Queimaduras Elétricas

O contato da corrente elétrica com o corpo humano propícia uma serie de efeitos colaterais. Quando ocorre um choque elétrico a corrente atinge o organismo através da pele, as queimaduras de origem elétrica representam até 20% dos atendimentos por queimadura anualmente. A passagem de corrente por qualquer corpo acarreta na elevação da temperatura, por isso, quando a passagem é pelo corpo, na maioria das vezes os envolvidos apresentam queimaduras.

A pele humana apresenta alta resistência à passagem de corrente, devido a isso a passagem de qualquer corrente pode acarretar em alterações estruturais, as “marcas de corrente”. Por isso e pelo fato de a corrente elétrica ter contato com camadas profundas da pele e outros órgãos do corpo, a queimadura elétrica possui características únicas.

– Queimaduras por contato
– Queimaduras por arco voltaico
– Queimaduras por vapor metálico

Acesse AQUI a Cartilha para tratamento de emergências das queimaduras do SUS

Como acontecem as lesões

As lesões por corrente elétrica ocorrem no percurso de passagem da corrente entre o ponto de entrada e de saída do corpo. A voltagem e a amperagem, junto ao tempo de exposição, a resistência do corpo, a magnitude e caminho percorrido pela corrente, são os fatores que determinam a extensão e profundidade da lesão. Essa passagem pelos tecidos pode levar a destruição das terminações nervosas, o que faz das queimaduras elétricas menos dolorosas. No entanto, nisso reside um dos maiores riscos, porque esse tipo de queimadura tente a progredir em profundidade, mesmo após desfeito o contato, podendo encontrar órgãos vitais.

Não há necessidade de contato direto de uma pessoa com as partes energizadas, a passagem da corrente pode ocorrer devido a uma descarga elétrica ou a um arco voltaico, caso o indivíduo esteja próximo a partes energizadas. A eletricidade pode causar diversas formas de queimadura, o que leva a uma taxa de mortalidade de 3% e 15%. Pela diferença de cada tipo existe a seguinte classificação: queimaduras por contato; queimaduras por arco voltaico; queimaduras por radiação (em arcos produzidos por curtos-circuitos); queimaduras por vapor metálico.

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Efeitos do Choque Elétrico

Efeitos do choque elétrico

Ao passar pelo corpo humano, a corrente elétrica pode causar os seguintes distúrbios:

• Inibição dos centros nervosos, inclusive dos que comandam a respiração, causando assim a parada respiratória;
• Alteração no ritmo cardíaco podendo produzir fibrilação ventricular e consequentemente a parada cardíaca;
• Queimaduras profundas, produzindo necrose do tecido, ossos, músculos, órgãos etc.;
• Alteração do sangue provocada por efeitos térmicos eletrolíticos da corrente elétrica;
• Perturbação no sistema nervoso;
• Queimaduras superficiais com sequelas em vários órgãos do corpo humano produzindo deficiências futuras como problemas renais, mentais, pulmonares, etc.;
• Contrações musculares (tetanização dos músculos)
• Retenção sanguínea.

Parada cardíaca ou respiratória e fibrilação cardíaca. A morte por asfixia ocorrerá se a intensidade da corrente elétrica for de valor elevado,normalmente. Acima de 30 mA e circular por um período de tempo relativamente pequeno,normalmente por alguns 14 segundos. Daí a necessidade de uma ação rápida, no sentido de interromper a passagem da corrente elétrica pelo corpo. A morte por asfixia vem do fato do diafragma da respiração se contrair tetanicamente, cessando assim, a respiração. Se não for aplicada a respiração artificial dentro de um intervalo de tempo inferior a três minutos, ocorrerão sérias lesões cerebrais e possível morte.

A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de corrente da ordem de 15mA que circulem por períodos de tempo superiores a um quarto de segundo. A fibrilação ventricular é a contração disritmada do coração que, não possibilitando desta forma a circulação do sangue pelo corpo, resulta na falta de oxigênio nos tecidos do corpo e no cérebro. O coração raramente se recupera por si só da fibrilação ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfibrilador, a fibrilação pode ser interrompida e o ritmo normal do coração pode ser restabelecido. Não possuindo tal aparelho, a aplicação da massagem cardíaca permitirá que o sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o desfibrilador, na ausência do desfibrilador deve sera plicada a técnica de massagem cardíaca até que a vítima receba socorro especializado.

