Proteção infantil – segurança no seu dia a dia

Acidentes domésticos podem ocorrer quando nos menos esperamos

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. Por isso precisamos nos prevenir para evitar que fatalidades ocorram.

A proteção infantil é um mecanismo que bloqueia a entrada de objetos nos orifícios das tomadas, evitando acidentes. Olhando externamente é uma tomada convencional. O seu único diferencial são os orifícios que estão bloqueados, ou seja, quando olhamos as tomadas pela parte da frente, não vemos os contatos elétricos da fase, somente o do pino terra.

O mecanismo funciona bloqueando os orifícios, que impossibilita a inserção acidental de objetos nos contatos elétricos da tomada, evitando assim o choque elétrico. Uma espécie de persiana tampa os orifícios que, somente ao serem inseridos simultaneamente os dois pinos do plugue na tomada, o contato será liberado, possibilitando a conexão do equipamento à eletricidade com segurança para o usuário.

A ABB se preocupa com detalhes que fazem muita diferença no dia a dia das pessoas. Por isso, todas as tomadas das novas linhas residenciais da ABB trazem este diferencial de série, garantindo maior segurança a nossos clientes.

Fonte: www.abracopel.org

O que faltou na padronização de plugues e tomadas no Brasil

O Colaborador – Gerhard Enrich Boeme, nos enviou este e-mail com algumas considerações a respeito da padronização de tomadas e plugues no Brasil, que são pertinentes, pois ele não critica o padrão adotado, mas faz considerações a cerca de falhas no sistema de transição que coloca em risco os usuários de eletricidade. Com a devida autorização do Sr. Gerhard, decidimos publicar na íntegra o texto para que todos possa avaliar, tirar suas próprias conclusões e fazer seus comentários.

Com a palavra o nosso Ministro do Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que acumula as responsabilidades como Presidente do Cometro.

No texto abaixo, no qual entendo deve ser lido, debatido, criticado e divulgado, apresento um cenário que somente se verifica em uma guerra, são mortos, uma infinidade de pessoas acidentadas, muitas com sequelas que chegam as mutilações e residências e locais de trabalho destruídos pelos incêndios. Dentre as principais vítimas temos os jovens e as crianças. Dentro desta realidade não podemos ficar inertes, muito deve ser feito, em especial por parte dos servidores públicos presentes no 1º Setor, com destaque às lideranças, como a do Excelentíssimo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Presidente do INMETRO e tantos outros que direta ou indiretamente podem ser apontados como responsáveis por esta tragédia brasileira.

Pior é que como a escalada da violência (de responsabilidade primária do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça), a escalada das drogas (… do Ministério das Relações Exteriores) e a escalada dos acidentes de trânsito (… do Ministério das Cidades e… do Ministério dos Transportes) e de trabalho (… do Ministério do Trabalho e Emprego), temos mais uma contribuição significativa que compromete os recursos destinados à Saúde no Brasil, esta agora de responsabilidade primária do MDIC, já que recursos devem ser canalizados para o atendimento das vítimas de mais um descaso da administração pública federal.

A realidade é que temos um cenário de guerra no Brasil, muito se deve às políticas desenvolvidas, ou melhor, não desenvolvidas por parte do Governo Federal, onde uma ideologia se coloca a frente das necessidades da população, há qual cada dia mais se vê vítima da violência, isso enquanto idiotas tentam reescrever a história e administrar o país com base no espelho retrovisor, ou estou errado?

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças  (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. E a esse número devemos somar as crianças que sofreram traumas, sequelas e principalmente, as que saíram mutiladas: www.drauziovarella.com.br/letras/c/choques-eletricos/. Esta é apenas uma pequena, embora não seja trágica, amostra da violência que caracteriza hoje o Brasil. E não é sem razão que temos hoje uma das sociedades mais violentas do mundo:

a) 14 das 50 cidades mais violentas do mundo estão no Brasil e Curitiba é uma delas, uma cidade que no início desse século era tida como uma das com a melhor qualidade de vida. É onde se concentra a maioria dos descendentes de alemães.

b) Tivemos nos últimos 30 anos mais de 1 milhão de homicídios   e o crescimento é exponencial.

c)  Em 2012 tivemos mais de 200 mil vítimas fatais devido a violência  , onde a impunidade se faz presente, seja em termos de IHA, acidentes de trânsito e acidentes de trabalho, é um número que produz mais mortes e torturados em apenas um único dia que em todo o período do regime militar, mas que por parte das ações tomadas no período, a ênfase e articulação política, em especial no âmbito dos direitos humanos, para o período de nossa história de 1964-1985 que para a realidade atual, a gestão foi no sentido de se administrar o país com base no espelho retrovisor, ou como era dito por uma dos mais importantes brasileiros, com a lanterna na popa.

d) O custo da violência supera 5% de nosso PIB, isso segundo estudos desatualizados realizados pelo IPEA, eu estimo em mais de 10% e apresento razões. Esta questão é preocupante, pois termos dois grandes mega eventos programados, mas se considerarmos o potencial da indústria do turismo, vemos que a violência é de longe um dos principais motivos que afastam investidores no Brasil e que assusta os turistas, muito embora poderia ser o turismo uma das principais indústrias no campo de geração de emprego, riqueza e renda.

e) O medo é hoje uma constante dos brasileiros, o custo do medo levou os brasileiros a realizarem um gasto com sistemas eletrônicos de segurança superior a US$ 2 bilhões, mais que R$ 4 bilhões em 2012. Isso segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Mas este valor é muito subestimado, pois a maior parte do investimento é feito através de equipamentos adquiridos legalmente e ilegalmente no exterior.

f) O Brasil é hoje o país onde circulam o maior número de veículos blindados no mundo, isso de acordo com as informações divulgadas pela Associação Brasileira de Blindagens (Abrablin), isso mesmo, já existe até uma associação do setor. De acordo com especialistas em segurança, o total de veículos com esse tipo de proteção é tão grande que se tornou um indicador para aferir o grau de criminalidade nacional. Quanto maior ele for, pior estará o Brasil nesse campo – até porque seu crescimento tem acompanhado o de alguns dos mais perversos crimes praticados no país. E vale lembrar que o custo com a blindagem é hoje superior a R$ 50 mil.

g) Cada 5 minutos uma mulher é violentada no Brasil, muitas são mortas. Temos uma secretaria de Estado voltada a questão, mas que não tem conseguido alterar a triste realidade, temos uma CPMI em andamento no Congresso, o que não é divulgado e que mesmo com ela tivemos pouca evolução.

h) E somos um dos campeões de estupro. O Brasil é uma nação estuprada. Os números oficiais de estupros cometidos no Brasil são um mistério. Em uma pesquisa você vai encontrar que “a cada 12 minutos uma mulher é estuprada no Brasil”. Portanto, seria um número consideravelmente alto. Talvez os números não sejam divulgados para que as vítimas não sejam rotuladas como estatísticas ou para não espalhar pânico, haja vista que nenhuma medida definitiva é tomada para ao menos inibir os estupradores.

