Aterramento TT

Esquema TT

Em um aterramento no esquema TT um ponto da fonte de alimentação é diretamente aterrado. Por sua vez, todas as partes metálicas expostas do sistema, além de todas aquelas estranhas à instalação são ligadas a um ou mais de um eletrodo de aterramento da alimentação. O eletrodo ao qual as partes são ligadas é independente daquele ligado à fonte, de forma que suas zonas de influência podem se sobrepor sem afetar a operação do dispositivo de proteção.

Clique na imagem para ampliar.

Outros Tipos de Aterramento:

Esquema TN
Esquema IT

Na hora de escolher o seu curso de NR10 procure a Engehall.

Aterramento TN

Aterramento TN

Esquema TN

O esquema TN possui variações para uma melhor aplicabilidade. Nesse esquema, a fonte de alimentação é diretamente aterrada como no esquema TT. Na instalação, todas as partes metálicas expostas e as partes metálicas não pertencentes à instalação são ligadas ao condutor neutro através de condutores de proteção.

Esquema TN-C

Na aplicação desse esquema as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor que é designado com PEN (condutor de proteção neutro). Ele requer o estabelecimento de um ambiente equipotencial eficiente com o uso de eletrodos espaçados regularmente. Este esquema não é permitido para condutores de seção inferior a 10mm² e para os equipamentos portáteis e flexíveis. Além disso, ele apresenta características em situações de falha que tornam seu uso proibido em locais onde exista o risco de incêndio.

esquema-aterramento-tn-c

 

Esquema TN-S

Na configuração desse tipo de esquema os condutores de proteção e o neutro são separados. Quando o sistema possuir cabo enterrado com uma capa de chumbo, na maioria das vezes, o condutor de proteção será essa capa de chumbo. Em circuitos de condutores de cobre com seção inferior a 10mm² e nos condutores de alumínio e em equipamentos móveis 16mm², é obrigatório o uso de condutores separados PE e N (cinco fios).

esquema-aterramento-tn-s

 

Esquema TN-C-S

Os esquemas TN-C e TN-S podem ser utilizados em uma mesma instalação fazendo com que as funções de neutro e de proteção sejam combinadas em um único condutor. Nessa configuração, o esquema TN-C não deve nunca ser usando à jusante do sistema TN-S. Normalmente, o ponto de separação do condutor PE com o condutor PEN é na origem do sistema.

esquema-aterramento-tn-c-s

 

Outros Tipos de Aterramento:

 

aterramento-tt

 

aterramento-it

Aterramento Elétrico [Tudo que você precisa saber]

Aterramento elétrico – Você sabe realmente a importância desse sistema? Nesse artigo iremos mostrar tudo o que você precisa saber a respeito. Continue lendo…

Como fazer um Aterramento elétrico

 

Aterramento Elétrico: O que é ?

Consiste na ligação do sistema e/ou dos equipamentos a terra, através de um componente condutor, para que seja possível o escoamento de cargas de fuga do sistema. Portanto os profissionais ficam protegidos contra choques elétricos acidentais oriundos de falhas ou condições diferentes das normais de trabalho.

Aterramento elétrico é uma das medidas mais seguras quando falamos em atuar com a eletricidade, Assim garante o bom funcionamento das instalações, sem falar que atende as exigências das normas vigentes.

Significado de Aterramento Elétrico segundo a ABNT

Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) aterrar significa colocar instalações e equipamentos no mesmo potencial da terra. Fazendo isso, em casos de uma fuga de corrente elétrica, a eletricidade tende a ir para o menor potencial, ou seja, a terra que tem o potencial próximo de zero.  Finalmente os profissionais ou pessoas que realizam trabalhos ou ficam próximos a  equipamentos energizados não recebem o choque elétrico.

Qual é seu objetivo

Assim, podemos dizer que o objetivo do aterramento pode ser dividido em três partes, sendo:

  • Proteção da integridade dos profissionais da área, usuários e animais;
  • Permitir um  funcionamento adequado dos dispositivos;
  • Realizar a descarga de energia elétrica indesejada das carcaças de equipamentos.

Aterramento Elétrico: Protege a sua integridade física

A maioria das pessoas sabem que o objetivo do sistema de aterramento elétrico é garantir a segurança das pessoas que interajam com a energia elétrica de forma doméstica ou profissional. Esse assunto na abordado na NBR 5410 e também na Norma Regulamentadora NR10.

