Equipamentos

Deverão estar disponíveis os seguintes equipamentos, funcionando adequadamente e assegurando a utilização correta:

• Equipamento de sondagem inicial e monitorização continua da atmosfera, calibrado e testado antes do uso, adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas. Os equipamentos que forem utilizados no interior dos espaços confinados com risco de explosão deverão ser intrinsecamente seguros e protegidos contra interferência eletromagnética e radiofrequência, assim como os equipamentos posicionados na parte externa dos ambientes confinados que possam estar em áreas classificadas;

• Equipamento de ventilação mecânica para obter as condições de entrada aceitáveis, através de insuflamento e/ou exaustão de ar. Os ventiladores que forem instalados no interior do ambiente confinado com risco de explosão deverão ser adequados para trabalho em atmosfera potencialmente explosivas, assim como os ventiladores posicionados na parte externa dos ambientes confinados que possam estar em áreas potencialmente explosivas;

• Equipamento de comunicação, adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas;

• Equipamentos para atendimento pré-hospitalar;

• Equipamento de iluminação, adequada para trabalho em áreas potencialmente explosivas.

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Programa de Entrada em Espaço Confinado

Manter procedimento de acesso;
• Implantar as medidas necessárias para prevenir as entradas não autorizadas;
• Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados antes da entrada dos empregados;
• Providenciar treinamento periódico aos empregados envolvidos com ambientes confinados quanto aos riscos a que estão expostos, medidas de controle e procedimentos seguros de trabalho;
• Documentar os procedimentos de acesso em locais confinados, para supervisores, vigias e empregados autorizados com os respectivos nomes e assinaturas;
• Manter um plano de emergência o qual será de conhecimento dos empregados, incluindo equipamentos em perfeitas condições de uso.
• Providenciar exames médicos admissionais, periódicos e demissionais – ASO – Atestado de
Saúde Ocupacional.
• Manter o espaço confinado devidamente sinalizado e isolado, providenciando barreiras para
proteger os terceiros para que não entrem na instalação;
• Proceder as manobras de travas e bloqueios, quando houver necessidade;
• Efetuar teste de resposta do equipamento de detecção de gases;
• Realizar a avaliação da atmosfera para detectar gases ou vapores inflamáveis, gases ou vapores tóxicos e concentração de oxigênio;
• Avaliar a atmosfera quanto à presença de poeiras, quando reconhecido o risco;
• Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado, para eliminar ou controlar os riscos atmosféricos;
• Avaliar os riscos físicos, químicos, biológicos e/ou mecânicos.

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Ambientes e Espaços Confinados

O ambiente confinado existe ou pode vir a existir na maioria dos locais de trabalho. Não existem estatísticas nacionais referentes a acidentes em ambientes confinados, no entanto, o índice de acidentes nesse tipo de espaço é elevado e diversas vezes eles são fatais. Uma das principais causas relacionadas a essas adversidades é a falta de informação das pessoas que tem que realizar atividades neles. No Brasil a Norma Regulamentadora 33 (NR33) trata especificamente sobre esse tema e no conteúdo de outras normas eles também são explorados.

Definição

Um espaço confinado pode já existir no local de trabalho, como parte dele, por exemplo, um contêiner, ou algum ambiente pode se tornar confinado, por exemplo, uma caixa de água enquanto exerce a função de reservatório não é um espaço confinado, mas quando é necessário realizar a limpeza dela, se torna um. Por isso é importante ter atenção a definição de ambientes confinados da NR33: “Qualquer área ou ambiente não projetado para a ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.”

Reconhecimento de um espaço confinado

A dificuldade de identificar um ambiente confinado e seus riscos parte dessa definição e das diversas características que podem interferir na ação humana naquele local. Para reconhecer um espaço confinado é preciso que o trabalhador esteja atento ao potencial de risco, os processos executados, os produtos e equipamentos utilizados e em relação à atmosfera (o ar) daquele ambiente.