O brasileiro está anestesiado frente tamanha violência, não se dá conta que nos telejornais mais de um terço das notícias são sobre a violência no Brasil, onde até mesmo uma novela retratou um dos tristes casos de violência, que levaram o termo “brasileirinha” ser sinônimo de prostituta em muitas cidades de Portugal, Espanha, Itália, etc. Enquanto isso, em 2008, o nosso ministro das relações exteriores se indignava quanto ao fato de brasileiras serem barradas quando pretendiam entrar na Espanha:

A novela “Salve Jorge” mostrou claramente a razão das deportações.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u379842.shtml

“É certo que só quem gosta de mudança é a Lusitana, mas devemos dar atenção a esta questão, pois introduzimos um risco em nossas casas e estamos expondo a um acidente os que mais amamos”. (Gerhard Erich Boehme).

Criou-se no Brasil uma polêmica enorme sobre esta questão dos plugues e tomadas. Muitos são da opinião que foi mais uma forma de se arrancar mais dinheiro do consumidor. Muito se fala sobre o aumento nos custos, em especial dos consumidores, já que todos os custos de produção foram e serão a eles repassados, assim como ocorre os impostos. Seguramente faltou uma maior participação da sociedade na questão. Mas agora temos um grande e grave problema em curso, o qual não foi avaliado corretamente pelos especialistas e por parte de nossas autoridades: o período de adaptação, ou de conversão.

Como engenheiro, especialista em engenharia da qualidade e especialista em administração e conservação de energia poderia discursar sobre as vantagens da padronização, teria todos os argumentos do mundo a favor da nova padronização de plugues e tomadas para o mercado brasileiro, mas destaco duas vantagens principais: a) irá permitir a diminuição de perdas de energia e b) irá aumentar a segurança do consumidor e das instalações, pois com o novo modelo passamos a ter um terminal que se ajusta de forma perfeita, facilitando a condução da corrente elétrica, evitando o faiscamento, o aquecimento e o risco de curto-circuito e até mesmo incêndio.

Ocorre, porém que estamos dentro de um período de adaptação, e a sociedade não está sendo informada sobre como proceder corretamente, como também os nossos empreendedores, os que atuam no ramo da manutenção de equipamentos e instalações elétricas não estão sabendo aproveitar a oportunidade que o mercado nos apresenta face a esta situação e assim apresentar como um dos serviços a substituição de plugues com o uso de equipamentos seguros.

Como perito criminal e engenheiro de segurança do trabalho entendo que esta questão é hoje uma grave ameaça aos brasileiros, uma fonte de risco enorme que foi trazida para dentro de casa e do local de trabalho. O brasileiro está se expondo a um risco que não foi avaliado pelos especialistas envolvidos e pelas nossas autoridades e que requer por parte deles, e da mídia em geral, um esforço no sentido de esclarecer qual a melhor forma de proceder e a urgência para que o faça.

Antes de se introduzir esta mudança a realidade era tal que os modelos comercializados no Brasil permitiam o acesso pelo usuário a partes vivas, devido a possibilidade de serem inseridos parcialmente ou unipolarmente.

Se padrão foi criado, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, ao diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios e mortes, isso não está ocorrendo, pois o que vemos é o brasileiro se adaptando, gambiarrando, e neste cenário de adaptação o que temos são as gambiarras de todos os tipos. Para se fazer a conexão adquire-se adaptadores, os quais não concorrem para a diminuição de perdas de energia e o que é pior, estão criando situações onde se compromete a segurança do usuário e de seus familiares e das instalações.

Se nos últimos dez anos antes do novo padrão, o DataSUS registrou 13.776 internações com 379 óbitos e mais 15.418 mortes imediatas decorrentes de acidentes relativos à exposição a correntes elétricas em residências, escolas, asilos e locais de trabalho, agora o que temos é um aumento no número de acidentes e mortes, como também uma das causas de incêndio, resultado das adaptações ou improvisações realizadas sem conhecimento técnico necessário.

As maiores vítimas

Neste novo cenário de tragédia, são as crianças e os jovens as maiores vítimas. Ocorre que elas fazem uso, a cada dia mais e mais, de equipamentos elétricos que necessitam de plugues e tomadas para que possam funcionar ou carregar suas baterias, mas os pais ou responsáveis não estão dando a devida atenção ao risco a que elas estão sendo expostas. Se elas não conseguem fazer a conexão, o primeiro impulso é tentar encontrar dentro de casa um “adaptador” que possa atender as suas necessidades, assim criando uma situação que agrava o risco. Assim hoje o choque elétrico é a terceira maior causa de morte de crianças e jovens no Brasil.

Se no primeiro momento se pensou que com o novo modelo estaríamos reduzindo o risco de choque elétrico a quem estiver manipulando os plugues, além de permitir a inserção de vários modelos de plugues conectados a equipamentos de diferentes tensões e correntes, o que pode ocasionar danos aos equipamentos e às instalações elétricas, provocando mau contato e aquecimento elétrico e resultando em perdas de energia, não se pensou no segundo momento, o de transição e esta deve durar ainda alguns anos, ou mesmo décadas se não nos mobilizarmos.

Qual a família que irá se desfazer do equipamento atual só porque o plugue não se encaixa direito na tomada? Nenhuma. Irá partir para as adaptações. Essa á a realidade.