Um fator muito importante para o bom funcionamento de equipamentos elétricos é o aterramento elétrico

Você sabe como funciona os dispositivos de proteção?

Os fusíveis, disjuntores ou similares, seja por sobrecarga ou corrente de curto circuito, sempre irão depender do aumento da corrente, portanto, caso não exista o sistema de aterramento elétrico, não ocorrerá a vazão corrente elétrica. Se utilizarmos uma geladeira como exemplo, e supondo que seu motor possua uma corrente de fuga e não haja um sistema adequado de aterramento, está sobrecarga será descarregada no momento em que essa pessoa tocar a carcaça e receber o choque que será direcionado para a terra.

Tipos de Aterramento

Funcional

Ligação através de um dos condutores do sistema neutro.

Proteção

Ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação.

Temporário

São as ligações da elétrica efetivadas utilizando baixa impedância intencional à terra, a intenção é garantir a equipotencialidade continua durante todas as intervençoes nas instalações elétricas.

São utilizados diferentes esquemas, os métodos apresentados são caracterizados pelo aterramento do neutro da BT de um transformador AT/BT e também das partes metálicas expostas da instalação BT. O uso desses métodos é orientado a partir das medidas necessárias para a proteção contra os riscos de contatos indiretos. Quando necessário, podem ser aplicados mais de um aterramento nas instalações.

Para a construção de um sistema de proteção confiável, é especialmente relevante que os profissionais sejam capacitados e qualificados, devendo ter o curso NR10 e também cursos específicos na área, este serviço não pode ser feito por amadores. Portanto profissionais que estão sempre se atualizando acabam saindo na frente.

Aterramento de acordo com a NBR 5410

Conforme a NBR 5410 Instalações  de baixa tensão devem obedecer, em relação ao aterramentos funcional e de proteção, a 3 (três) esquemas básicos TT, TN e IT, observando a simbologia  conforme abaixo:

Primeira letra –  Alimentação em relação a terra:

T – um ponto que está aterrado diretamente
I – ponto não aterrado

Segunda letra – situação das massas em relação à terra:
T – diretamente aterradas (qualquer ponto)
N – ligadação feito no ponto aterrado de alimentação  (não existe aterramento próprio)
I – As massas são isoladas, e não são aterradas

Outras letras – definem a forma de aterramento da massa, com o aterramento da fonte de alimentação:

S – proteção e neutro (PE) por condutores separados
C – proteção e neutro, são feitos  em apenas um condutor (PEN).

 

Esquemas de aterramento elétrico

Esquema  TN

O esquema TN possui variações para uma melhor aplicabilidade. Conforme este esquema a seguir, você pode observar que a fonte de alimentação deve ser diretamente aterrada como no esquema TT. Outro detalhe é que nesta instalação, as partes metálicas são expostas e as partes metálicas que não pertencem a instalação são conectadas ao condutor neutro pelos condutores que fazem a proteção.

Esquema  TN-C

Esquema de aterramento TN-C

 

Observe que neste esquema as funções de neutro e de proteção são conjugados em somente um condutor que deve ser  nomeado como condutor de proteção neutro que possui a sigla PEN. Ele precisa estabelecer um ambiente equipotencial eficaz com a utilização de eletrodos espaçados regularmente.

É importante destacar que este esquema não é aceito a condutores de seção inferior a 10mm² e para os equipamentos portáteis e flexíveis. Assim, em locais onde existe risco de incêndio o uso é proibido, devido as suas características para estas situações nas instalações elétricas  residenciais e prediais.

Esquema  TN-S

Aterramento tn-s

Para o aterramento TN-S, condutores de proteção e neutro são separados.  Em circuitos elétricos  de cobre com seções menores que 10mm² e também nos condutores de alumínio e em equipamentos móveis 16mm², tem a obrigatoriedade de usar condutores separados PE e N.

 

Esquema TN-C-S

aterramento tn-c-s

 

Podendo ter a sua utilização em uma mesma instalação os esquemas TN-C e TN-S, fazem com que as funções de neutro e de proteção sejam combinadas em um único condutor. Dessa forma, o esquema TN-C não deve jamais ser usando no fluxo do sistema TN-S. A separação do ponto do condutor PE com o condutor PEN normalmente é na origem do sistema.

Existem também:

Esquemas TT
Esquemas TT

Aterramento temporário

É mais comum em redes de distribuição e visa dar maior segurança para os profissionais que atuam na área elétrica. O aterramento é a ligação do equipamento ou de toda a rede condutora de energia elétrica com a terra, através de cabos condutores, isso é necessário para que a fuga de corrente seja direcionada para a terra.