Permissão de entrada e para trabalhos a quente

Para toda atividade em espaços confinados é necessária a elaboração de uma permissão de entrada. Essa documentação cria um padrão na empresa e de fácil reconhecimento por todos que tenham algum envolvimento com atividades que envolvam o trabalho em ambientes confinados. Nela são definidas as condições para entrada, os riscos inerentes à atividade e a validade para a permissão naquele ambiente. Além disso, é indispensável a presença de um funcionário como vigia das atividades e que esteja hábil a prestar socorro em situações de emergência. Além dessa permissão, quando necessário o uso de equipamentos com chama e que possam elevar a temperatura do ambiente, é necessária a obtenção para trabalho a quente, que é disponibilizada após a verificação do estado do ambiente.

Riscos ambientais

Nesse tipo de atividade existem diversos riscos ambientas que podem interferir na execução do trabalho e afetar a vida dos funcionários, quando expostos sem controle e proteção.

– Misturas inflamáveis: concentração de componentes que esteja entre o limite inferior de explosividade e o limite superior de explosividade.
– Fumaça: nuvens de fumaça ou componentes no ar que obstruam a visão a uma distância de 1,52m ou menos.
– Concentração de oxigênio: concentração abaixo de 19,5% de oxigênio no ar, o que impossibilita a respiração e leva ao excesso de gases nocivos. E também concentrações superiores a 22% o que leva ao excesso de oxigênio e a delírios e outros problemas.

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Outros meios para trabalho em altura: Uso de escadas

A escada portátil (ou de mão) deve ser adquirida de fornecedores cadastrados que atendam as especificações técnicas de cada empresa (tamanho, capacidade máxima etc.).

Classificação das escadas:
• Escada simples (singela) – é aquela constituída por dois montantes interligados por degraus;
• Escada de abrir – é aquela formada por duas escadas simples ligadas entre si pela parte superior por meio de dobradiças resistentes;
• Escada de extensão ou prolongável – é aquela constituída por duas escadas simples que se deslizam verticalmente uma sobre a outra, por meio de um conjunto formado por polia, corda, trava e guias.

Requisitos gerais
As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada pela mesma. Para serviços prolongados recomenda- se a instalação de andaimes. Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida. Toda a escada deve ter uma base sólida, antiderrapante, com extremos inferiores (pés) nivelados. Não utilize escadas com pés ou degraus quebrados, soltos, podres, emendados, amassados, trincados ou rachados, ou faltando parafuso ou acessório de fixação. Escada defeituosa deve ser imediatamente retirada de uso. A escada deve ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou afundamento. Não apoie em superfícies instáveis, tais como, caixas, tubulações, tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais onde haja risco dequeda de objetos. Em piso mole, providenciar uma base sólida e antiderrapante para a mesma. Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira. As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de circulação de pessoas ou máquinas, onde houver risco de queda de materiais ou objetos, nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos desprotegidos. Quando for necessário utilizar próximo à portas, estas devem estar trancadas, sinalizadas e isoladas para acesso à área.

As ferramentas utilizadas para o trabalho não devem estar soltas sobre a escada, a não ser que tenha bandeja apropriada para esta função. Ao executar serviços, os pés do usuário devem estar sobre os degraus da escada. É obrigatório o uso de cinturão de segurança tipo paraquedista em trabalhos de pequeno porte acima de 2 metros de altura. O mesmo deve ser fixado em um ponto de ancoragem, fora da escada, exceto uso de talabarte para posicionamento envolto em estrutura rígida.

(Ex.: serviço no poste).
Quando este procedimento não for possível utilizar andaime ou plataforma elevatória. A escada deve ser acondicionada em local seco, longe de umidade ou calor excessivo. Deve ficar em posição horizontal e apoiada em vários pontos, de acordo com o seu tamanho para evitar empenamento. Após sua utilização, a escada deve retornar ao seu local de origem. Não deixar a mesma abandonada no chão, nem apoiada contra paredes e estruturas.