E nem todos os produtos colocados no mercado estão adaptados ao novo modelo. Infelizmente temos uma infinidade de equipamentos não adaptados ao novo modelo sendo introduzidos no Brasil, seja por contrabando, vindo na bagagem de uma viagem internacional ou pela fronteira, ou pela importação direta, ou ainda sendo produzido de forma ilegal. É uma triste realidade.

A intensão foi boa, mas o cenário atual é de guerra.

Produz os efeitos de uma guerra. Mortos, feridos e imóveis destruídos.

Se na busca pelo aperfeiçoamento do programa de certificação destes produtos, foi adotada a padronização brasileira de plugues e tomadas, não nos preparamos para o período de adaptação.

Tivemos o Inmetro trabalhando de forma exemplar com o setor produtivo e a sociedade organizada na regulamentação específica de plugues e tomada para uso doméstico e assim assegurando a implementação da norma NBR 14136, agora na versão ABNT NBR 14136:2012 Versão Corrigida:2013, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Com essa norma, os ensaios de segurança elétrica estão sendo atendidos. Mas o alcance está restrito aos que adquirem os novos produtos brasileiros, produzidos e comercializados legalmente, o que não alcança, infelizmente, dois terços da totalidade.

Como administrador entendo que ainda nos falta uma boa gestão sobre esta questão, se por um lado a padronização, além de proteger ainda mais o cidadão e assegurar a eficiência energética, propicia a concorrência justa da indústria nacional e a torna mais competitiva no comércio globalizado, por outro está expondo o brasileiro a uma situação maior de risco, em especial as crianças e os jovens, agora cada dia mais conectados, não apenas ao mundo, mas também às tomadas, quando em contato com os plugues, as tomadas fixas ou móveis, os cordões conectores, os cordões prolongadores e os cordões de alimentação que não se adaptam.

O que falta ser feito?

No meu entender falta a gestão e a tomada de ações fundamentais a serem desenvolvidas:

1. Impedir ou intensificar a fiscalização para que não sejam comercializados no Brasil equipamentos com adaptadores, em especial os chingling que hoje invadem o mercado brasileiro.

2. Restringir, ou mesmo impedir, a produção e comercialização de adaptadores. Nota: se permitida a venda esta deveria se dar com a obrigatoriedade de uma etiqueta de advertência e principalmente com a advertência do perigo impressa quanto ao uso da mesma.

3. Criar e divulgar uma rede nacional de empresas autorizadas a procederem a substituição de plugues, permitindo assim que tenhamos um local, preferencialmente perto de casa, onde pode ser retirado o plugue obsoleto e introduzido um novo que esteja em conformidade com o novo padrão brasileiro, sem que se recorra a alternativa de adquirir um plugue desmontável e proceder a troca sem o conhecimento e a habilidade necessária.

4. Orientar o consumidor, isso feito também pelas empresas de assistência técnica ou de prestação de serviços de garantia, para proceder a substituição do plugue, ou que elas, as empresas de assistência técnica ou de prestação de serviços de garantia, forneçam o serviço.

5. Promover a conscientização de toda a sociedade brasileira para os riscos, em especial nas escolas, o que pode ser feito nas matérias de física ou correlata.

6. Permitir que seja disponibilizada gratuitamente a norma ABNT NBR 14136: 2013 atualmente comercializada pela ABNT pelo valor de R$ 90,90.

7. Produzir e distribuir, assim como é feito com as camisinhas por parte do governo, a distribuição de cartilhas e dispositivos – plugue cego, também conhecido como bebê seguro – para toda a população.

E vale lembrar que segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. Por isso precisamos nos prevenir para evitar que fatalidades ocorram. E o uso deste tipo de proteção tem também o caráter educativo, nos fazem lembrar que o uso da eletricidade oferece riscos.

E como professor e consultor, vejo como fundamental não apenas um amplo processo de conscientização e educação, mas que a partir do 1º Setor tenhamos:

8. O governo, nos três níveis (federal, estadual e municipal), desonerando seletivamente a produção e comercialização de plugues e tomadas por um prazo determinado, até que se possa proceder a substituição de todos os equipamentos hoje existentes nas residências oferecendo risco à população, bem como, em paralelo, proceder uma ampla campanha de educação e conscientização.

A padronização foi tornada obrigatória em portaria do Inmetro publicada em 2000 e desde julho de 2011 já não é mais permitida a venda de plugues fora do padrão, mas a realidade é triste, foi desconsiderado o risco na adaptação dos equipamentos adquiridos anteriormente e a falta conscientização para que não se façam gambiarras para o uso de produtos, entre outros, os adquiridos no exterior ou diretamente importados. E deve ser considerado que temos ainda os produtos contrabandeados, infelizmente largamente comercializados no Brasil e os que aqui são produzidos ilegalmente, não observando os requisitos da norma ABNT NBR 14136: 2013.

Entendo que a prevenção é a principal saída para a problemática dos acidentes, mas esta ainda permanece como um desafio.

A prevenção não é encarada como prioridade no País.

Muitas vezes é necessário que os problemas ocorram – dengue, AIDS, alagamentos, drogas – para só depois se rever os prejuízos. Marca o brasileiro como profundo adepto da cultura da lombada.

Além disso, o acidente nem sempre é notificado e tratado como tal, gerando ainda mais obstáculos na busca de soluções. No pronto-socorro não é questionado se o choque que produziu a ferimentos foi resultante de uma adaptação ou se as instalações estavam em conformidade com a ABNT NBR 14136:2013.

Com a conscientização da sociedade, pelo menos 90% dos acidentes poderiam ser evitados com atitudes preventivas, como:

• Ações Educativas;

• Modificações no meio ambiente – substituição das tomadas antigas e instalações improvisadas;

• Modificações nos equipamentos – substituição dos plugues;

• Instalação dos plugues cegos (bebê seguro) nas tomadas ou a instalação de que podem estar ao alcance de crianças, em especial dos bebezinhos que estão dando os primeiros passos e conhecendo o mundo com suas mãozinhas.

