Consumo de energia

O consumo nacional de energia elétrica aumentou 3,9% no terceiro trimestre de 2013 se comparado ao mesmo período de 2012, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na edição 73 da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica a rede chegou a somar 115.124 GWh.

Este crescimento representa um acréscimo de 4.370 GWh, sendo que a maior contribuição foi gerada pela classe residencial (1.981 GWh). O aumento de 6,9% neste terceiro trimestre ocorreu devido a maior utilização de eletrodomésticos nas residências.

O segmento de comércio e serviços teve aumento representativo de 5,3%, já a indústria manteve a mesma taxa do semestre anterior, de +1,1%, correspondendo ao valor de -0,3% na série dessazonalizada.

*Fonte: www.hmnews.com.br

O novo padrão brasileiro de tomadas

Segundo dados do DataSUS entre 2001 e 2010 foram registradas 13.776 internações devido a acidentes com eletricidade, 379 desses pacientes foram a óbito. Nesse período, outras 15.418 mortes foram relacionadas diretamente a acidentes relativos à exposição de corrente elétrica, além disso, no Brasil, o acidente elétrico é a terceira principal causa de morte de crianças. Muitos acidentes podem ser evitados com o padrão brasileiro de tomadas, mas esse padrão ainda causa alguns transtornos.

Em 2000 o Institudo Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) instaurou o novo padrão brasileiro de tomadas. Esse padrão ainda é fruto de transtornos para os usuários, mesmo após o período estipulado de 10 anos para a adaptação dos consumidores ao novo padrão. Uma vez que ainda existem diversas tomadas no padrão antigo, que não comporta os novos plugs, o que leva ao uso de adaptadores, muitas vezes inseguros. Para a adaptação, desde 2000, foi proibido pelo governo a venda de tomadas e adaptadores para o padrão. Antes da instauração do novo padrão, existiam no país 8 tipos de tomadas e 12 plugs diferentes, pela falta de compatibilidade entre tomadas e plugs os pinos de tomadas ficavam expostos e diversas vezes o uso de adaptadores era necessário, criando situações de risco.

O novo padrão de tomadas tem formato talhado em seis faces e seu ponto de contato rebaixado, em poço, evita o contato acidental com os pinos ou que somente um pino da tomada entre em contato com a corrente e que haja o contato com o outro exposto. Devido a esse formato, quando o aparelho esta conectado é impossível o contato com qualquer parte energizada. Além disso, todas as tomadas possuem espaço para o plug terra, o que evita choques elétricos oriundo de aparelhos em curto-circuito. Além disso, existem pinos mais grossos e mais finos, referentes à potência do aparelho, aqueles que utilizam mais watts tem pinos mais grossos, lhes garantido uma maior resistência e segurança.


*Fontes: www.inmetro.gov.br/qualidade/pluguestomadas/ e www.hagah.com.br/especial/rs/decoracao-rs/19,0,3208427,Entenda-o-porque-do-novo-padrao-brasileiro-de-tomadas-eletricas.html

Formação de raios

Durante a ocorrência de chuvas é normal observamos a incidência de descargas elétricas, que conhecemos como raios. A formação dos raios acontece devido à diferença de potencial que se instaura entre as nuvens e o solo e também entre as nuvens, isso permite a passagem de corrente entre os dois polos que se formam – um de cargas elétricas negativas e outro de cargas elétricas positivas.

A descarga elétrica de um raio carrega uma grande quantidade de energia de cerca de 125 milhões de volts, no entanto, nem toda essa potência representa energia elétrica. Parte dela é liberada em forma de calor, parte em forma de luz e parte em forma de som. Como calor, a energia é liberada pela temperatura a que um raio chega, entre 25 e 30 mil graus centígrados. Já como luz ela é liberada por meio do relâmpago, que é formado pela luz liberada pelos átomos do ar enquanto a corrente do raio atravessa por ele e, por sua vez, o trovão é o resultado da rápida expansão do ar em virtude do aumento da temperatura por onde o raio passa, responsável pela liberação sonora.

