Manutenção com a Linha Desenergizada ‘Linha Morta’

Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequado.

Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviços mediante os procedimentos apropriados: seccionamento, impedimento de reenergização, constatação da ausência de tensão, instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos, proteção dos elementos energizados existentes, instalação da sinalização de impedimento de energização.

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Distribuição de Energia Elétrica

É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos clientes.

A distribuição de energia elétrica aos clientes é realizada nos potenciais:

• Médios clientes abastecidos por tensão de 11,9 kV / 13,8 kV / 23 kV;
• Clientes residenciais, comerciais e industriais até a potência de 75 kVA (oabastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 127, 220 e 380 Volts);
• Distribuição subterrânea no potencial de 24 kV. A distribuição de energia elétrica possui diversas etapas de trabalho, conforme descrição abaixo:
• Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
• Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
• Construção de redes de distribuição;
• Construção de estruturas e obras civis;
• Montagens de subestações de distribuição;
• Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição;
• Manutenção das redes de distribuição aérea;
• Manutenção das redes de distribuição subterrânea;
• Poda de árvores;
• Montagem de cabinas primárias de transformação;
• Limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
• Medição do consumo de energia elétrica;
• Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.

Na história do setor elétrico o entendimento dos trabalhos executados em linha viva estão associados às atividades realizadas na rede de alta tenção energizada pelos métodos: ao contato, ao potencial e à distância e deverão ser executados por profissionais capacitados especificamente em curso de linha viva.

Transmissão de Energia Elétrica

O sistema responsável pela transmissão de energia elétrica é constituído por linhas de cabos condutores que transportam a energia elétrica desde o ponto de geração até os pontos de distribuição. Essas linhas também são responsáveis pelo contato entre pontos de elevação e rebaixamento da tensão elétrica, que são realizados nas subestações elétricas. A energia que transita nesses cabos é em corrente alternada (60 Hz) em tensões elevadas (138 a 500 Kv).

A transmissão é feita em potencial elevado para minimizar as perdas energéticas pelo aquecimento e pelo gasto de energia necessário para a transmissão. Além disso, é importante para a redução no custo de condutores e nos métodos de transmissão, o uso de cabos com menor bitola ao longo das imensas extensões a serem transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores.

Atividades características do setor de transmissão:

Inspeção de Linhas de Transmissão
O profissional responsável que atua nessa atividade é responsável pela verificação: do estado da estrutura e dos componentes, a altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao longo da extensão da linha de domínio. As inspeções devem ser realizadas periodicamente por terra ou por helicóptero.

Manutenção de Linhas de Transmissão

•Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma serie de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura).
•Limpeza de isoladores.
•Substituição de elementos para-raios.
•Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas.
•Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos.
•Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.

Construção de Linhas de Transmissão

•Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de impacto do meio ambiente e projetos.
•Desmatamentos e desflorestamentos.
•Escavações e fundações civis.
•Montagem das estruturas metálicas.
•Distribuição e posicionamento de bobinas em campo.
•Lançamento de cabos (condutores elétricos).
•Instalação de acessórios (isoladores, para-raios).
•Tensionamento e fixação de cabos.
•Ensaios e testes elétricos.

As atividades de construção de linhas de transmissão são, na maioria das vezes, realizadas com os circuitos desenergizados. Normalmente são destinadas à ampliação ou a substituição a linhas já existentes, que tendem a estar energizadas. Por isso, é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de segurança, como o aterramento elétrico, seccionamento, equipotencialização dos equipamentos, dentre outras.

Comercialização de energia

A comercialização de energia elétrica é realizada na tensão de 67 kV a 88 kV.

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Geração de Energia Elétrica

Geração de Energia Elétrica

Manutenção

São atividades de intervenção realizadas nas unidades geradoras, para restabelecer ou manter suas condições adequadas de funcionamento. Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de comando, junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a barramentos elétricos, instalações de serviço auxiliar, tais como: transformadores de potencial, de corrente, de aterramento, banco de baterias, retificadores, geradores de emergência, etc.

Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão presentes em diversas atividades, destacando:

• Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas, geradores,
transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de medição,etc.);
• Manutenção das instalações industriais após a geração;
• Operação de painéis de controle elétrico;
• Acompanhamento e supervisão dos processos;
• Transformação e elevação da energia elétrica;
• Processos de medição da energia elétrica.

As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão de energia elétrica.

Introdução à Segurança com Eletricidade

Energia Elétrica: Geração, Transmissão e Distribuição

A Norma Regulamentadora n° 10 é uma norma do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece as medidas de controle, os sistemas preventivos, as técnicas e práticas de serviços relacionadas a serviços realizados em instalações elétricas e nos serviços com eletricidade. O objetivo dessa norma é garantir a segurança e a saúde daqueles que realizam esses serviços e mesmo dos consumidores finais.

Quando falamos no setor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico de Potência. Definido como o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, inclusive o sistema de medição. Nessa definição estão inseridos todos os locais onde existe o trabalho junto à energia elétrica ou locais energizados.

A segurança com a eletricidade é importante devido aos perigos inerentes a essa força da natureza. Acidentes no setor elétrico podem ocasionar desde leves ferimentos, até mesmo a morte das pessoas envolvidas. Essa parte do treinamento apresenta ao aluno o sistema elétrico, seus componentes, os métodos de distribuição e manutenção nas linhas elétricas.

  • Geração de Energia Elétrica
  • Transmissão de Energia Elétrica
  • Inspeção de Linhas de Transmissão
  • Manutenção de Linhas de Transmissão
  • Construção de Linhas de Transmissão
  • Distribuição de Energia Elétrica
  • Manutenção com a linha desenergizada “linha morta”
  • Manutenção com a linha energizada “linha viva”

Equipamentos de Proteção Individual – EPI

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Os trabalhos realizados no setor elétrico diversas vezes podem deixar o trabalhador exposto a diversos tipos de riscos à sua saúde e vida. Várias são as formas de proteção para diminuir esses riscos, como o uso dos EPC, no entanto, existem situações em que não é possível aplicar esses equipamentos ou onde o uso somente deles não é satisfatório, por isso os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são utilizados e muito importantes.

Assista o vídeo animado da Engehall sobre os EPI’s:

 

Os EPI são todos os equipamentos ou dispositivo utilizados pelos trabalhadores, destinados à proteção de riscos relacionados à atividade realizada no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde, a segurança ou a vida. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.

É obrigatório o uso dos EPI:

• Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais;
• Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
• Para atender situações de emergência.

Obrigações do empregador:

•A empresa deve fornecer ao funcionário todos os EPI adequados ao risco que ele esteja exposto, os equipamentos devem estar em perfeito estado de conservação e funcionamento.
• Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.
• Exigir o seu uso
• Fornecer ao empregado somente EPI aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.
• Orientar e capacitar o empregado quanto ao uso adequado acondicionamento e conservação.
• Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado.
• Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.
• Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada.

Obrigações do funcionário:

• Utilizar apenas para a finalidade a que se destina;
• Responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação;
• Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
• Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

 

Capacete de proteção tipo aba frontal e total

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São utilizados para a proteção da cabeça contra: irradiação solar e chuva, impactos e perfurações provenientes da queda de objetos e choque elétrico. Devem ser utilizados tanto em trabalhos em ambientes abertos quanto em ambientes confinados.


Capacete de proteção tipo aba frontal com viseira

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São utilizados para a proteção da cabeça e face, em trabalhos onde exista o risco de explosões com projeção de partículas e queimaduras provocadas por abertura de arco voltaico.

 

Óculos de segurança para proteção – lente incolor e com tonalidade

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São utilizados para a proteção dos olhos contra impactos mecânicos, partículas volantes, radiação ultravioleta e infravermelho.

 

Protetores auditivos 

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São utilizados para a proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que apresentem ruídos excessivos. Os mais utilizados são os protetores auditivos tipo inserção e concha.