• Criação e cumprimento de legislação e regulamentação específicas, com destaque ao uso da norma NBR 14136, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Considerações: Sabemos que os acidentes elétricos causam mortes, acidentes, mutilam e reduzem a capacidade física das pessoas, ela igualmente está entre as primeiras como causa de mortes relacionadas com o trabalho. No Brasil, por força de lei os proprietários de edifícios e instalações, devem implantar programas de segurança elétrica que protejam os trabalhadores. Mas não é só na indústria que o acidente elétrico é uma ameaça, ainda mais agora com as adaptações, o risco existe dentro de casa e no local de trabalho.

Neste sentido é fundamental que pais e responsáveis e bons gestores venham a realizar a) a avaliação da instalação: orientação sobre como melhorar a rede elétrica e garantir a segurança; b) fazer um levantamento ou mesmo uma auditoria de eficiência energética visando a identificação de áreas em que é possível economizar custos de modo a minimizar o desperdício de energia, mesmo que seja pequena ou imperceptível, como nas conexões elétricas, que podem ser identificadas pelo aquecimento; c) consultar os profissionais com a competência necessária para possamos atender suas recomendações sobre como melhorar a infraestrutura elétrica da instalação para atender aos objetivos de desempenho e segurança desejados; e d) promover a atualização tecnológica, substituindo componentes, equipamentos e instalações que possam ser mais eficientes e seguros.

E para quem não sabe diferenciar os termos eficiência e eficácia, fica a minha sugestão, pois eficiência, entendo que refere-se à capacidade de executar corretamente uma determinada tarefa com o melhor aproveitamento (otimização) dos recursos disponíveis. “É fazer certo a coisa”. Isso não quer dizer que a coisa é certa.

Eficiência: Relação entre o resultado alcançado e os recursos usados, segundo a ABNT NBR ISO 9001:2005 Sistemas de gestão da qualidade – Fundamentos e vocabulário, norma que não deve ser confundida com a ISO 9001, que apresenta requisitos.

Já a eficácia, entendo que refere-se à capacidade de executar uma determinada tarefa de maneira a atingir os objetivos estabelecidos. “É fazer a coisa certa”.

Eficácia: Extensão na qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados alcançados (ABNT NBR ISO 9001:2005).

Veja também:

http://www.inmetro.gov.br/qualidade/pluguestomadas/

http://criancasegura.org.br/page/dados-sobre-acidentes

http://www.inmetro.gov.br/legislacao/resc/pdf/RESC000229.pdf

http://www.ricardomattos.com/plugues_tomadas.html

Fonte: www.abracopel.org.br

ACIDENTE DE TRABALHO – Morte de eletricista

ACIDENTE DE TRABALHO – Morte de eletricista gera indenização de mais de 1 milhão na Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho condenou em Ariquemes a Eplan Engenharia, Planejamento e Eletricidade Ltda e a Ceron – Centrais Elétricas de Rondônia S.A ao pagamento de R$ 1,1 milhão por danos morais e materiais a D.H.A.P., filho menor de empregado vítima de acidente de trabalho.

O vaor da indenização fixada na sentença pelo juiz da 2ª Vara do Trabalho de Ariquemes, Dorotheo Barbosa Neto, tem também caráter pedagógico e vai servir de exemplo para que as condenadas não cometam os mesmos atos com outros empregados.

O convencimento do magistradose refere ao não cumprimento da Norma Regulamentar nº 10 do Ministério do Trabalho e Emprego, que recomenda as normas de segurança a serem cumpridas pelos empregadores e empregados do ramo de energia elétrica de baixa e alta tensão. Do total, R$150.181,44 serão pagos a título de danos materiais.

Valtério Luiz Pinto morreu no dia 24 de fevereiro de 2010, quando cumpria à noite um chamado da Ceron para resolver um problema de fornecimento de energia informado por um consumidor. No local de pouca visibilidade, o poste de madeira em “péssimo estado de conservação” não suportou o empregado da Eplan e quebrou em duas partes. Segundo o laudo técnico, as causas da morte imediata foram o choque hipovolêmico, hemorragia interna aguda e politraumatismo.

O magistrado entendeu que a responsabilidade solidária recai sobre a Ceron, pois esta não fiscalizou o cumprimento de obrigações alimentares e de segurança por parte da Eplan, sendo assim também responsável pelas verbas decorrentes da condenação. O juiz considerou ainda, na sentença, os princípios da dignidade humana e dos valores sociais do trabalho, previstos na Constituição Federal, que veda o fato do ente público se beneficiar da força de trabalho dos empregados sem que haja responsabilização pelas obrigações trabalhistas.

Na ação, o órfão foi representado pela mãe Eliane de Azevedo e o Ministério Público do Trabalho foi convocado para se manifestar, considerando a obrigação institucional de intervir nas causas em que há interesses de incapazes, sob pena de anulação da ação.

Cabe recursos da decisão judicial.

(Processo nº 0000157-42.2012.5.14.0032)

Fonte: www.abracopel.org

Um acidente mortal que serve de alerta a todos nós

Um acidente mortal que serve de alerta a todos nós

Por Gerson Sampaio

O verão pode se transformar em pesadelo para a família, para os amigos, e para todos nós. A afluência de publico a parques, praias, hotéis áreas de lazer enfrenta um grande risco, o choque elétrico. A análise a seguir mostra que O CHOQUE E A MORTE podem ocorrer na maioria destas áreas, pela exposição dos cabos desgastados pelo clima e pela areia.

O ACIDENTE E A MORTE:

Hotel cinco estrelas, local paradisíaco. Crianças brincam na piscina com uma bola. Esta bola é lançada para o jardim, e uma das crianças, de 11 anos, estende seu braço para fora da piscina para apanhar a bola.

Neste momento, toca sem querer numa luminária que estava a 30 cm da piscina.  A luminária está alimentada com 220 volts. Devido a um cabo de energia com falha no isolamento o choque atinge a criança, que tem morte imediata. A fatalidade interrompe uma vida plena de alegria e futuro, vitima uma família e a todos os envolvidos.