Sempre vamos observar que o trovão acontece após o relâmpago, isso acontece porque a velocidade da luz é maior do que a do som. Essa diferença possibilita que seja possível calcular a distância relativa do ponto de queda de um raio, a partir da observação do relâmpago e do som do trovão. A velocidade do som no ar é de cerca de 340 metros por segundo, então se escutamos um trovão 3 segundos após vermos um relâmpago, significa que o raio “caiu” a cerca de um quilometro de distância do ponto em que estamos.

*Fontes: www.fisica.icen.ufpa.br/aplicada/formac.htm e www.brasilescola.com/fisica/raios.htm

Dicas para economizar energia elétrica

Veja algumas dicas sobre os métodos simples de economizar energia elétrica em sua casa.

Na lavadora de roupas:

– Lave de uma só vez o máximo de roupas possível, de acordo com o indicado pelo fabricante.
– O filtro da máquina deve ser limpado com frequência.

No aparelho de televisão

– Desligue a TV sempre que não estiver utilizando.
– Se possível, opte por um aparelho com timer, que pode ser programado para desligar a TV automaticamente.

Ferro elétrico

– Acumule o máximo de roupas possível para que passá-las de uma só vez.
– As roupas leves como lingeries, por exemplo, podem ser passadas após o ferro ser desligado.
– Desligue o ferro caso o serviço seja interrompido, mesmo que por pouco tempo.

Chuveiro elétrico

– Instale utilizando boas conexões boas e fios adequados.
– Coloque a chave na posição verão em dias quentes.
– Jamais reaproveite uma resistência queimada. Pode colocar a sua segurança em risco além de aumentar o consumo.
– Os furos de saída de água do chuveiro devem ser limpados.

Lâmpadas

– Abra as cortinas e aproveite a luz natural do dia sempre que puder.
– Quando ninguém estiver no local apague as luzes.
– Em locais onde a luz fica acessa por mais de quatro horas por dia, opte por lâmpadas fluorescentes.

Geladeira

– Não utilize a parte traseira da geladeira para secar panos, roupas e calçados.
– Realize a limpeza e o degelo periodicamente.
– Abra a porta da geladeira somente quando necessário.
– Não coloque panos sob as prateleiras.
– Verifique sempre as borrachas de vedação da porta

*Fonte: AES Eletropaulo

A importância do técnico de segurança do trabalho

A atividade do Técnico de Segurança do Trabalho é de extrema importância dentro das organizações, para o país, além de representar a segurança física e mental do trabalhador. A primeira regulamentação é datada do final da década de 1980 e durante os anos passou por reformulações e atualizações necessárias às mudanças do ambiente de trabalho, atualmente ela é composta por legislações e normas regulamentadoras dos Ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social.

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho de 2011, divulgados pela Previdência Social, apresentaram um número de 711.164 acidentes no ano. No entanto, esses números são maiores, uma vez que essas estatísticas são produzidas a partir dos dados dos trabalhadores contribuintes da Previdência Social, que representam somente um terço da população economicamente ativa. Mas, mesmo em vista a isso, os dados já são alarmantes, uma vez que quase 3 mil trabalhadores foram a óbito nesse ano.

O trabalho do Técnico em Segurança do Trabalho é exatamente nas atividades de prevenção, auxílio e vistoria para que esses números possam ser controlados e reduzidos no ambiente de trabalho. O técnico é formado para realizar a análise do local de trabalho para a aplicação dos meios de prevenção, a partir do uso dos Equipamentos de Proteção Coletiva, adaptações e modificações para a segurança e por fim o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. Além disso, ele é responsável por vistoriar a aplicação por parte da empresa das formas de proteção e do uso dos equipamentos necessários pelos trabalhadores. Dessa maneira, o técnico é um dos principais responsável pela segurança diária dentro do ambiente de trabalho.

