro corpo, de um sistema para outro, ou entre partes de um sistema. É a maneira de quantificar e qualificar a quantidade de energia térmica transferida entre os sistemas.

Para uma melhor compreensão do “calor”, podemos pensar na sensação que sentimos quanto tocamos sobre uma superfície quente ou fria, a percepção de que a mão está sofrendo uma alteração de temperatura existe pela transferência de energia térmica entre o ponto de contato do corpo e a superfície. A transmissão de calor que tem o efeito de somente alterar a temperatura do corpo designa o calor sensível. Uma noção muito importante relacionada ao calor é a de que a transmissão de energia térmica acontece sem a necessidade de contato direto, por exemplo, através do ar sentimos a absorção de energia.

Relação com os trabalhos do setor elétrico

As atividades relacionadas ao setor elétrico devem ser realizadas com atenção para os efeitos do calor, uma vez que são diversos os efeitos possíveis da energia térmica. Nos trabalhos realizados em ambientes externos a exposição ao sol leva a ação da energia térmica sobre os trabalhadores, isso pode levar a vermelhidão da pele, leves queimaduras e até mesmo ao câncer de pele no futuro após longos períodos de exposição.

Nas atividades desempenhadas em locais definidos como espaços confinados a proximidade entre os trabalhadores, a pouca ventilação, a própria temperatura do ambiente, dentre outros fatores, influência na temperatura e nos efeitos do calor sobre os profissionais como, por exemplo, a desidratação, dentre outros. Além disso, em todas as atividades, os equipamentos conectados a energia elétrica tem sua temperatura elevada pelo efeito da corrente elétrica, isso afeta a temperatura do ambiente.

Um dos efeitos do choque elétrico sobre o corpo é a ação da energia térmica oriunda da corrente elétrica. Ao passar pelo corpo a corrente eleva a temperatura no caminho que segue e causa queimaduras de primeiro a terceiro grau. Esse é um dos motivos que faz com que seja muito importante evitar o choque elétrico.

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Efeitos da radiação solar no corpo

A radiação solar atua diretamente no corpo humano, o efeito que estamos mais acostumados a reconhecer é o bronzeamento da pele, causado pela liberação de melanina pelas células do tecido epitelial após a exposição aos raios ultravioleta. No entanto, esse efeito já é um sinal de proteção do corpo, uma vez que a liberação de melanina acontece para proteger o corpo de exposição à radiação solar em excesso e em níveis prejudiciais.

Porém a exposição prolongada ao sol pode causar diversos problemas de saúde que são percebidos rapidamente ou em longo prazo. A pele avermelhada, quente ao toque e a existência de dores é sinal de queimaduras solares, quanto mais fortes os sintomas, mais grave é a queimadura. Além disso, bronzeamento e queimaduras constantes, além de levar ao envelhecimento da pele, também pode acarretar no câncer de pele. Outro efeito da exposição solar é a insolação, de maneira simples, é um estágio avançado à exposição ao sol, retratado pela desidratação, queimaduras, dor de cabeça, tontura, náuseas e febre.

O câncer de pele está diretamente ligado à exposição solar, atualmente é o tipo de câncer mais incidente atingindo cerca de 25% da população. Nesse tipo de câncer, as células que compõem a pele crescem de forma anormal e descontrolada, além disso, qualquer célula da pele pode ocasionar o câncer, o que faz com que existam diversos tipos dessa doença. O prognóstico do câncer de pele é relativamente positivo, quando descoberto em seu estado inicial.

Saiba mais sobre:

Raios UVA, UVB e UVC
Radiação Solar

Raios UVA, UVB e UVC

É importante ter conhecimento e atenção redobrada em relação à esses tipos de radiação, uma vez que os raios ultravioleta A, B e C são os responsáveis pelas alterações e doenças que podem surgir no corpo humano.

Radiação Ultravioleta A – UVA

Compõe a maior parte do espectro ultravioleta que atinge a superfície do planeta. Sua intensidade é constante durante o ano e varia pouco durante o dia, de forma que atinge o corpo humano com intensidade próxima durante o inverno e o verão. O comprimento de onda dessa radiação está entre 315 e 400 nm.
Essa radiação penetra a pele profundamente e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento (envelhecimento da pele pela exposição ao sol), além disso, tem relação importante ao surgimento do câncer.

Radiação Ultravioleta B – UVB

Grande parte da radiação UVB, cerca de 90%, é absorvida pela camada de ozônio da atmosfera e, por isso não chega à superfície. O comprimento de onda dessa radiação está entre 280 e 315 nm.
A intensidade desses raios aumenta significativamente durante o verão, em especial durante o período entre as 10h e 16h, quando a intensidade atinge os níveis máximos. Esses raios são os responsáveis pela vermelhidão da pela e das queimaduras após a exposição ao sol. Eles também são responsáveis pelas alterações celulares que predispõem o organismo ao câncer de pele.

Radiação Ultravioleta C – UVC

Os raios UVC são os mais perigosos para o ser humano e tem comprimento de onda ente 100 e 280 nm. No entanto, praticamente não chegam à superfície terrestre sendo filtrados, absorvidos e refletidos pelo oxigênio e pelo ozônio presente na atmosfera.

Saiba mais sobre:

Efeitos da radiação solar no corpo
Radiação Solar

Radiação Solar

A luz solar chega viaja pelo espaço e chega a Terra na forma de radiação e é composta em parte pela radiação visível e pela radiação invisível. A incidência dessa radiação varia conforme a região do planeta, sendo maior na região do equador e gradativamente menor nos trópicos e nos polos. Essa energia proveniente do sol está diretamente ligada processos químicos e biológicos do planeta, por isso de fundamental importância.

Somente parte da radiação solar que incide sobre a Terra chega à superfície, grande parte é refletida, absorvida ou difundida pela atmosfera do planeta. Essa energia que chega a superfície é responsável pela temperatura do planeta. Na parte invisível dessa radiação encontramos o ultravioleta, que é dividida em raios ultravioleta A, B e C.

Saiba mais sobre:

Raios UVA, UVB e UVC
Efeitos da radiação solar no corpo

Técnicas de Análise de Risco

Ruído

Enquanto o som é algo agradável, o ruído é caracterizado como um som indesejável, desagradável e que perturba, tanto de forma física como de forma psicológica para todo aquele que percebe o ruído.

O ruído como poluição sonora pode provocar efeitos nocivos à saúde como incomodidade, perturbações psicológicas ou fisiológicas, stress, alterações de níveis consideráveis no humor, falta de concentração, hipertensão arterial e graves distúrbios cardiovasculares. O ruído também é responsável por problemas graves no aparelho auditivo que podem chegar até a perfuração do tímpano ou a uma surdez parcial ou total.

Além disso, os elevados níveis de ruído dificultam a audição e a comunicação dos trabalhadores entre si e aumentam, por conseguinte, a probabilidade de ocorrência de acidentes.

Exemplos de som: Canto dos pássaros, música suave, etc.
Exemplos de ruído: Som provocado pela buzina, sirene, etc.

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