As falhas que motivaram este triste evento:

1-Uma luminária em corrente alternada nunca poderia estar á beira de uma piscina. As normas técnicas determinam o uso de sistemas isolados em 12 volts para iluminação em locais próximos a água, exatamente para evitar qualquer possibilidade de choques elétricos.

2- Esta luminária deveria ser blindada, e os cabos elétricos do tipo especial para uso em ambiente molhado.

3-O isolamento dos cabos deveria ser de tipo especial para ambiente molhado, com fitas de auto-fusão que formam um corpo isolante sem possibilidade de se desfazer com o tempo.

4- Um sistema elétrico, qualquer que seja, deveria contar com o fio terra, que permite detectarem falhas e evitar cargas perigosas.

5- Um relé de proteção DR teria desligado o circuito e sinalizado a falha.

UMA ANÁLISE TÉCNICA DO OCORRIDO:

Qualquer conexão a massas metálicas, ou mesmo a peças aparentemente isoladas pode gerar choque elétrico, pela diferença de potencial entre as partes.

O alerta é importante não só para prevenir, como para analisar os aspectos técnicos e legais, principalmente neste momento em que a legislação tende a se globalizar, respondendo os proprietários ou os responsáveis técnicos por todos os acidentes ocorridos na propriedade.

A tecnologia atual já permite projetar e construir instalações elétricas praticamente imunes a acidentes, com sistemas de aterramento e reles de proteção DDR que desligam as instalações em frações de segundo, sinalizando no caso de falhas de isolamento e identificando até mesmo os defeitos em equipamentos que podem provocar choque elétrico.

O choque elétrico é originado pelo contato do corpo humano com alguma carga elétrica, a diferença deste potencial entre pontos diferentes é tecnicamente denominada tensão, medida em Volts. As instalações elétricas utilizam as tensões de 127, 220 ou 380 volts.

Quando ocorre o choque, a Tensão no contato provoca uma Corrente Elétrica, medida em Ampéres (no caso mili ou micro Ampéres).

Não há estatísticas confiáveis sobre a ocorrência de choques elétricos no Brasil ou mesmo em nível mundial, pela falta de notificação dos envolvidos e até mesmo porque os efeitos do choque, quando há morte, são facilmente confundidos, pois o choque provoca parada cardíaca, que pode ser originada por outros fatores.

Dentre as causas destes acidentes podem ser citados erros de operação, má conservação dos equipamentos e falhas na segurança elétrica de equipamentos e instalações.

No Brasil, acredita-se em um risco elevado destes acidentes, devido a uma manutenção não adequada nos equipamentos e instalações, bem como falta de conscientização da população e dos profissionais que atuam em energia sobre a gravidade do problema.

Os efeitos causados pela passagem da corrente elétrica através do corpo humano dependem, basicamente, de cinco fatores:

1 – Intensidade da corrente (medida em ampères)

2 – Duração do choque (em segundo)

3 – Freqüência do sinal (em hertz)

4 – Densidade da corrente (em miliamperes/mm2)

5 – Caminho percorrido pela corrente (p.ex. entre braços, perna-braço,…).

2.1 – Intensidade da corrente:

Muitos estudos ainda estão sendo realizados, mas já se sabe que, ao passar através do corpo humano, a corrente elétrica causará um efeito fisiológico dependente da sua intensidade, conforme apresentado na tabela 1:

INTENSIDADE                                         EFEITO

Menor que 1 m A                    Imperceptível se aplicada

Entre 1 e 10 mA                      Limiar de percepção

Entre 10 e 30mA                      Perda do controle motor

Entre 30 e 75 mA                     Perda respiratória

Entre 75 e 250 mA                   Fibrilação ventricular

Entre 250 mA e 4A                  Contração miocárdica sustentada

Maior que 5A                           Queimadura dos tecidos

Tabela 1: Efeito fisiológico de uma corrente elétrica de 60 Hz, aplicada entre as mãos de um homem de 70 kg, por um período de 1 a 3 s.

2.2 – Duração do choque:

Existe uma relação diretamente proporcional entre a duração do choque elétrico e a probabilidade de fibrilação ventricular do indivíduo.

2.3 – Freqüência do sinal:

O tecido cardíaco e os músculos esqueléticos respondem a estímulos elétricos, o que os classifica como tecidos excitáveis. Se esses tecidos forem analisados como sistemas, apresentarão uma resposta em freqüência características, ou seja, para um mesmo nível de corrente a resposta será diferente para cada faixa de freqüência.

2.4 – Densidade da corrente:

No local de aplicação da corrente elétrica, o efeito sobre os tecidos depende da densidade de corrente, como apresentado abaixo:

Densidade de corrente                                                Efeito

Abaixo de 10 mA/ mm2                    Em geral não são observadas alterações na pele.

Entre 10 e 20 mA/mm2                     Avermelhamento da pele na região de contato.

Entre 20 e 50 mA/mm2                     Coloração marrom na pele na região de contato. no

Caso de períodos maiores que 10s são observados.

Inchamentos na região.

Acima de 50 mA/mm2                       Possibilidade de carbonização dos tecidos.

2.5 – Caminho percorrido pela corrente

Os caminhos percorridos pela corrente que passam através do coração, apresentam maior probabilidade de fibrilação ventricular.

PROTEÇÃO CONTRA CHOQUE ELÉTRICO

Para que haja um choque elétrico, basta que haja uma tensão e um caminho para a circulação da corrente (meio condutor) ligando dois ou mais pontos que estejam em potenciais diferentes. Neste sentido, até mesmo partes de um automóvel, aparelhos eletrônicos e roupas quando sob atrito podem gerar choques.

Uma geladeira, que passa a “dar choque” quando falha o isolamento do motor ou dos interruptores. O mesmo ocorre com chuveiros elétricos, com a agravante de que ate mesmo as paredes do banheiro passam a estar eletrificadas.

A solução é o uso do fio terra nas instalações, o que já é obrigatório no Brasil. Esta técnica consiste em garantir um caminho elétrico para o solo, a fim de escoar a corrente elétrica proveniente de falhas de isolamento.

Procure um engenheiro ou técnico especializado para analisar sua instalação, com pequeno investimento você dará segurança a sua família, isto é importante para todos nós.