 

Proteção respiratória

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São utilizados: respiradores purificador de ar descartável, respirador purificador de ar com filtro, respirador de adução de ar máscara autônoma, para a proteção do sistema respiratório nas atividades e nos locais que apresentem concentrações de poeiras, névoas (ex: dedetização), fumaça, vapores ácidos e orgânicos e vírus e bactérias.

 

Luva isolante de borracha

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São utilizada para proteção das mãos e braços do empregado contra choque em trabalhos e atividades com circuitos elétricos energizados.

Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha

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É utilizada exclusivamente como proteção da luva isolante de borracha.

Luva de proteção em raspa e vaqueta

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É utilizada para a proteção das mãos e braços do empregado contra agentes abrasivos e escoriantes.

Luva de proteção tipo condutiva

É utilizada para a proteção das mãos e punhos quando o trabalhador realiza trabalhos ao potencial.

Luva de proteção em borracha nitrílica

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É utilizada para a proteção das mãos e punhos do funcionário contra agentes químicos e biológicos.

Luva de proteção em PVC

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É utilizada para a proteção das mãos e punhos do funcionário contra recipientes contendo óleo, graxa, solvente e ascarel.

Manga de proteção isolante de borracha

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É utilizada para a proteção do braço e antebraço do funcionário contra choque elétrico e contatos acidentais durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.

Creme protetor para a pele

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É utilizado para a proteção das mãos e braços contra agentes químicos.

Calçado de proteção tipo botina de couro

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É utilizado para a proteção dos pés contra torção, escoriações, derrapagens, escorregões e umidade e agentes químicos agressivos.

Calçado de proteção tipo bota de couro (cano médio e longo)

 

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É utilizado para a proteção do trabalhador quando o empregado realiza trabalhos ao potencial.

Perneira de segurança

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É utilizada para a proteção das pernas contra objetos perfurantes, cortantes e ataque de animais peçonhentos.

Uniforme impermeável

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É utilizado para a proteção do corpo contra chuva, umidade e produto químico.

Vestimenta de proteção tipo condutiva

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É utilizada para proteção do empregado quando executa trabalhos ao potencial.

Colete salva-vidas (aquático)

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É utilizado para a proteção do empregado contra submersão e para facilitar a visualização em caso de queda na água.

Cinturão de segurança tipo paraquedista

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É utilizado para a proteção do trabalhador contra quedas em serviços onde exista diferença de nível.

Talabarte de segurança tipo regulável e tipo Y com absorvedor de energia

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São utilizados para a proteção do empregado contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista e mosquetão tripla trava.

Dispositivo trava-quedas

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É utilizado para a proteção do trabalhador contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista.

Creme protetor solar

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É utilizado para a proteção do empregado contra ação dos raios solares.

 

Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são a forma básica de segurança no ambiente de trabalho. São equipamentos, materiais ou ferramentas utilizados para a proteção de segurança de todo o grupo de trabalhadores enquanto uma atividade é executada. A principal função desses equipamentos é impedir o acesso de pessoas não autorizadas e não capacitadas em áreas consideradas de risco e também controlar o acesso acidental a pontos de risco no ambiente de trabalho. Os EPC não são necessariamente e nem exclusivamente equipamentos de proteção de um coletivo, como cercas, podendo ser somente de uso coletivo, por exemplo, uma máscara de solda ou um cinto de segurança para trabalhos em altura.

Assista o vídeo animado da Engehall e veja mais sobre os EPC’s:

CONE DE SINALIZAÇÃO

Finalidade: é um equipamento utilizado com o objetivo de advertir, sinalizar, delimitar áreas de risco e orientar o fluxo de trânsito, pode ser utilizado em vários ambientes. Ele deve ser feito de polietileno, resistente a intempéries e impactos de até 40 km/hora.

FITA DE SINALIZAÇÃO

Finalidade: essa fita é usada para realizar ao isolamento de áreas, não só de locais que ofereçam algum tipo de perigo, mas também do controle de acesso de pessoas em indústrias, construtoras, transportes, órgãos públicos ou empresas prestadora de serviços.