Contração muscular / Tetanização

Todo o músculo percorrido por uma corrente elétrica sofre um estímulo que provoca sua contração. A força da contração muscular depende da intensidade e do tipo da corrente do choque elétrico. Já a tetanização é a paralisação (crispação) do músculo causado pela intensa contração muscular devido ao choque elétrico, mesmo cessado o choque elétrico o músculo persiste paralisado por certo tempo. A tetanização é uma espécie de câimbra no músculo causado pelo choque elétrico. Na figura abaixo temos os valores da corrente de choque elétrico senoidal x frequência, para as mesmas condições de contração muscular.

Curva 1 – mostra o limite convencional das intensidades de corrente elétrica do choque que não resulta nenhuma percepção
Curva 2 – Início da percepção para 50% das pessoas 15
Curva 3 – Início da percepção para 99,5% das pessoas
Curva 4 – Corrente de largar para 99,5% das pessoas
Curva 5 – Corrente de largar para 50% das pessoas
Curva 6 – Corrente de não largar para 99,5% das pessoas

Queimaduras causadas pela passagem da corrente elétrica.
A passagem da corrente elétrica por um corpo que possui resistência elétrica, parte da energia é transformada e liberada na forma do calor. Este efeito é conhecido como Efeito Joule e é calculado
como a equação abaixo:

O calor liberado aumenta a temperatura da parte atingida do corpo humano, podendo produzir vários efeitos e sintomas, tais como:

• Queimaduras de 1º, 2º ou 3º graus nos músculos do corpo
• Aquecimento do sangue, com sua consequente dilatação,
• Aquecimento podendo provocar derretimento dos ossos e cartilagens
• Queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida
• Queima das camadas adiposas ao longo da derme, tornando-as gelatinosas.
As condições acima não acontecem individualmente, mas sim associadas.
Como o efeito térmico depende da corrente elétrica ao quadrado, e a corrente para o choque de alta tensão é grande, seu poder de queima é igualmente grande.

O choque em alta tensão queima, danifica, fazendo buracos na pele, principalmente nos pontos de
entrada e saída da corrente elétrica no corpo humano. Na maioria dos casos fatais em alta tensão as vítimas morrem devido aos ferimentos causados pelas queimaduras, e as que não morrem acabam ficando com sequelas como, por exemplo, perda de massa muscular, perda parcial dos ossos, diminuição, atrofia muscular, perda da coordenação motora, cicatrizes, etc. Além disto, toda queimadura acaba facilitando a infecção pela redução da imunidade da pele.

Resistência elétrica do corpo humano

A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá, em muito, da resistência elétrica que esta oferecer à passagem da corrente, e também de qualquer outra 16 resistência adicional entre a vítima e a terra. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é constituída de células mortas. Esta resistência está situada entre 100.000 e 600.000 ohms, quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes, e a variação apresentada é função da sua espessura.

Quando a pele encontra-se úmida, condição mais facilmente encontrada na prática, a resistência elétrica do corpo diminui. Cortes também oferecem uma baixa resistência. Pelo mesmo motivo, ambientes que contenham muita umidade fazem com que a pele não ofereça uma elevada resistência elétrica à passagem da corrente. A pele seca, relativamente difícil de ser encontrado durante a execução do trabalho, oferece maior resistência à passagem da corrente elétrica. A resistência oferecida pela parte interna do corpo, constituída, pelo sangue músculos e demais tecidos, comparativamente à da pele é bem baixa, medindo normalmente 300 ohms em média e apresentando um valor máximo de 500 ohms. As diferenças da resistência elétrica apresentadas pela pele à passagem da corrente, ao estar seca ou molhada, podem ser grande,considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que apresente uma diferença de potencial de 120 volts, teremos:

Eletrólise no sangue

O corpo humano é constituído de 70% de matéria liquida, que tem dissolvido, ou em suspensão, vários tipos de sais minerais, o choque em corrente contínua provoca o efeito aglutinação dos sais,
fenômeno este conhecido por eletrólise.

A eletrólise ocorre no sangue e no plasma liquido de todo o corpo no sangue este efeito pode
ocasionar:

• Mudança da concentração de sais minerais, produzindo desequilíbrio no corpo humano (mudança no equilíbrio de K+ no sangue)
• Glutinação de sais, produzindo bolinhas que provocam coágulos no sangue, provocando trombose.
No caso de corrente alternada o efeito eletrólise é muito pequeno podendo ser desconsiderado.

Danos no cérebro

Parte dos acidentes com choque elétrico ocorrem com contato na cabeça, principalmente na parte
superior da cabeça. Quando a corrente elétrica passa através do cérebro, ou por parte dele, pode produzir efeitos diversos. Os mais comuns são:

• Inibição do cérebro;
• Dessincronização de seus comandos
• Edema
• Isquemia
• Aquecimento
• Dilatação

Em alguns casos, o choque elétrico pode produzir sequelas que vão desde a perda de visão, fala,
memória e raciocínio, até o comprometimento dos movimentos.