Nenhuma escada deve ser arrastada, ou sofrer impactos nas laterais e degraus.É permitido que a madeira seja protegida com verniz translúcido ou óleo de linhaça, que permita ver suas falhas. As escadas de madeira não devem apresentar farpas, saliências ou emendas. A madeira para confecção deve ser de boa qualidade, estar seca, sem apresentar nós e rachaduras que comprometam a sua resistência. Os degraus devem permanecer limpos, livres de óleos, graxas e produtos químicos.Nunca fique nos últimos degraus de uma escada. Deve-se deixar, no mínimo, dois degraus da extremidade superior.

Escada simples
As escadas simples devem ser amarradas no ponto de apoio, de modo a evitar escorregamento ou
quedas frontais ou laterais. Quando não for possível, outro empregado pode segurá-la. A extremidade superior das escadas simples deve ultrapassar em cerca de um metro o ponto que se
deseja atingir para acesso. A distância horizontal da base à linha de prumo que passa pelo apoio superior deve corresponder a ¼ da distância entre a base e o apoio superior, ou seja, para uma parede de 4 metros de altura, a base da escada deve estar afastada de 1 metro da parede. O espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, entre 25 a 30 centímetros. O espaçamento entre os montantes deve estar entre 45 a 55 centímetros.

Quando construídos de madeira, os montantes e degraus das escadas devem atender aos seguintes requisitos:

Escada de abrir
Devem ter comprimento máximo de 6 metros, quando fechada e devem possuir degraus largos.
Devem possuir tirantes ou limitadores de curso (corrente ou separador resistente articulado) dispostos em pontos intermediários de sua extensão. Quando aberta, os tirantes devem permanecer na posição de abertura máxima. Isso trava a escada, impedindo assim, deslocamentos bruscos. Não é permitido o uso de cordas, arames ou fios como limitadores de curso. Recomenda-se que, quando na posição aberta, a distância entre as extremidades inferiores das duas partes seja de aproximadamente 2/3 da extensão. A distância mínima entre os montantes no topo da escada deve ser de 30 centímetros. O ângulo formado entre os montantes deve ser tal que a distância entre eles aumente de 5 centímetros para cada 30 centímetros de altura.

Este tipo de escada não deve ser utilizado como escada de apoiar. Nunca apoiar um dos montantes com calço ou tijolo. Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação dos tirantes, dobradiças, pinose ferragens de articulações.

Escada de extensão ou prolongável

A sobreposição entre as extensões (das escadas) deve ser de, no mínimo, 1 metro. Quando a escada estiver estendida, a corda deve ser bem esticada e amarrada nos degraus de base, para não ficar no chão e garantir que a seção superior não caia, em caso de abertura das catracas.

Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação da escada bem como da carretilha, corda, montantes, degraus, travas, base, etc. As escadas extensíveis devem ser transportadas por 2 homens, utilizando o mesmo lado do ombro e com o segmento móvel da escada para fora, devendo permanecer amarradas e sinalizadas com bandeirolas. Ao transportar as escadas no veículo, elas devem ser amarradas e sinalizadas com bandeirolas.

Nem todo local é adequado para posicionar a escada e executar o serviço. Durante o planejamento
deve-se verificar:
• As condições do piso;
• Nos postes de madeira, redobrar a atenção, pois a base do poste pode estar podre;
• Ferragens expostas ou soltas; • Existência de insetos ou animais peçonhentos;
• Verificar se as catracas realmente atuaram no travamento do segmento móvel.

As escadas devem ser posicionadas e amarradas em postes, suporte de escadas, cruzetas e fachadas, devendo permanecer afastadas da base do ¼ em relação ao ponto de apoio. Utilizar nivelador em caso de piso com desnível.

Quando o empregado subir, o outro que está no solo deve segurar a escada pelos montantes, escorando com os pés nas suas extremidades durante a subida deste até que a mesma seja amarrada. A escada foi projetada para suportar o peso de um homem trabalhando, por isso o içamento de materiais ou ferramentas deve ser feito através de carretilha.

Só após a escada amarrada o empregado do solo poderá soltar a escada, mas deverá acompanhar atentamente a tarefa do empregado na escada. Se for necessário apoiar a escada em fachadas, onde não existir a possibilidade de amarração damesma, o trabalhador do solo deve segurar a escada e permanecer na base apoiando os péssuas extremidades.