GRADE METÁLICA DOBRÁVEL

Finalidade: é um equipamento utilizado para o isolamento e sinalização de áreas de trabalho, poços de inspeção, entrada de subterrâneas e situações semelhantes.

SINALIZADOR STROBO

Finalidade: esse equipamento é utilizado para a identificação de serviços, obras, acidentes e atendimentos em ruas e rodovias, ele pode ser usado em conjunto com outros EPC.

BANQUETA ISOLANTE

Finalidade: esse equipamento tem a finalidade de issolar o operador do potencial da terra, ampliando sua segurança nas intervenções em subestações, cubículos, painéis elétricos e outros, além de facilitar o acesso à locais acima do seu limite de alcance.

MANTA ISOLANTE / COBERTURA ISOLANTE

Finalidade: a manta isolante é utilizada para isolar as partes energizadas da rede durante a execução de tarefas.

Primeiros Socorros Choque elétrico

Primeiros Socorros – Choque elétrico

Com o passar de alguns minutos as chances de salvamento da vítima de choque elétrico vão diminuindo, algumas pesquisas relacionam as chances de salvamento em função do tempo decorrido do choque aparentemente mortal. De acordo com a tabela a seguir, aguardar à assistência médica para socorrer a vítima é praticamente assumir a morte, desta forma devem ser aplicadas as técnicas de primeiros socorros pela pessoa que esteja nas proximidades do local.

Chances de Salvamento

Tempo após o choque p/ iniciar respiração artificial
Chances de reanimação da vítima
1 minuto
95 %
2 minutos
90 %
3 minutos
75 %
4 minutos
50 %
5 minutos
25 %
6 minutos
1 %
8 minutos
0,5 %

No intervalo de 4 minutos a pessoa que está com parada cardíaca ou respiratória pode sofrer morte cerebral, neste caso é importante que o profissional que trabalha com eletricidade esteja apto a prestar primeiros socorros, principalmente através de técnicas de reanimação cárdio-respiratória.

Método da respiração artificial “Hoger e Nielsen”, para reanimação de vítimas de choque elétrico

Nos casos em que a respiração natural é interrompida, a respiração artificial deverá ser aplicada. O método que consiste em um conjunto de manobras mecânicas em que o ar é forçado, em determinado ritmo a entrar e sair alternadamente dos pulmões é chamado de Holger e Nielsen.

Veja abaixo as instruções para aplicação do método Hoger e Nielsen:

Primeiramente antes de tocar o corpo da vítima, é necessário livra lá da corrente elétrica com segurança o mais rápido possível, nunca utilizando as mãos, objetos molhados ou metálicos para afastar um fio ou interromper um circuito elétrico.

Caso seja necessário mover a vítima, nunca a movimente mais do que o adequado.

Para aplicar o método Hoger e Nielsen, é necessário verificar se a vítima respira, em caso negativo, a respiração artificial pode ser iniciada.

Para que as chances de salvamento sejam maiores, a vítima deve ser socorrida o mais rápido possível.

Para as demais tarefas, e também para possibilitar o revezamento dos operadores, chame imediatamente um médico ou uma pessoa que possa oferecer auxílio.

Quando a respiração artificial for iniciada, procure examinar a boca da vítima, para retirar dentaduras, alimentos, palitos, ou quaisquer outros objetos que podem atrapalhar o processo, examine também a garganta e as narinas.

Caso a língua esteja enrolada, desenrole, em caso de dificuldades para abrir a boca da vítima, não perca tempo, dê inicio ao método o mais rápido possível, deixando essa tarefa a cargo de outra pessoa.

Desaperte as peças de roupas que apertem o peito, pescoço ou abdômen da vítima.

Para deixar a vítima aquecida, agasalhe-a, mas para não prejudicar a aplicação da respiração artificial, outra pessoa deve ser encarregada dessa tarefa.