Danos Renais

O efeito da corrente elétrica passando pelos rins, pode comprometer o funcionamento deste órgão causando insuficiência renal ou Eneuresia (incontinência urinária) Os choques elétricos que produzem queimaduras em tecidos internos liberam grande quantidade de meoglobina, uma substância tóxica para os rins, o que acarreta a insuficiência renal. O grande fato é que a maioria dos problemas renais acaba aparecendo após certo tempo de o choque ter ocorrido o que fica difícil de correlacionar.

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Riscos em Instalações e Serviços com Eletricidade

Nas instalações elétricas temos um ambiente onde os riscos de acidentes são altos. O contato com a eletricidade ou com partes energizadas pode fazer com que a pessoa sinta desde leves choques, até mesmo ir a óbito. Além disso, outros perigos são inerentes a esses locais, a queda de elevadas alturas, o uso errado de ferramentas etc. podem levar a diversos acidentes.

Esse capítulo apresentará ao aluno:

a) O choque elétrico, mecanismos e efeitos.

O choque elétrico acontece devido à passagem de uma corrente elétrica pelo corpo, onde o corpo é o condutor. A corrente circulará do ponto de contato com o circuito elétrico até o ponto em que exista o contato com a terra ou outro corpo condutor, por onde a carga será descarregada. Esse contato pode ocasionar diversos efeitos na pessoa, leves queimaduras, desfibrilações cardíacas e até mesmo a morte.

b) Arcos elétricos, queimaduras e quedas.

Um arco elétrico é resultante de uma ruptura dielétrica de um gás a qual produz uma descarga de plasma, similar a uma fagulha instantânea, resultante de um fluxo de corrente em meio normalmente isolante tal como o ar. A existência de um arco pode gerar diversos acidentes.

c) Campos eletromagnéticos

O campo eletromagnético é gerado quando ocorre passagem da corrente elétrica nos meios condutores. O campo eletromagnético está presente em várias atividades: como em trabalhos com circuitos ou com linhas energizadas e fornos de micro-ondas. Esses campos tem efeito sobre o ser humano e também podem ocasionar acidentes no ambiente de trabalho.

Choque elétrico
– Efeitos
– Causas determinantes
Queimaduras
– Queimaduras por contato
– Queimaduras por arco voltaico
– Queimaduras por vapor metálico
Campos eletromagnéticos

Manutenção com a linha desenergizada ‘linha viva’

Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. Nesta condição de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante os métodos abaixo descritos:

Método ao contato
O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva adequados a tensão da rede.

Método ao potencial
É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da rede, no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta condutiva (roupas, capuzes, luvas e botas), ligadas através de cabo condutor elétrico e cinto à rede objeto da atividade

Método à distância
É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados.

Manutenção com a Linha Desenergizada ‘Linha Morta’

Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequado.

Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviços mediante os procedimentos apropriados: seccionamento, impedimento de reenergização, constatação da ausência de tensão, instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos, proteção dos elementos energizados existentes, instalação da sinalização de impedimento de energização.

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Distribuição de Energia Elétrica

É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos clientes.

A distribuição de energia elétrica aos clientes é realizada nos potenciais:

• Médios clientes abastecidos por tensão de 11,9 kV / 13,8 kV / 23 kV;
• Clientes residenciais, comerciais e industriais até a potência de 75 kVA (oabastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 127, 220 e 380 Volts);
• Distribuição subterrânea no potencial de 24 kV. A distribuição de energia elétrica possui diversas etapas de trabalho, conforme descrição abaixo:
• Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
• Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
• Construção de redes de distribuição;
• Construção de estruturas e obras civis;
• Montagens de subestações de distribuição;
• Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição;
• Manutenção das redes de distribuição aérea;
• Manutenção das redes de distribuição subterrânea;
• Poda de árvores;
• Montagem de cabinas primárias de transformação;
• Limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
• Medição do consumo de energia elétrica;
• Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.

Na história do setor elétrico o entendimento dos trabalhos executados em linha viva estão associados às atividades realizadas na rede de alta tenção energizada pelos métodos: ao contato, ao potencial e à distância e deverão ser executados por profissionais capacitados especificamente em curso de linha viva.