Gerson Sampaio é Engenheiro Eletricista, Diretor da Teknergia e Diretor institucional da Abracopel Regional BA

Fonte: www.abracopel.com.br

Quatro passos para diminuir acidentes

Quatro passos para diminuir acidentes elétricos e otimizar a segurança

Quem trabalha com eletricidade conhece os riscos existentes, como choques elétricos e eletrocussão provocados pelo contato involuntário com componentes com tensão.

Por exemplo, nos Estados Unidos, os acidentes elétricos causam mais de 300 mortes e mais de 4.000 lesões por ano, sendo a sexta causa de mortes relacionadas com o trabalho. Para os proprietários de edifícios e instalações, uma boa prática consiste na implantação de programas de segurança elétrica que protejam os trabalhadores.

Melhores níveis de desempenho e segurança das redes elétricas
A Schneider Electric oferece serviços completos que simplificam as complicadas atualizações dos sistemas elétricos e ajudam a aumentar a segurança. Esses serviços incluem um processo de quatro passos:

1. Avaliação da instalação: orientação sobre como melhorar a rede elétrica e garantir a segurança dos trabalhadores.

2. Auditoria de eficiência energética: identificação de áreas em que é possível economizar custos de modo a minimizar o desperdício de energia.

3. Estudos técnicos: assessoria de especialistas em sistemas de energia que, após uma análise técnica completa, oferecem recomendações sobre como melhorar a infraestrutura elétrica da instalação para atender aos objetivos de desempenho e segurança desejados.

4. Modernização: visita de especialistas ao estabelecimento para atualizar, restaurar e substituir equipamentos e componentes ineficientes e inseguros, sem afetar a continuidade dos negócios.

Cumprimento de normas governamentais
Em virtude da crescente consciência dos riscos de explosões causadas por arcos elétricos nos Estados Unidos, a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA), aprimorou os requisitos para o desenvolvimento e aplicação de políticas de práticas de trabalho seguro com a eletricidade (ESWP).

Através da cláusula de obrigações gerais, a OSHA faz referência à norma NFPA 70E-2012 que diz respeito a métodos específicos para aumentar a segurança no local de trabalho. As políticas ESWP ideais recomendam desconectar a tensão dos componentes. Porém, essas políticas deveriam descrever claramente o procedimento para o manuseio de equipamentos com tensão nos casos em que a desconexão não for possível, e incorporar o controle de licenças para manuseio de equipamentos elétricos com tensão.

Como as políticas de segurança gerais não são suficientemente abrangentes para minimizar os riscos elétricos no local de trabalho, nas políticas a serem desenvolvidas deveriam ser documentadas todas as práticas de segurança elétricas para as instalações particulares.

Desenvolvimento e implementação de políticas de segurança
Criar um programa ESWP pode parecer uma tarefa complexa, mas o tempo e o esforço associados se justificam quando se trata de proteger os empreiteiros elétricos, funcionários e a organização. O programa ESWP deve abordar três áreas principais, são elas:

1. Instalação: Desenvolva políticas e sistemas que considerem aspectos de manutenção de equipamentos, ferramentas, consertos, testes e limites autorizados. Além disso, informe detalhadamente quais as condições de trabalho consideradas seguras.

2. Pessoal: Descreva práticas concretas relacionadas com o pessoal qualificado e não qualificado, cuidados adequados e uso de equipamentos de proteção pelo pessoal, preparação para ocupar os respectivos lugares, treinamento e formação permanente.

3. Procedimentos: Ofereça instruções práticas para manuseio de equipamentos com tensão, desconexão e reconexão da tensão aos componentes, bloqueio de componentes (lock-out/tag-out), planejamento de tarefas, análise do risco de explosões por arcos elétricos, rotulagem de equipamentos e elaboração de relatórios e registros.

As normas dos EUA requerem a de auditorias a cada três anos. As avaliações são úteis para garantir que os trabalhadores conheçam e compreendam as atualizações das políticas. Toda modificação de política deve ser registrada, documentada e comunicada às partes interessadas.

Empreiteiros elétricos e trabalhadores qualificados
Em virtude da norma NFPA 70E-2012, os trabalhadores devem ser qualificados, para isso, devem receber treinamento a fim de poderem reconhecer e evitar os riscos associados ao manuseio de sistemas elétricos. O treinamento em práticas seguras permite que eles adquiram as competências e conhecimentos necessários para a construção e operação de equipamentos e sistemas elétricos. Os trabalhadores também aprendem a se proteger e proteger os outros contra os riscos elétricos.

O eixo de todo programa de treinamento deveria ser o de ensinar os trabalhadores a desconectarem a tensão dos equipamentos antes de cada tarefa. Quando se trata de identificar problemas de equipamentos, são realizadas calibragens ou medições da tensão e nem sempre é possível trabalhar em condições elétricas seguras. Por isso, os funcionários responsáveis por essas atividades também devem ser pessoas “qualificadas”.

Propagação da segurança em toda a empresa
A determinação do nível de treinamento na sala de aula e no local de trabalho necessários para formar funcionários qualificados depende do empregador e é um processo contínuo. O empregador deve conferir que cada um dos seus funcionários treinados aplique as práticas de trabalho seguro. Essa verificação pode ser realizada mediante a supervisão periódica e inspeções anuais.

Todos os funcionários, do pessoal de manutenção até os gerentes, devem entender os requisitos impostos e conhecer as práticas pertinentes de trabalho seguro.

Fonte: www.abracopel.org

Redução do número de acidentes elétricos

Celpe registra redução do número de acidentes em comunidades

Departamento de Saúde e Segurança (GSS) da Celpe divulgou balanço que demonstra números expressivos na redução de ocorrências de origem elétrica nas comunidades, em 2012. Ações educativas para os clientes são a principal causa do desempenho.

A Celpe obteve uma queda de 28,17% no número de eventos de origem elétrica, no comparativo 2012 com 2011. Já o número de acidentes fatais caiu quase pela metade: enquanto em 2011 foram registrados 31 óbitos, no ano passado esse número teve uma queda de 41,94%, encerrando o ano de 2012 com 18 óbitos. “Para 2013, o desafio é grande, pois as fatalidades ainda ocorrem. Nossos clientes devem estar sempre conscientizados para o uso seguro da energia elétrica”, informa Hugo Vidal, gerente do GSS da distribuidora.