Nunca interrompa a respiração artificial. Caso haja a necessidade da vítima ser movimentada, a aplicação deve ser continuada.

Enquanto estiver aplicando o método Hoger Nielsen, sua atenção não deve ser destraída com outras tarefas, encarregue outras pessoas de executa-las.

O tempo de aplicação do método é indeterminado e pode atingir 5 horas ou mais, enquanto houver calor no corpo da vítima e ela não apresentar rigidez cadavérica, ainda há possibilidade de salvamento.

O revezamento de pessoas durante a aplicação deve ser feito com cuidado, de modo a não atrapalhar ou alterar o ritmo da respiração artificial.

Ao iniciar a respiração natural, o ritmo da respiração artificial deve ser adequado com a natural.
Após a recuperação da vítima, ela deve ser agasalhada e mantida em repouso, não permitindo que se levante ou se sente, mesmo que para isso precise usar força, não lhe de beber, a fim de evitar que se engasgue, após a recuperação total da vítima, pode dar lhe então café ou chá quente.

Enquanto a vítima não estiver respirando normalmente, não aplique nenhum tipo de injeção. Esta medida deverá ser aplicada em qualquer caso de colapso respiratório, como no caso de afogamentos ou intoxicação por gases venenosos.

A morte é aparente em quase todos os casos de acidente por choque elétrico, por isso a vítima deve ser socorrida rapidamente.

Método da salvamento artificial Hoger e Nielsen para reanimação de vítimas

1 – Deite a vítima de bruços com a cabeça voltada para um dos lados e a face apoiada sobre uma das mãos tendo o cuidado de manter a boca da vítima sempre livre.

2 – Ajoelhe se junto à cabeça da vítima e coloque as palmas das mãos exatamente nas costas abaixo dos ombros com os polegares se tocando ligeiramente.

3 – Em seguida lentamente transfira o peso do seu corpo para os braços esticados, até que estes fiquem em posição vertical, exercendo pressão firme sobre o tórax.

4 – Deite o corpo para trás, deixando as mãos escorregarem pelos braços da vítima até um pouco acima dos seus cotovelos; segure os com firmeza e continue jogando o corpo para trás, levante os braços da vítima até que sinta resistência: abaixe os então até a posição inicial, completando o ciclo, repita a operação no ritmo de 10 a 12 vezes por minuto.

Método da respiração artificial boca – a – boca

A vítima deve ser deitada de costas com os braços estendidos.
Coloque a mão na nuca da vítima e a outra na testa, incline a cabeça do acidentado para trás.
Para evitar a saída de ar, aperte o nariz com o polegar.
Encha os pulmões de ar.
Cubra a boca da vítima com a sua boca, para que o ar não possa sair.
Sopre até ver o peito erguer se.
Solte as narinas e afaste os seus lábios da boca da vítima para deixar o ar sair.
A ação deve ser repetida de 13 a 16 vezes por minuto.
Aplique este método até a vítima conseguir respirar por si própria.

Após aplicar a respiração artificial no período de 1 minuto, e a vítima não apresentar sinais de vida, pode ter ocorrido um caso de Parada cardíaca.

Existem dois processos para verificar se ocorreu Parada Cardíaca.

Levante cuidadosamente a pálpebra de um dos olhos da vítima para verificar a pupila, se contrair, o coração está funcionando, caso contrário, se a pupilar continuar dilatada, é sinal de que houve uma parada cardíaca.

Pressione levemente com as pontas dos dedos médio e indicador a carótida, localizada no pescoço, junto ao pomo de Adão, o gógó.

Ocorrendo a Parada Cardíaca

A massagem cardíaca e a respiração artificial devem ser aplicadas rapidamente. A massagem deve ser aplicada no coração. Pressione o centro do Tórax para abaixa-lo de 3 a 4 cm, somente uma parte da mão deve fazer pressão, os dedos devem ficar levantados do Tórax.

A operação deve ser repetida até a chegada do socorro mais especializado, com 15 massagens cardíacas e 2 respirações artificiais.