Transmissão de Energia Elétrica

O sistema responsável pela transmissão de energia elétrica é constituído por linhas de cabos condutores que transportam a energia elétrica desde o ponto de geração até os pontos de distribuição. Essas linhas também são responsáveis pelo contato entre pontos de elevação e rebaixamento da tensão elétrica, que são realizados nas subestações elétricas. A energia que transita nesses cabos é em corrente alternada (60 Hz) em tensões elevadas (138 a 500 Kv).

A transmissão é feita em potencial elevado para minimizar as perdas energéticas pelo aquecimento e pelo gasto de energia necessário para a transmissão. Além disso, é importante para a redução no custo de condutores e nos métodos de transmissão, o uso de cabos com menor bitola ao longo das imensas extensões a serem transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores.

Atividades características do setor de transmissão:

Inspeção de Linhas de Transmissão
O profissional responsável que atua nessa atividade é responsável pela verificação: do estado da estrutura e dos componentes, a altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao longo da extensão da linha de domínio. As inspeções devem ser realizadas periodicamente por terra ou por helicóptero.

Manutenção de Linhas de Transmissão

•Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma serie de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura).
•Limpeza de isoladores.
•Substituição de elementos para-raios.
•Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas.
•Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos.
•Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.

Construção de Linhas de Transmissão

•Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de impacto do meio ambiente e projetos.
•Desmatamentos e desflorestamentos.
•Escavações e fundações civis.
•Montagem das estruturas metálicas.
•Distribuição e posicionamento de bobinas em campo.
•Lançamento de cabos (condutores elétricos).
•Instalação de acessórios (isoladores, para-raios).
•Tensionamento e fixação de cabos.
•Ensaios e testes elétricos.

As atividades de construção de linhas de transmissão são, na maioria das vezes, realizadas com os circuitos desenergizados. Normalmente são destinadas à ampliação ou a substituição a linhas já existentes, que tendem a estar energizadas. Por isso, é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de segurança, como o aterramento elétrico, seccionamento, equipotencialização dos equipamentos, dentre outras.

Comercialização de energia

A comercialização de energia elétrica é realizada na tensão de 67 kV a 88 kV.

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Geração de Energia Elétrica

Geração de Energia Elétrica

Manutenção

São atividades de intervenção realizadas nas unidades geradoras, para restabelecer ou manter suas condições adequadas de funcionamento. Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de comando, junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a barramentos elétricos, instalações de serviço auxiliar, tais como: transformadores de potencial, de corrente, de aterramento, banco de baterias, retificadores, geradores de emergência, etc.

Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão presentes em diversas atividades, destacando:

• Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas, geradores,
transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de medição,etc.);
• Manutenção das instalações industriais após a geração;
• Operação de painéis de controle elétrico;
• Acompanhamento e supervisão dos processos;
• Transformação e elevação da energia elétrica;
• Processos de medição da energia elétrica.

As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão de energia elétrica.

Introdução à Segurança com Eletricidade

Energia Elétrica: Geração, Transmissão e Distribuição

A Norma Regulamentadora n° 10 é uma norma do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece as medidas de controle, os sistemas preventivos, as técnicas e práticas de serviços relacionadas a serviços realizados em instalações elétricas e nos serviços com eletricidade. O objetivo dessa norma é garantir a segurança e a saúde daqueles que realizam esses serviços e mesmo dos consumidores finais.

Quando falamos no setor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico de Potência. Definido como o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, inclusive o sistema de medição. Nessa definição estão inseridos todos os locais onde existe o trabalho junto à energia elétrica ou locais energizados.

A segurança com a eletricidade é importante devido aos perigos inerentes a essa força da natureza. Acidentes no setor elétrico podem ocasionar desde leves ferimentos, até mesmo a morte das pessoas envolvidas. Essa parte do treinamento apresenta ao aluno o sistema elétrico, seus componentes, os métodos de distribuição e manutenção nas linhas elétricas.

  • Geração de Energia Elétrica
  • Transmissão de Energia Elétrica
  • Inspeção de Linhas de Transmissão
  • Manutenção de Linhas de Transmissão
  • Construção de Linhas de Transmissão
  • Distribuição de Energia Elétrica
  • Manutenção com a linha desenergizada “linha morta”
  • Manutenção com a linha energizada “linha viva”

Equipamentos de Proteção Individual – EPI

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Os trabalhos realizados no setor elétrico diversas vezes podem deixar o trabalhador exposto a diversos tipos de riscos à sua saúde e vida. Várias são as formas de proteção para diminuir esses riscos, como o uso dos EPC, no entanto, existem situações em que não é possível aplicar esses equipamentos ou onde o uso somente deles não é satisfatório, por isso os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são utilizados e muito importantes.