O desempenho, de acordo com o GSS, está relacionado a todas as ações educativas que, em conjunto com as áreas parceiras, motivaram os clientes para o uso seguro e eficiente da energia. “Além de levarmos educação para os lares, geramos para o nosso negócio uma mitigação de riscos jurídicos (Reparações Civis), de exposição negativa na mídia e uma queda nas despesas de assistência médico hospitalar”, completa o gerente.

Dentre as ações de prevenção da empresa dirigidas aos clientes, destacam-se: palestras e orientações sobre uso seguro da energia elétrica em escolas, associações de moradores, comunidades próximas às subestações e empresas; panfletagem sobre uso seguro da energia elétrica em comunidades próximas às subestações de energia; Semana Nacional de Segurança da População com Energia Elétrica, em parceria com a Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica) em centros urbanos; campanhas em mídias diversas e entrevistas educativas.

Fonte: www.abracopel.org

Alerta sobre perigos da corrente de curto-circuito

Aos Construtores, Arquitetos e Projetistas sobre os Perigos da Corrente de Curto-Circuito muito alta nas instalações elétricas!

Nos últimos anos, verificamos que os grandes empreendimentos comerciais e residenciais necessitam de uma demanda de energia cada vez mais elevada. Essas situações tem exigido subestações de grande porte, fazendo a demanda de energia dos empreendimentos sair dos antigos kVAs e entrar na escala dos MVAs.

Este aumento é consequência direta dos novos hábitos da sociedade, como o uso de ar condicionado, aparelhos eletrodomésticos de alto consumo, normas técnicas mais exigentes e também das enormes dimensões físicas dos empreendimentos.

Construtores e arquitetos vem apostando fortemente neste novo conceito, mesmo tendo a consciência de que seus projetos precisarão de uma grande quantidade de energia para serem viabilizados.

Na execução dos projetos arquitetônicos, estes profissionais definem detalhadamente todos os espaços físicos, inclusive os espaços destinados as subestações elétricas, onde serão colocados os equipamentos de transformação e proteção das instalações elétricas. Os projetistas de “instalações prediais” ficam com a responsabilidade do dimensionamento exato desta demanda e também de checar antes do início da obra se os espaços físicos pré-definidos pelo arquiteto, são suficientes para acomodar todos os equipamentos elétricos necessários para obter boa qualidade da energia elétrica, bem como garantir a segurança futura para os trabalhadores do setor elétrico, conforme determina a NR-10.

É sabido por todos que quanto maior a demanda de um empreendimento, maior será o espaço físico necessário para abrigar os vários transformadores de energia e equipamentos de proteção exigidos pela instalação.

Todos os profissionais do setor elétrico tem consciência de que em qualquer instalação elétrica, o parâmetro “ICC” (Corrente de Curto-Circuito) é determinante para o dimensionamento correto e seguro das instalações. A corrente de curto-circuito em baixa tensão é predominantemente definida pela potência do transformador. Quanto maior um transformador, maior será a corrente de curto-circuito da instalação. Para manter a corrente de curto-circuito em níveis normais e seguros é preciso colocar vários transformadores menores e independentes e, se necessário, geradores também independentes.

Para que o projetista possa ter esta opção e fazer um correto dimensionamento destes transformadores, é necessário que o construtor tenha deixado espaço suficiente para isto. É importante que estes espaços físicos para locação das subestações sejam definidos de forma rápida entre os projetistas e os arquitetos, para não causar transtornos de última hora na arquitetura final do empreendimento.

Depois de 20 anos de experiência trabalhando com proteção elétrica de baixa tensão, me preocupo em pensar se já estou “neurótico” com este tipo de problema. Para me certificar melhor sobre esse assunto, pesquisei o que os estudantes estão aprendendo nas escolas técnicas especializadas. Vejam o parágrafo abaixo retirado de aulas da Escola Técnica do CEFET – MG ( Ano de 2012/2013 ) fornecida para os alunos do “Primeiro Ano” do curso de Eletrotécnica básica, na apostila da disciplina de “Materiais e Equipamentos Elétricos”:

“O projetista deve limitar o nível de curto circuito ao valor mais baixo possível e que seja compatível com os equipamentos normalmente disponíveis no mercado para reduzir os custos, porque o nível de curto circuito elevado não oferece vantagem técnica que compense o encarecimento da instalação.”

De certa forma, foi um alívio constatar que não estou sozinho na afirmação de que a ICC é um parâmetro importante da instalação. Neste parágrafo poderíamos acrescer o item “Segurança” , que ainda vejo como mais importante do que o custo!

Sendo assim, todo projeto deveria vir com a definição clara desta corrente para todos os quadros elétricos. É com esta informação que o fabricante de quadros elétricos faz a verificação sobre a especificação correta dos disjuntores de proteção dos circuitos.

Vale lembrar que uma instalação com uma corrente de curto-circuito muita elevada torna uma instalação com alto risco de acidentes graves e ainda terá um alto poder de destruição em caso de um arco elétrico.

(É importante saber que a temperatura de um arco elétrico é em torno de 20.000ºC, três vezes maior do que a temperatura do sol; podendo derreter qualquer aço ou concreto existente na obra em segundos). Para fazer a proteção adequada de uma instalação deste tipo, temos que utilizar disjuntores especiais, (normalmente são importados e de fabricação sob encomenda) de difícil reposição, alto custo, com seu desempenho e atuação sujeitos a altas tecnologias diminuindo assim a confiabilidade da proteção e da segurança como um todo.

É neste ponto que pedimos à atenção dos projetistas e de todos os profissionais envolvidos, especialmente os arquitetos.

Nos últimos anos, vem crescendo muito o número de projetos que têm chegado a nossa empresa vindos de todo o Brasil, com características de alta corrente de curto-circuito. Em alguns casos não temos no mercado disjuntores capazes de fazer tal proteção. Percebemos que nos últimos 02 anos, a situação tem se agravado, com as construções de vários hospitais públicos e particulares com essas características. Provavelmente o profissional de manutenção não será uma mão de obra devidamente capacitada para trabalhar nessas condições especiais.