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Choque Elétrico

A energia e a corrente elétrica

A existência de energia elétrica é possível a partir da passagem de uma corrente elétrica por um corpo que exerce resistência a essa passagem. A corrente é definida pelo fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica ou pelo deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe a diferença de potencial elétrico entre as extremidades.

Essa diferença existe pela resistência que o corpo oferece à passagem de energia. É necessário que a eletricidade tenha um caminho a seguir, passando do maior potencial, para o menor potencial. Observamos no caminho da corrente a resistência exercida pelo corpo, como ela está entre o ponto de contato com a fonte de energia e o ponto de escape, existe a diferença de potencial necessária para a passagem. Quanto maior a diferença de potencial, maior tende a ser a corrente elétrica e com isso o choque também é maior.

Representação do percurso da corrente elétrica pelo corpo humano.

O choque elétrico

O choque elétrico acontece quando a corrente elétrica passa pelo corpo, ou por parte do corpo, de uma pessoa. Ele é uma espécie de perturbação acidental, de natureza e efeitos diversos, que se manifesta no organismo humano quando percorrido por uma corrente elétrica.

No choque elétrico o corpo exerce a resistência à passagem da corrente e sofre os efeitos da passagem. Na maioria das vezes, a diferença de potencial está entre os pés – que estão em contato com a terra e servem como escoamento da corrente – e o ponto que entra em contato com o aparelho ou fio elétrico.

A resistência do corpo apresenta variações entre as pessoas, também em relação às condições da pele – quando molhada a resistência é menor – e pelo caminho da corrente no corpo. Isso afeta o resultado do choque. Os danos causados pelo choque possuem uma relação maior com a corrente elétrica e a resistência exercida pelo corpo do que com a voltagem, mesmo em baixas voltagens podem ocorrer choques que levem a óbito.

A passagem da corrente pelo corpo de uma pessoa pode causar desde um pequeno susto até o óbito da pessoa, passando por efeitos como queimaduras e prejuízo de funcionamento de órgãos.

Gravidade do choque elétrico

Vários fatores influenciam a gravidade do choque elétrico, os principais estão listados abaixo:

• Percurso da corrente elétrica pelo corpo humano.
• Intensidade da corrente elétrica.
• Tipo da corrente elétrica (alternada ou contínua).
• Frequência da corrente elétrica.
• Tempo de duração do choque elétrico.
• Área de contato do choque elétrico.
• Pressão do contato.
• Espraiamento da corrente pelo corpo humano.
• Condições da pele do corpo humano.
– Seca
– Úmida
– Molhada
– Imersa
• Constituição física do indivíduo.
• Estado de saúde do indivíduo.
• Presença de dispositivos auxiliares de vida como marca passos, próteses metálicas etc.

Gráfico: Efeito da corrente elétrica em pessoas adultas jovens e sadias.
Fonte: IEC 60479-1 – adaptado

 

 

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Ensino à distância no Brasil (EAD)

A regulamentação do ensino a distância no Brasil é recente, o decreto presidencial n° 5.622, de 19 de dezembro de 2005, apresenta as diretrizes que definem os preceitos para essa modalidade de ensino no país. Essa modalidade é caracterizada no decreto como uma forma educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.

Esse documento define a igualdade entre cursos presenciais e a distância, uma vez que ambos possuem o mesmo conteúdo programático, mesmos processos avaliativos e são ministrados por profissionais qualificados. Por isso, eles também possuem os mesmos diplomas ou certificados, os quais devem possuir validade nacional. Além disso, ele apresenta que as aulas presenciais são necessárias somente quando a legislação do curso exige. Dessa maneira a lei permite a existência de cursos completamente online uma vez que não seja exigido para o curso em questão.

O treinamento na Norma Regulamentadora N° 10 é exigido pelo Ministério do Trabalho e Emprego e, dessa maneira, sua execução e supervisão é realizada por esse órgão. Pelas definições da norma é possível que o curso seja realizado completamente online, uma vez que ela não exige exames ou aulas presenciais.