Uso de cesta aérea
Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente utilizadas em equipamentos elevatórios (Gruas), tanto fixas como móveis, neste caso em caminhões com equipamento guindauto, normalmente acoplada a grua (guindauto).

Pode ser individual em ambos os casos ou dupla em grua fixa. No caso de atividades em linha viva
ao contato, pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto em relação a escada. Os movimentos da cesta possuem duplo comando (no veículo e na cesta) e são
normalmente comandados na cesta. Tanto as hastes de levantamento como a cesta devem sofrer
ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações. O empregado deve amarrar-se à cesta aérea através de talabarte e cinturão de segurança utilizando todos os equipamentos de segurança.

Quanto ao veículo o trabalhador deverá: • Manter o piso limpo; • Atentar para subida e descida da
cesta aéreas apoiando no suporte; • Não pular, • Não utilizar o suporte ou escada de acesso.

Uso de andaime
O andaime, após montado, deve atender aos seguintes requisitos: Dispor de sistema de guardacorpo e rodapé de proteção em todo o seu perímetro. Deve ficar perfeitamente na vertical, sendo necessário para terrenos irregulares a utilização de placa de base ajustável (macaco). Para torres de andaime com altura superior a quatro vezes a menor dimensão da base de apoio é obrigatória sua fixação em estrutura firme que apresente resistência suficiente e não comprometa o perfeito funcionamento da unidade.

Quando não for possível, a torre deve ser estaiada. A plataforma de trabalho dos andaimes deve ter
forração completa, antiderrapante, ser nivelada e fixada de modo seguro e resistente.

Os pisos da plataforma de trabalho não podem ultrapassar em 25 centímetros as laterais dos andaimes. Não é permitido nenhum tipo de frestas nos pisos, que ocasionem queda de ferramentas, tropeções ou torções. O vão máximo permitido entre as pranchas deve ser de 2 centímetros. Se houver necessidade de sobrepor um piso no outro no sentido longitudinal do mesmo, esta sobreposição deverá ser de, no mínimo, 20 centímetros e só pode ser feita nos pontos de apoio. As plataformas de trabalho dos andaimes coletivos devem possuir uma largura mínima de 90 centímetros.

As plataformas de trabalho dos andaimes individuais devem possuir largura mínima de 60 centímetros. Possuir escada de acesso à plataforma de trabalho com gaiola ou trava-queda (para andaime com altura superior a 2 metros). Andaimes sobre rodízio só podem ser montados em áreas com piso firme e nivelado com possibilidade de livre deslocamento. Os andaimes sobre rodízio não podem ter mais do que 5 metros de altura até o guarda-corpo da última plataforma. Todos os rodízios do andaime devem possuir travas e estar em perfeitas condições de uso, para evitar que o andaime se movimente quando da sua utilização. Devem ser tomadas precauções especiais quando da montagem, desmontagem e movimentação de andaime próximo a circuitos e equipamento elétricos.

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Riscos Adicionais – Altura

Altura

Considerando que trabalho em altura é qualquer atividade que o trabalhador atue acima do nível do solo, e neste caso deve ser utilizado os EPI´s básicos, entretanto quando a atividade se realiza acima de 2 metros do solo é torna-se obrigatória, além dos EPI’s básicos a utilização do cinturão de segurança tipo paraquedista. Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem:

• Possuir os exames específicos da função comprovados no ASO – Atestado de Saúde Ocupacional (o ASO deve indicar explicitamente que a pessoa está apta a executar trabalho em local elevado);
• Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas, paralisando a atividade caso sinta qualquer alteração em suas condições;
• Estar autorizado;
• Estar treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos.
• Utilizar todos os EPI´s e providenciar todos os EPC´s. Durante vários anos os serviços executados em estruturas elevadas eram realizados com o cinturão de segurança abdominal e toda a movimentação era feita sem um ponto de conexão, isto é, o trabalhador só teria segurança quando estivesse amarrado à estrutura, estando susceptível a quedas.