Devido à nossa cultura de não nos preocuparmos com a segurança em eletricidade, uma instalação elétrica com uma corrente de curto-circuito alta ao longo de toda sua vida útil poderá aumentar as tristes estatísticas de acidentes com eletricidade no Brasil.

Não deveríamos instalar em prédios residenciais e comerciais instalações com transformadores individuais acima de 750KVA ou com mais de 02 transformadores de 500KVAs em paralelo. Nos casos de grandes demandas, poderia usar várias subestações numa mesma obra, diminuindo a potência dos transformadores e simplificando muito as instalações neste quesito. Os transformadores acima de 750 KVA, ou seja, de “grande porte” deveriam ficar restritos à indústria, onde as vezes são realmente necessários e há mão de obra mais especializada na operação e manutenção dessas instalações.

É claro que, com a colocação de vários transformadores independentes, será necessário gastar mais área destinada às subestações.

Acredito que em um empreendimento com milhares de m², não será este espaço destinado a uma boa subestação que inviabilizará o empreendimento. Será apenas uma questão de bom senso e o real comprometimento com a segurança dos profissionais envolvidos.

A solução desse tipo de problema é a essência da Engenharia. É com a troca de ideias entre vários profissionais e de diversos setores (Instalações /Arquitetura / Concessionárias ) que se chega à melhor solução, para tornar um projeto viável economicamente e ao mesmo tempo sustentável. Não podemos esquecer de colocar neste contexto a ética profissional.Devido à gravidade do tema, todos os profissionais do setor elétrico deveriam dar uma ênfase nos riscos inerentes às instalações com alta corrente de curto-circuito, informando seus clientes sobre todos os detalhes. Cientes dessa situação, com certeza nenhum arquiteto ou empreendedor responsável vai querer economizar em áreas destinadas às instalações e subestações.

As concessionárias de energia, inclusive a CEMIG também poderiam dar uma maior atenção a esse assunto. O que acontece hoje na prática, é que as concessionárias determinam as câmaras subterrâneas com transformadores de grande porte ou vários transformadores em paralelos, o que gera uma alta corrente de curto-circuito nas instalações de baixa tensão. Assim elas repassam este risco para o consumidor final, o que obriga os projetistas a seguirem este parâmetro na execução dos seus projetos. A colocação de disjuntores fora da faixa da capacidade de ruptura ideal é como se não existisse a proteção. Em caso de uma falha como um curto-circuito, o disjuntor não desliga, o disjuntor estoura e pode pegar fogo ! Além do risco, a CEMIG ainda tem o custo de trocar o disjuntor, quando o problema ocorre antes da medição.

Em síntese, sugiro instalações mais simples e mais econômicas. Otimizando os custos, podemos trazer mais sofisticação e tecnologia para as instalações elétricas, sem onerar o custo das obras. Precisamos de instalações melhores e com mais componentes de supervisão, assim evitaremos imprevistos, acidentes e minimizaremos os riscos elétricos das instalações. Especificando geradores menores, estaremos diminuindo a poluição das cidades e do planeta, além de reduzir drasticamente os custos de manutenção destes equipamentos.

Ressalto a importância de adquirir bons quadros elétricos mesmo em instalações com baixo ICC, uma vez que são estes equipamentos os responsáveis pela inteligência e a proteção total das instalações elétricas.

Devido as últimas grandes tragédias, vimos que não é uma atitude inteligente do construtor reduzir a segurança nas instalações para economizar no custo da obra.

O objetivo desse texto é propor aos profissionais do setor elétrico e da construção civil a reflexão sobre o assunto, para transformar os empreendimentos em verdadeiros “Prédios Inteligentes”. Fonte: www.abracopel.org Engehall, o melhor curso NR10 Online do Brasil.

*Fonte: http://goo.gl/tx4d6S

EPI e EPC

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são muito importantes para a segurança dos trabalhadores. Eles são equipamentos ou dispositivos utilizados com o objetivo de reduzir a exposição a riscos e aumentar a segurança no ambiente de trabalho. Por reduzirem a exposição, de forma coletiva (EPC) e individual (EPI), esses equipamentos devem sempre ser objetos de avaliação tanto em sua aplicação quando em suas características.

O EPC

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são equipamentos, materiais ou ferramentas utilizados para a proteção de segurança enquanto uma atividade é realizada por um grupo de pessoas. De maneira a impedir o acesso de pessoas não autorizadas e não capacitadas em áreas consideradas de risco. Os EPC não são necessariamente equipamentos de proteção de um coletivo, podendo ser somente de uso coletivo, por exemplo, uma máscara de solda ou um cinto de segurança para trabalhos em altura.

Assista o vídeo animado da Engehall e veja mais sobre os EPC’s

O EPI

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) podem ser definidos como: qualquer meio ou dispositivo utilizado – exclusivamente por uma pessoa a cada vez – para minimizar os riscos inerentes à atividade de trabalho realizada que possa afetar a saúde, a segurança ou a vida. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.

Assista o vídeo animado da Engehall e veja mais sobre os EPI’s

NR’S PDF

A EngeHall oferece para seus alunos o acesso direto as normas do Ministério do Trabalho para facilitar os estudos.

Diversas vezes, as atividades no ambiente de trabalho não são regidas somente por uma NR. Por isso, é importante o conhecimento e o acesso às outras normas, sempre pensando na própria segurança e na dos companheiros de trabalho.

Clique para baixar as demais Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho:

NR1 NR2 NR3 NR4 NR5 NR6
NR7 NR8 NR9 NR10 NR11 NR12
NR13 NR14 NR15 NR16 NR17 NR18
NR19 NR20 NR21 NR22 NR23 NR24
NR25 NR26 NR27 NR28 NR29 NR30
NR31 NR32 NR33 NR34 NR35

NR36 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS

A Norma Regulamentadora 36 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS – estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras – NR do Ministério do Trabalho e Emprego.

Clique no link abaixo para fazer o download da NORMA NR36 em PDF

NORMA NR36 EM PDF (CLIQUE AQUI)