*Fonte:http://profissoesdefuturo.com.br/mapa-de-profissoes/tecnico-de-seguranca-do-trabalho, http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnico_em_seguran%C3%A7a_do_trabalho,http://www.areaseg.com/seg/,http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=DYNAMIC,oracle.br.dataservers.CourseDataServer,selectCourse&course=143&template=380.dwt&unit=NONE&testeira=1016, http://www.promerito.com.br/jobdescriptor/cargos/rh/tecseg.htm

Sobre os Benjamins ou “T”

Esses utensílios são bem úteis e muito utilizados. Entretanto, é importante que a população saiba como evitar situações que possam causar curto circuito ou uma sobrecarga na sua instalação elétrica. Ao utilizarmos os benjamins, estamos somando as potências de todos os aparelhos que neles são acoplados, fazendo com que o fio da tomada fique sobrecarregado. Desta maneira, a utilização do benjamim não deve ser permanente. Segundo o Ministério da Saúde, os choques elétricos encontram-se entre as 03 (três) principais causas de mortes e sequelas na faixa etária entre zero e quatorze anos no País.

Antes de utilizar o seu benjamim, observe alguns cuidados:

– Introduza-o em locais onde haja ventilação permanente;
– Não o deixe perto de aparelhos que esquentam muito, como estufas, pois ele pode derreter com o calor excessivo ou contínuo;
– Se estiver molhado, não chegue perto de aparelhos elétricos, você pode levar um choque;
– Deixe crianças longe de benjamins e tomadas;
– Seque bem as mãos antes de ligar uma tomada ou benjamim e nunca desligue um aparelho puxando pelo fio;
– Proteja os fios desencapados.

Lembre-se de verificar a amperagem do benjamim, cada fabricante e cada material possui um limite que é especificado no produto.

*Fonte:www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/benjamins

Ferramentas de teste sem fios Fluke

Equipe sem fios da Fluke

Suas ferramentas conectadas. 

Faça leituras mais rapidamente. Resolva os problemas mais rápido. As ferramentas de teste sem fio CNX da Fluke trabalham juntas para ajudá-lo a resolver os problemas mais rápido. Com a equipe CNX, as medições são:

Remotas
Simultâneas
Graváveis

O multímetro sem fios CNX 3000 exibe as medições do medidor, mais as leituras de até 3 módulos sem fios, em distâncias de até 20 metros. Adicione um laptop e reveja dez medições de uma só vez. Este conjunto personalizável de ferramentas, desenvolvido com a durabilidade, a confiabilidade e a qualidade que você espera das ferramentas.

Saiba mais no site da FLUKE.
Fonte: www.abracopel.org.br

Qualidade das instalações elétricas

Pequenos detalhes podem passar despercebidos e comprometer a qualidade da instalação

De acordo com a NBR 5410, norma brasileira que estabelece condições em que as instalações elétricas de baixa tensão devem satisfazer a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens, alguns cuidados devem ser observados no ato da execução do projeto.

Além das cores, do diâmetro e do tipo de instalação dos cabos, devemos prestar muita atenção para outros itens que podem evitar acidentes. Seccionar sempre o cabo de fase para instalar um interruptor, além de evitar problemas com os equipamentos de iluminação, evita choques elétricos quando, por exemplo, uma pessoa não qualificada for trocar uma lâmpada por exemplo.

Para facilitar e ajudar os instaladores, a ABB sempre coloca em seus catálogos todos os esquemas de ligação de seus equipamentos da linha residencial.

Outros diferenciais técnicos dos produtos ABB são as marcações claras de fase e retorno e os bornes automáticos. Nos interruptores, a marcação clara facilita a instalação, enquanto os bornes automáticos garantem uma conexão perfeita, evitando um torque inapropriado.

Esse tipo de problema pode causar uma má conexão ou rompimento do condutor, que pode ocasionar um mau contato ou até curto circuito na instalação.

Para evitar problemas como os mencionados acima, fique por dentro das atualizações das normas de instalações elétricas e utilize sempre produtos ABB.

Fonte: www.abracopel.prg.br

Proteção infantil – segurança no seu dia a dia

Acidentes domésticos podem ocorrer quando nos menos esperamos

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. Por isso precisamos nos prevenir para evitar que fatalidades ocorram.

A proteção infantil é um mecanismo que bloqueia a entrada de objetos nos orifícios das tomadas, evitando acidentes. Olhando externamente é uma tomada convencional. O seu único diferencial são os orifícios que estão bloqueados, ou seja, quando olhamos as tomadas pela parte da frente, não vemos os contatos elétricos da fase, somente o do pino terra.