Este tipo de equipamento, devido a sua constituição não permitia que fossem adotados novos procedimentos quanto à escalada, movimentação e resgate dos trabalhadores. Com a preocupação constante em relação à segurança dos trabalhadores, a legislação atual exigiu a aplicação de um novo sistema de segurança para trabalhos em estruturas elevadas que possibilitam outros métodos de escalada, movimentação e resgate.

A filosofia de trabalho adotada é de que em nenhum momento, nas movimentações durante a execução das tarefas, o trabalhador não poderá ficar desamarrado da estrutura. Considerando que este processo é altamente dinâmico, a busca de novas soluções e tecnologia deve ser uma constante meta a ser atingida para que a técnica e os procedimentos adotados não fiquem ultrapassados.

A norma regulamentadora nº 35 (NR-35) do Ministério do Trabalho e Emprego, traz em sua apresentação a seguinte definição: Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura,envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Portanto servirá como base para as definições no trabalho em altura.

Equipamentos utilizados
Cinturão de segurança tipo paraquedista

O cinturão de segurança tipo paraquedista fornece segurança quanto a possíveis quedas e, posição de trabalho ergonômico. É essencial o ajuste do cinturão ao corpo do empregado para garantir a correta distribuição da força de impacto e minimizar os efeitos da suspensão inerte.

Talabarte de segurança tipo regulável

Equipamento de segurança utilizado para proteção contra risco de queda no posicionamento nos trabalhos em altura, sendo utilizado em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista. O equipamento é regulável permitindo, que seu comprimento seja ajustado.

Talabarte de segurança’ tipo y com absorvedor de energia

Equipamento de segurança utilizado para proteção contra risco de queda na movimentação no trabalho em altura.

Dispositivo trava quedas
É um dispositivo de segurança utilizado para proteção do empregado contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança tipo paraquedista.

Dispositivos complementares para trabalho em altura
Fita de ancoragem

É um dispositivo que permite criar pontos de ancoragem da corda de segurança.

Mosquetão

É um dispositivo de segurança de alta resistência com capacidade para suportar forças de 22kN no mínimo. Tem a função de prover elos e também funciona como uma polia com atrito. Para contar com a máxima resistência do equipamento, deve-se dar atenção ao uso e a manutenção. A resistência do mosquetão varia com o sentido de tração, sendo mais resistente pelas extremidades do que pelas laterais. Não deve sofrer torções, por isso deve ser instalado corretamente, prevendo-se a forma como será solicitado sob tensão ou dentro de um sistema que deterá uma queda.

Corda de segurança (linha de vida)

Cordas dinâmicas

São cordas kernmantle de alto estiramento (alongamento), fabricadas para ter elasticidade de 6 % a 10% com uma carga de 80Kg e de 40% com carga de ruptura. Esta característica lhe permite absorver o impacto em caso de queda do trabalhador sem transferir a força do impacto, evitando assim lesões. É importante usar uma corda de boa construção para situações em que o fator de queda seja elevado. Porém, uma corda que alonga pode ser uma desvantagem quando utilizada para resgate, ou quando se precisa descer uma carga do alto de um prédio ou uma maca suspensa por corda em operação de resgate. Por outro lado, as cordas dinâmicas são menos resistentes à abrasão e desgaste.

Cordas estáticas
É uma corda que possui uma alma de nylon de baixo estiramento (alongamento),sendo seus cordões internos os que aportam a maior resistência ao esforço. Para que a resistência da corda seja consistente, estes cordões devem ser contínuos, sem emendas ao longo de toda a corda. Ao mesmo tempo, para garantir uma elasticidade mínima, estes cordões devem ser paralelos entre si, ao contrário das cordas dinâmicas em que são torcidos. Ou seja, a alma (kern) é quem suporta a carga, sendo a capa (mantle) a responsável pela proteção contra sujeira, abrasão e desgaste.