Assista o vídeo animado da Engehall sobre os EPI’s:

 

Os EPI são todos os equipamentos ou dispositivo utilizados pelos trabalhadores, destinados à proteção de riscos relacionados à atividade realizada no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde, a segurança ou a vida. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.

É obrigatório o uso dos EPI:

• Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais;
• Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
• Para atender situações de emergência.

Obrigações do empregador:

•A empresa deve fornecer ao funcionário todos os EPI adequados ao risco que ele esteja exposto, os equipamentos devem estar em perfeito estado de conservação e funcionamento.
• Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.
• Exigir o seu uso
• Fornecer ao empregado somente EPI aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho.
• Orientar e capacitar o empregado quanto ao uso adequado acondicionamento e conservação.
• Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado.
• Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.
• Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada.

Obrigações do funcionário:

• Utilizar apenas para a finalidade a que se destina;
• Responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação;
• Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
• Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

 

Capacete de proteção tipo aba frontal e total

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São utilizados para a proteção da cabeça contra: irradiação solar e chuva, impactos e perfurações provenientes da queda de objetos e choque elétrico. Devem ser utilizados tanto em trabalhos em ambientes abertos quanto em ambientes confinados.


Capacete de proteção tipo aba frontal com viseira

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São utilizados para a proteção da cabeça e face, em trabalhos onde exista o risco de explosões com projeção de partículas e queimaduras provocadas por abertura de arco voltaico.

 

Óculos de segurança para proteção – lente incolor e com tonalidade

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São utilizados para a proteção dos olhos contra impactos mecânicos, partículas volantes, radiação ultravioleta e infravermelho.

 

Protetores auditivos 

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São utilizados para a proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que apresentem ruídos excessivos. Os mais utilizados são os protetores auditivos tipo inserção e concha.

 

Proteção respiratória

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São utilizados: respiradores purificador de ar descartável, respirador purificador de ar com filtro, respirador de adução de ar máscara autônoma, para a proteção do sistema respiratório nas atividades e nos locais que apresentem concentrações de poeiras, névoas (ex: dedetização), fumaça, vapores ácidos e orgânicos e vírus e bactérias.

 

Luva isolante de borracha

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São utilizada para proteção das mãos e braços do empregado contra choque em trabalhos e atividades com circuitos elétricos energizados.

Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha

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É utilizada exclusivamente como proteção da luva isolante de borracha.

Luva de proteção em raspa e vaqueta

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É utilizada para a proteção das mãos e braços do empregado contra agentes abrasivos e escoriantes.

Luva de proteção tipo condutiva

É utilizada para a proteção das mãos e punhos quando o trabalhador realiza trabalhos ao potencial.

Luva de proteção em borracha nitrílica

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É utilizada para a proteção das mãos e punhos do funcionário contra agentes químicos e biológicos.

Luva de proteção em PVC

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É utilizada para a proteção das mãos e punhos do funcionário contra recipientes contendo óleo, graxa, solvente e ascarel.

Manga de proteção isolante de borracha

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É utilizada para a proteção do braço e antebraço do funcionário contra choque elétrico e contatos acidentais durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.

Creme protetor para a pele

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É utilizado para a proteção das mãos e braços contra agentes químicos.

Calçado de proteção tipo botina de couro

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É utilizado para a proteção dos pés contra torção, escoriações, derrapagens, escorregões e umidade e agentes químicos agressivos.

Calçado de proteção tipo bota de couro (cano médio e longo)

 

Calçado-de-proteção-tipo-condutivo

 

É utilizado para a proteção do trabalhador quando o empregado realiza trabalhos ao potencial.

Perneira de segurança

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É utilizada para a proteção das pernas contra objetos perfurantes, cortantes e ataque de animais peçonhentos.

Uniforme impermeável

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É utilizado para a proteção do corpo contra chuva, umidade e produto químico.

Vestimenta de proteção tipo condutiva

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É utilizada para proteção do empregado quando executa trabalhos ao potencial.

Colete salva-vidas (aquático)

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É utilizado para a proteção do empregado contra submersão e para facilitar a visualização em caso de queda na água.

Cinturão de segurança tipo paraquedista

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É utilizado para a proteção do trabalhador contra quedas em serviços onde exista diferença de nível.

Talabarte de segurança tipo regulável e tipo Y com absorvedor de energia

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São utilizados para a proteção do empregado contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista e mosquetão tripla trava.

Dispositivo trava-quedas

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É utilizado para a proteção do trabalhador contra queda em serviços onde exista diferença de nível, em conjunto com cinturão de segurança tipo paraquedista.

Creme protetor solar

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É utilizado para a proteção do empregado contra ação dos raios solares.