O mecanismo funciona bloqueando os orifícios, que impossibilita a inserção acidental de objetos nos contatos elétricos da tomada, evitando assim o choque elétrico. Uma espécie de persiana tampa os orifícios que, somente ao serem inseridos simultaneamente os dois pinos do plugue na tomada, o contato será liberado, possibilitando a conexão do equipamento à eletricidade com segurança para o usuário.

A ABB se preocupa com detalhes que fazem muita diferença no dia a dia das pessoas. Por isso, todas as tomadas das novas linhas residenciais da ABB trazem este diferencial de série, garantindo maior segurança a nossos clientes.

Fonte: www.abracopel.org

O que faltou na padronização de plugues e tomadas no Brasil

O Colaborador – Gerhard Enrich Boeme, nos enviou este e-mail com algumas considerações a respeito da padronização de tomadas e plugues no Brasil, que são pertinentes, pois ele não critica o padrão adotado, mas faz considerações a cerca de falhas no sistema de transição que coloca em risco os usuários de eletricidade. Com a devida autorização do Sr. Gerhard, decidimos publicar na íntegra o texto para que todos possa avaliar, tirar suas próprias conclusões e fazer seus comentários.

Com a palavra o nosso Ministro do Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que acumula as responsabilidades como Presidente do Cometro.

No texto abaixo, no qual entendo deve ser lido, debatido, criticado e divulgado, apresento um cenário que somente se verifica em uma guerra, são mortos, uma infinidade de pessoas acidentadas, muitas com sequelas que chegam as mutilações e residências e locais de trabalho destruídos pelos incêndios. Dentre as principais vítimas temos os jovens e as crianças. Dentro desta realidade não podemos ficar inertes, muito deve ser feito, em especial por parte dos servidores públicos presentes no 1º Setor, com destaque às lideranças, como a do Excelentíssimo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Presidente do INMETRO e tantos outros que direta ou indiretamente podem ser apontados como responsáveis por esta tragédia brasileira.

Pior é que como a escalada da violência (de responsabilidade primária do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça), a escalada das drogas (… do Ministério das Relações Exteriores) e a escalada dos acidentes de trânsito (… do Ministério das Cidades e… do Ministério dos Transportes) e de trabalho (… do Ministério do Trabalho e Emprego), temos mais uma contribuição significativa que compromete os recursos destinados à Saúde no Brasil, esta agora de responsabilidade primária do MDIC, já que recursos devem ser canalizados para o atendimento das vítimas de mais um descaso da administração pública federal.

A realidade é que temos um cenário de guerra no Brasil, muito se deve às políticas desenvolvidas, ou melhor, não desenvolvidas por parte do Governo Federal, onde uma ideologia se coloca a frente das necessidades da população, há qual cada dia mais se vê vítima da violência, isso enquanto idiotas tentam reescrever a história e administrar o país com base no espelho retrovisor, ou estou errado?

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças  (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. E a esse número devemos somar as crianças que sofreram traumas, sequelas e principalmente, as que saíram mutiladas: www.drauziovarella.com.br/letras/c/choques-eletricos/. Esta é apenas uma pequena, embora não seja trágica, amostra da violência que caracteriza hoje o Brasil. E não é sem razão que temos hoje uma das sociedades mais violentas do mundo:

a) 14 das 50 cidades mais violentas do mundo estão no Brasil e Curitiba é uma delas, uma cidade que no início desse século era tida como uma das com a melhor qualidade de vida. É onde se concentra a maioria dos descendentes de alemães.

b) Tivemos nos últimos 30 anos mais de 1 milhão de homicídios   e o crescimento é exponencial.

c)  Em 2012 tivemos mais de 200 mil vítimas fatais devido a violência  , onde a impunidade se faz presente, seja em termos de IHA, acidentes de trânsito e acidentes de trabalho, é um número que produz mais mortes e torturados em apenas um único dia que em todo o período do regime militar, mas que por parte das ações tomadas no período, a ênfase e articulação política, em especial no âmbito dos direitos humanos, para o período de nossa história de 1964-1985 que para a realidade atual, a gestão foi no sentido de se administrar o país com base no espelho retrovisor, ou como era dito por uma dos mais importantes brasileiros, com a lanterna na popa.