Sistema de ancoragem
Não menos importante que o próprio EPI, é considerado como o coração do sistema de segurança, a ancoragem onde conectamos a corda com um ponto mecânico, seja na vertical ou horizontal, deve estar dimensionada para receber uma queda ou impacto. Para uma linha de vida vertical, a carga mínima de ruptura de cada ancoragem no ponto central deve ser igual ou superior a 22kN para cada sistema. Quando temos um ponto único que avaliamos suportar o mínimo de 22kN podemos utilizá-lo como ponto único, porém este tipo de atividade solicita sempre uma dupla ancoragem, sendo que se um sistema falhar teremos outro como backup. Após a escolha e instalação do sistema de ancoragem é importante que se utilize um nó de segurança que permita uma fácil checagem por qualquer um da equipe de trabalho; que seja fácil de desfazer após receber carga e que não se solte sob tensão; os nós ainda dever ser do tipo que reduza menos a resistência mecânica da corda. Por padrão, geralmente as equipes de resgate e trabalho em altura utilizam o nó oito duplo como nó de ligação da corda com a ancoragem por reunir todas estas características.

Resgate
Podemos considerar um bom sistema de resgate aquele que necessita de um menor número de equipamentos para sua aplicação, tornando com isso um ato simplificado. É essencial que todos os trabalhadores tenham curso de Técnicas de escalada, movimentação e resgate em estruturas elevadas bem como noções básicas de Primeiros Socorros. Quando o trabalhador cair em função da perda da consciência ou perder a consciência, e fica dependurado, em ambos os casos, estando ele equipado com um sistema de segurança, ficará suspenso pelo cinturão de segurança tipo paraquedista até o momento do socorro. Estudos comprovam que a suspensão inerte, mesmo em períodos curtos de tempo, podem desencadear transtornos fisiológicos graves, em função da compressão dos vasos sanguíneos e problemas de circulação. Estes transtornos podem levar a morte se o resgate não for realizado rapidamente.

Em situações extremas as pessoas têm as mais diversas reações, algumas saem correndo literalmente, outras tentam salvar a vítima em um profundo desespero. Um bom socorrista se preocupa primeiro com a sua segurança e depois com a da vítima, parece um sentimento egoísta, mas não é. Em várias ocasiões de resgate o socorrista se tornou outra vítima ou veio falecer devido a imprudências pelo seu desespero. Outro fator importante é o exercício periódico do treinamento de resgate, pois ao longo do tempo vários conceitos são esquecidos.

A Engehall tem especialidade em altura e ministra o Curso NR35, saiba mais.

Check List

O objetivo deste documento é criar o hábito de verificar os itens de segurança antes de iniciar as atividades, auxiliando na detecção, na prevenção dos riscos de acidentes e no planejamento das tarefas, enfocando os aspectos de segurança. Esse formulário pode ser vinculado no verso de uma “ordem de serviço”.

Será preenchido de acordo com as regras de Segurança do Trabalho. “A Equipe somente deverá iniciar cada atividade, após realizar a identificação de todos os riscos, medidas de controle e após concluir o respectivo planejamento da atividade”.

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Análise Preliminar de Risco (APR)

Para a realização de qualquer atividade é necessário que seja efetuada a Análise Preliminar de Risco (APR), ela é de grande importância, uma vez que determina os prováveis riscos e as medidas a serem tomadas para prevenção.

Ao realizar essa análise está sendo feita a previsão dos riscos, como objetivo de antecipar a previsão de ocorrências danosas para as pessoas, processos, equipamentos e meio ambiente. É elaborada através do estudo, questionamento, levantamento, detalhamento, criatividade, análise crítica e autocrítica, com consequente estabelecimento de precauções técnicas necessárias para a execução das tarefas (etapas de cada operação), de forma que o trabalhador tenha sempre o controle das circunstâncias, por maiores que forem os riscos.

Por se tratar de uma técnica aplicável a todas as atividades, uma grande virtude da aplicação desta técnica é o fato de ela promover e estimular o trabalho em equipe e a responsabilidade solidária.

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Riscos Ergonômicos

Os riscos ergonômicos são significativos nas atividades do setor elétrico relacionados aos fatores:Biomecânicos: posturas inadequadas de trabalho provocadas pela exigência de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização das tarefas,principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc.

Organizacionais: pressão psicológica para atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realização rotineira de horas extras, trabalho por produção, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica.

Psicossociais: elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso sobretudo para atividades em linhas de transmissão, executadas em grandes alturas).

Ambientais: conforme teoria, risco ambiental compreende os físicos, químicos e biológicos; esta terminologia fica inadequada, deve-se separar os riscos provenientes de causas naturais
(raios,chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações etc.).

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Calor

Definição

Normalmente dizemos que estamos com calor ou que está muito calor em determinado lugar. No entanto, o termo calor, na realidade, não designa a forma de sentir aquele abafamento que experimentamos em dias quentes. Ele representa a energia térmica em transição de um corpo para outro corpo, de um sistema para outro, ou entre partes de um sistema. É a maneira de quantificar e qualificar a quantidade de energia térmica transferida entre os sistemas.

Para uma melhor compreensão do “calor”, podemos pensar na sensação que sentimos quanto tocamos sobre uma superfície quente ou fria, a percepção de que a mão está sofrendo uma alteração de temperatura existe pela transferência de energia térmica entre o ponto de contato do corpo e a superfície. A transmissão de calor que tem o efeito de somente alterar a temperatura do corpo designa o calor sensível. Uma noção muito importante relacionada ao calor é a de que a transmissão de energia térmica acontece sem a necessidade de contato direto, por exemplo, através do ar sentimos a absorção de energia.

Relação com os trabalhos do setor elétrico

As atividades relacionadas ao setor elétrico devem ser realizadas com atenção para os efeitos do calor, uma vez que são diversos os efeitos possíveis da energia térmica. Nos trabalhos realizados em ambientes externos a exposição ao sol leva a ação da energia térmica sobre os trabalhadores, isso pode levar a vermelhidão da pele, leves queimaduras e até mesmo ao câncer de pele no futuro após longos períodos de exposição.

Nas atividades desempenhadas em locais definidos como espaços confinados a proximidade entre os trabalhadores, a pouca ventilação, a própria temperatura do ambiente, dentre outros fatores, influência na temperatura e nos efeitos do calor sobre os profissionais como, por exemplo, a desidratação, dentre outros. Além disso, em todas as atividades, os equipamentos conectados a energia elétrica tem sua temperatura elevada pelo efeito da corrente elétrica, isso afeta a temperatura do ambiente.

Um dos efeitos do choque elétrico sobre o corpo é a ação da energia térmica oriunda da corrente elétrica. Ao passar pelo corpo a corrente eleva a temperatura no caminho que segue e causa queimaduras de primeiro a terceiro grau. Esse é um dos motivos que faz com que seja muito importante evitar o choque elétrico.

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Efeitos da radiação solar no corpo

A radiação solar atua diretamente no corpo humano, o efeito que estamos mais acostumados a reconhecer é o bronzeamento da pele, causado pela liberação de melanina pelas células do tecido epitelial após a exposição aos raios ultravioleta. No entanto, esse efeito já é um sinal de proteção do corpo, uma vez que a liberação de melanina acontece para proteger o corpo de exposição à radiação solar em excesso e em níveis prejudiciais.

Porém a exposição prolongada ao sol pode causar diversos problemas de saúde que são percebidos rapidamente ou em longo prazo. A pele avermelhada, quente ao toque e a existência de dores é sinal de queimaduras solares, quanto mais fortes os sintomas, mais grave é a queimadura. Além disso, bronzeamento e queimaduras constantes, além de levar ao envelhecimento da pele, também pode acarretar no câncer de pele. Outro efeito da exposição solar é a insolação, de maneira simples, é um estágio avançado à exposição ao sol, retratado pela desidratação, queimaduras, dor de cabeça, tontura, náuseas e febre.

O câncer de pele está diretamente ligado à exposição solar, atualmente é o tipo de câncer mais incidente atingindo cerca de 25% da população. Nesse tipo de câncer, as células que compõem a pele crescem de forma anormal e descontrolada, além disso, qualquer célula da pele pode ocasionar o câncer, o que faz com que existam diversos tipos dessa doença. O prognóstico do câncer de pele é relativamente positivo, quando descoberto em seu estado inicial.

Saiba mais sobre:

Raios UVA, UVB e UVC
Radiação Solar