d) O custo da violência supera 5% de nosso PIB, isso segundo estudos desatualizados realizados pelo IPEA, eu estimo em mais de 10% e apresento razões. Esta questão é preocupante, pois termos dois grandes mega eventos programados, mas se considerarmos o potencial da indústria do turismo, vemos que a violência é de longe um dos principais motivos que afastam investidores no Brasil e que assusta os turistas, muito embora poderia ser o turismo uma das principais indústrias no campo de geração de emprego, riqueza e renda.

e) O medo é hoje uma constante dos brasileiros, o custo do medo levou os brasileiros a realizarem um gasto com sistemas eletrônicos de segurança superior a US$ 2 bilhões, mais que R$ 4 bilhões em 2012. Isso segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Mas este valor é muito subestimado, pois a maior parte do investimento é feito através de equipamentos adquiridos legalmente e ilegalmente no exterior.

f) O Brasil é hoje o país onde circulam o maior número de veículos blindados no mundo, isso de acordo com as informações divulgadas pela Associação Brasileira de Blindagens (Abrablin), isso mesmo, já existe até uma associação do setor. De acordo com especialistas em segurança, o total de veículos com esse tipo de proteção é tão grande que se tornou um indicador para aferir o grau de criminalidade nacional. Quanto maior ele for, pior estará o Brasil nesse campo – até porque seu crescimento tem acompanhado o de alguns dos mais perversos crimes praticados no país. E vale lembrar que o custo com a blindagem é hoje superior a R$ 50 mil.

g) Cada 5 minutos uma mulher é violentada no Brasil, muitas são mortas. Temos uma secretaria de Estado voltada a questão, mas que não tem conseguido alterar a triste realidade, temos uma CPMI em andamento no Congresso, o que não é divulgado e que mesmo com ela tivemos pouca evolução.

h) E somos um dos campeões de estupro. O Brasil é uma nação estuprada. Os números oficiais de estupros cometidos no Brasil são um mistério. Em uma pesquisa você vai encontrar que “a cada 12 minutos uma mulher é estuprada no Brasil”. Portanto, seria um número consideravelmente alto. Talvez os números não sejam divulgados para que as vítimas não sejam rotuladas como estatísticas ou para não espalhar pânico, haja vista que nenhuma medida definitiva é tomada para ao menos inibir os estupradores.

O brasileiro está anestesiado frente tamanha violência, não se dá conta que nos telejornais mais de um terço das notícias são sobre a violência no Brasil, onde até mesmo uma novela retratou um dos tristes casos de violência, que levaram o termo “brasileirinha” ser sinônimo de prostituta em muitas cidades de Portugal, Espanha, Itália, etc. Enquanto isso, em 2008, o nosso ministro das relações exteriores se indignava quanto ao fato de brasileiras serem barradas quando pretendiam entrar na Espanha:

A novela “Salve Jorge” mostrou claramente a razão das deportações.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u379842.shtml

“É certo que só quem gosta de mudança é a Lusitana, mas devemos dar atenção a esta questão, pois introduzimos um risco em nossas casas e estamos expondo a um acidente os que mais amamos”. (Gerhard Erich Boehme).

Criou-se no Brasil uma polêmica enorme sobre esta questão dos plugues e tomadas. Muitos são da opinião que foi mais uma forma de se arrancar mais dinheiro do consumidor. Muito se fala sobre o aumento nos custos, em especial dos consumidores, já que todos os custos de produção foram e serão a eles repassados, assim como ocorre os impostos. Seguramente faltou uma maior participação da sociedade na questão. Mas agora temos um grande e grave problema em curso, o qual não foi avaliado corretamente pelos especialistas e por parte de nossas autoridades: o período de adaptação, ou de conversão.

Como engenheiro, especialista em engenharia da qualidade e especialista em administração e conservação de energia poderia discursar sobre as vantagens da padronização, teria todos os argumentos do mundo a favor da nova padronização de plugues e tomadas para o mercado brasileiro, mas destaco duas vantagens principais: a) irá permitir a diminuição de perdas de energia e b) irá aumentar a segurança do consumidor e das instalações, pois com o novo modelo passamos a ter um terminal que se ajusta de forma perfeita, facilitando a condução da corrente elétrica, evitando o faiscamento, o aquecimento e o risco de curto-circuito e até mesmo incêndio.

Ocorre, porém que estamos dentro de um período de adaptação, e a sociedade não está sendo informada sobre como proceder corretamente, como também os nossos empreendedores, os que atuam no ramo da manutenção de equipamentos e instalações elétricas não estão sabendo aproveitar a oportunidade que o mercado nos apresenta face a esta situação e assim apresentar como um dos serviços a substituição de plugues com o uso de equipamentos seguros.

Como perito criminal e engenheiro de segurança do trabalho entendo que esta questão é hoje uma grave ameaça aos brasileiros, uma fonte de risco enorme que foi trazida para dentro de casa e do local de trabalho. O brasileiro está se expondo a um risco que não foi avaliado pelos especialistas envolvidos e pelas nossas autoridades e que requer por parte deles, e da mídia em geral, um esforço no sentido de esclarecer qual a melhor forma de proceder e a urgência para que o faça.

Antes de se introduzir esta mudança a realidade era tal que os modelos comercializados no Brasil permitiam o acesso pelo usuário a partes vivas, devido a possibilidade de serem inseridos parcialmente ou unipolarmente.

Se padrão foi criado, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, ao diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios e mortes, isso não está ocorrendo, pois o que vemos é o brasileiro se adaptando, gambiarrando, e neste cenário de adaptação o que temos são as gambiarras de todos os tipos. Para se fazer a conexão adquire-se adaptadores, os quais não concorrem para a diminuição de perdas de energia e o que é pior, estão criando situações onde se compromete a segurança do usuário e de seus familiares e das instalações.

Se nos últimos dez anos antes do novo padrão, o DataSUS registrou 13.776 internações com 379 óbitos e mais 15.418 mortes imediatas decorrentes de acidentes relativos à exposição a correntes elétricas em residências, escolas, asilos e locais de trabalho, agora o que temos é um aumento no número de acidentes e mortes, como também uma das causas de incêndio, resultado das adaptações ou improvisações realizadas sem conhecimento técnico necessário.

As maiores vítimas

Neste novo cenário de tragédia, são as crianças e os jovens as maiores vítimas. Ocorre que elas fazem uso, a cada dia mais e mais, de equipamentos elétricos que necessitam de plugues e tomadas para que possam funcionar ou carregar suas baterias, mas os pais ou responsáveis não estão dando a devida atenção ao risco a que elas estão sendo expostas. Se elas não conseguem fazer a conexão, o primeiro impulso é tentar encontrar dentro de casa um “adaptador” que possa atender as suas necessidades, assim criando uma situação que agrava o risco. Assim hoje o choque elétrico é a terceira maior causa de morte de crianças e jovens no Brasil.

Se no primeiro momento se pensou que com o novo modelo estaríamos reduzindo o risco de choque elétrico a quem estiver manipulando os plugues, além de permitir a inserção de vários modelos de plugues conectados a equipamentos de diferentes tensões e correntes, o que pode ocasionar danos aos equipamentos e às instalações elétricas, provocando mau contato e aquecimento elétrico e resultando em perdas de energia, não se pensou no segundo momento, o de transição e esta deve durar ainda alguns anos, ou mesmo décadas se não nos mobilizarmos.

Qual a família que irá se desfazer do equipamento atual só porque o plugue não se encaixa direito na tomada? Nenhuma. Irá partir para as adaptações. Essa á a realidade.

E nem todos os produtos colocados no mercado estão adaptados ao novo modelo. Infelizmente temos uma infinidade de equipamentos não adaptados ao novo modelo sendo introduzidos no Brasil, seja por contrabando, vindo na bagagem de uma viagem internacional ou pela fronteira, ou pela importação direta, ou ainda sendo produzido de forma ilegal. É uma triste realidade.

A intensão foi boa, mas o cenário atual é de guerra.

Produz os efeitos de uma guerra. Mortos, feridos e imóveis destruídos.

Se na busca pelo aperfeiçoamento do programa de certificação destes produtos, foi adotada a padronização brasileira de plugues e tomadas, não nos preparamos para o período de adaptação.

Tivemos o Inmetro trabalhando de forma exemplar com o setor produtivo e a sociedade organizada na regulamentação específica de plugues e tomada para uso doméstico e assim assegurando a implementação da norma NBR 14136, agora na versão ABNT NBR 14136:2012 Versão Corrigida:2013, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Com essa norma, os ensaios de segurança elétrica estão sendo atendidos. Mas o alcance está restrito aos que adquirem os novos produtos brasileiros, produzidos e comercializados legalmente, o que não alcança, infelizmente, dois terços da totalidade.

Como administrador entendo que ainda nos falta uma boa gestão sobre esta questão, se por um lado a padronização, além de proteger ainda mais o cidadão e assegurar a eficiência energética, propicia a concorrência justa da indústria nacional e a torna mais competitiva no comércio globalizado, por outro está expondo o brasileiro a uma situação maior de risco, em especial as crianças e os jovens, agora cada dia mais conectados, não apenas ao mundo, mas também às tomadas, quando em contato com os plugues, as tomadas fixas ou móveis, os cordões conectores, os cordões prolongadores e os cordões de alimentação que não se adaptam.

O que falta ser feito?

No meu entender falta a gestão e a tomada de ações fundamentais a serem desenvolvidas:

1. Impedir ou intensificar a fiscalização para que não sejam comercializados no Brasil equipamentos com adaptadores, em especial os chingling que hoje invadem o mercado brasileiro.

2. Restringir, ou mesmo impedir, a produção e comercialização de adaptadores. Nota: se permitida a venda esta deveria se dar com a obrigatoriedade de uma etiqueta de advertência e principalmente com a advertência do perigo impressa quanto ao uso da mesma.

3. Criar e divulgar uma rede nacional de empresas autorizadas a procederem a substituição de plugues, permitindo assim que tenhamos um local, preferencialmente perto de casa, onde pode ser retirado o plugue obsoleto e introduzido um novo que esteja em conformidade com o novo padrão brasileiro, sem que se recorra a alternativa de adquirir um plugue desmontável e proceder a troca sem o conhecimento e a habilidade necessária.

4. Orientar o consumidor, isso feito também pelas empresas de assistência técnica ou de prestação de serviços de garantia, para proceder a substituição do plugue, ou que elas, as empresas de assistência técnica ou de prestação de serviços de garantia, forneçam o serviço.

5. Promover a conscientização de toda a sociedade brasileira para os riscos, em especial nas escolas, o que pode ser feito nas matérias de física ou correlata.

6. Permitir que seja disponibilizada gratuitamente a norma ABNT NBR 14136: 2013 atualmente comercializada pela ABNT pelo valor de R$ 90,90.

7. Produzir e distribuir, assim como é feito com as camisinhas por parte do governo, a distribuição de cartilhas e dispositivos – plugue cego, também conhecido como bebê seguro – para toda a população.

E vale lembrar que segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2012 ocorreram 232 acidentes fatais com crianças (de 0 a 14 anos de idade), que poderiam ser evitados se fossem utilizadas alternativas simples como a proteção infantil para tomadas residenciais. Por isso precisamos nos prevenir para evitar que fatalidades ocorram. E o uso deste tipo de proteção tem também o caráter educativo, nos fazem lembrar que o uso da eletricidade oferece riscos.

E como professor e consultor, vejo como fundamental não apenas um amplo processo de conscientização e educação, mas que a partir do 1º Setor tenhamos:

8. O governo, nos três níveis (federal, estadual e municipal), desonerando seletivamente a produção e comercialização de plugues e tomadas por um prazo determinado, até que se possa proceder a substituição de todos os equipamentos hoje existentes nas residências oferecendo risco à população, bem como, em paralelo, proceder uma ampla campanha de educação e conscientização.

A padronização foi tornada obrigatória em portaria do Inmetro publicada em 2000 e desde julho de 2011 já não é mais permitida a venda de plugues fora do padrão, mas a realidade é triste, foi desconsiderado o risco na adaptação dos equipamentos adquiridos anteriormente e a falta conscientização para que não se façam gambiarras para o uso de produtos, entre outros, os adquiridos no exterior ou diretamente importados. E deve ser considerado que temos ainda os produtos contrabandeados, infelizmente largamente comercializados no Brasil e os que aqui são produzidos ilegalmente, não observando os requisitos da norma ABNT NBR 14136: 2013.

Entendo que a prevenção é a principal saída para a problemática dos acidentes, mas esta ainda permanece como um desafio.

A prevenção não é encarada como prioridade no País.

Muitas vezes é necessário que os problemas ocorram – dengue, AIDS, alagamentos, drogas – para só depois se rever os prejuízos. Marca o brasileiro como profundo adepto da cultura da lombada.

Além disso, o acidente nem sempre é notificado e tratado como tal, gerando ainda mais obstáculos na busca de soluções. No pronto-socorro não é questionado se o choque que produziu a ferimentos foi resultante de uma adaptação ou se as instalações estavam em conformidade com a ABNT NBR 14136:2013.

Com a conscientização da sociedade, pelo menos 90% dos acidentes poderiam ser evitados com atitudes preventivas, como:

• Ações Educativas;

• Modificações no meio ambiente – substituição das tomadas antigas e instalações improvisadas;

• Modificações nos equipamentos – substituição dos plugues;

• Instalação dos plugues cegos (bebê seguro) nas tomadas ou a instalação de que podem estar ao alcance de crianças, em especial dos bebezinhos que estão dando os primeiros passos e conhecendo o mundo com suas mãozinhas.

• Criação e cumprimento de legislação e regulamentação específicas, com destaque ao uso da norma NBR 14136, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Considerações: Sabemos que os acidentes elétricos causam mortes, acidentes, mutilam e reduzem a capacidade física das pessoas, ela igualmente está entre as primeiras como causa de mortes relacionadas com o trabalho. No Brasil, por força de lei os proprietários de edifícios e instalações, devem implantar programas de segurança elétrica que protejam os trabalhadores. Mas não é só na indústria que o acidente elétrico é uma ameaça, ainda mais agora com as adaptações, o risco existe dentro de casa e no local de trabalho.

Neste sentido é fundamental que pais e responsáveis e bons gestores venham a realizar a) a avaliação da instalação: orientação sobre como melhorar a rede elétrica e garantir a segurança; b) fazer um levantamento ou mesmo uma auditoria de eficiência energética visando a identificação de áreas em que é possível economizar custos de modo a minimizar o desperdício de energia, mesmo que seja pequena ou imperceptível, como nas conexões elétricas, que podem ser identificadas pelo aquecimento; c) consultar os profissionais com a competência necessária para possamos atender suas recomendações sobre como melhorar a infraestrutura elétrica da instalação para atender aos objetivos de desempenho e segurança desejados; e d) promover a atualização tecnológica, substituindo componentes, equipamentos e instalações que possam ser mais eficientes e seguros.

E para quem não sabe diferenciar os termos eficiência e eficácia, fica a minha sugestão, pois eficiência, entendo que refere-se à capacidade de executar corretamente uma determinada tarefa com o melhor aproveitamento (otimização) dos recursos disponíveis. “É fazer certo a coisa”. Isso não quer dizer que a coisa é certa.

Eficiência: Relação entre o resultado alcançado e os recursos usados, segundo a ABNT NBR ISO 9001:2005 Sistemas de gestão da qualidade – Fundamentos e vocabulário, norma que não deve ser confundida com a ISO 9001, que apresenta requisitos.

Já a eficácia, entendo que refere-se à capacidade de executar uma determinada tarefa de maneira a atingir os objetivos estabelecidos. “É fazer a coisa certa”.

Eficácia: Extensão na qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados alcançados (ABNT NBR ISO 9001:2005).

Veja também:

http://www.inmetro.gov.br/qualidade/pluguestomadas/

http://criancasegura.org.br/page/dados-sobre-acidentes

http://www.inmetro.gov.br/legislacao/resc/pdf/RESC000229.pdf

http://www.ricardomattos.com/plugues_tomadas.html

Fonte: www.abracopel.org.br