Devido a esse procedimento, na existência de carga elétrica circulando em áreas expostas que possa ocorrer o contato do trabalhador ou terceiros com a energia elétrica, elas são transferidas para a terra evitando o choque elétrico.

Todos os procedimentos de aterramento devem ser realizados antes e depois dos trechos de intervenção do circuito, exceto quando ocorrer no final do trecho. O ponto de trabalho deve sempre estar isolado. Dessa forma podemos concluir que o aterramento temporário sempre deve ter a capacidade de conduzir a máxima potência do sistema.aterramento temporário

 

Eletrodo de Aterramento

eletrodo de aterramento

 

É um ponto importantíssimo em uma instalação, durante algum tempo muitas pessoas acreditavam que usar ferragens das caixinhas das tomadas, ou das tubulações eram o necessário para criar um aterramento elétrico eficiente. No passado isso acabava sendo a única saída. Nos tempos atuais a haste de aterramento é de fundamental importância, a haste de aço com revestimento de cobre, é a mais usada, porém, é importante saber quando usar ou não esta haste, e principalmente, como deve ser a configuração usada. Um sistema eficiente deve ser baseado em normas   que tratam sobre os tipos de eletrodos permitidos para o sistema de aterramento.

Como fazer quando uma casa não possui o sistema de Aterramento?

 

Como localizar um fio terra

O padrão de fiação estabelece um código de cores para a instalação elétrica em instalações elétricas prediais e residenciais. Desta forma, cada cabo possui uma cor específica de acordo com sua função. O neutro é azul, o fio da fase é marrom, cinza ou preto, e o fio terra é sempre verde ou verde e amarelo. Graças a esse código, é fácil localizar cada cabo quando você quiser fazer um reparo ou instalar um nova tomada. Mas fique atento pois pode acontecer da instalação elétrica ou o quadro de distribuição ser antigos e o fio terra não estar nas cores devidas, sendo assim fora dos padrões da norma.

Qual a função do fio terra

A principal função do fio terra é proteger as pessoas de qualquer vazamento de corrente. Ele se conecta a todas as massas e descarrega o excesso de eletricidade em um metal enterrado no solo. Todas as novas instalações devem ter uma conexão de terra para evitar a passagem de corrente para as pessoas e garantir sua proteção contra derivação acidental.

Conheça também o nosso curso de eletricista: http://www.cursodeeletricista.net/

Para medir a resistividade do solo, ligue o equipamento de medição e leia o valor da resistência em ohms. Neste caso, a leitura da resistência é de 100 ohms. Acompanhe abaixo:

A = 3 metros e
R = 100 ohms

Então, a resistividade do solo irá equivaler a:

r= 2 x p x A x R
r = 2 x 3.1416 x 3 meters x 100 ohms
r= 1885 ?m

Saiba mais…

 

O que é Desenergização

O que é desenergização?

desenergização

Definição de desenergização

O sistema elétrico periodicamente precisa receber manutenções, preventivas e corretivas, e diversas vezes o sistema, como um todo, não pode ser completamente desligado – o que acarretaria, por exemplo, no corte do fornecimento de energia para toda uma cidade. Uma forma de realizar as atividades necessárias, reduzindo os riscos ao máximo, é realizando a desenergização, esse processo não é o simples desligamento do sistema, mas a supressão da energia na instalação – o que o torna mais seguro. Por essas características, frequentemente, o trabalho em instalações desenergizadas é definido como “trabalho sobre tensão”.

A NR10 diferencia uma instalação desligada de uma desenergizada. A instalação energizada é aquela em que existe uma tensão igual ou superior a 50 volts em corrente alternada ou superior a 120 volts em corrente contínua. A tensão pode se formar por diversas razões na instalação. Por sua vez, a desenergização do sistema faz com que além de eliminar a tensão no sistema, não seja possível a energização – acidental ou por fatores naturais, como um raio.

A desenergização de um sistema é o resultado final a partir da realização de um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob o controle dos trabalhadores envolvidos. Para serem consideradas desenergizadas e liberadas para o trabalho, é necessário que os processos sejam respeitados e realizados em ordem.

Assista aqui o vídeo sobre Desenergização

Primeiros passos da desenergização

Antes dos processos práticos e diretos da desenergização, inicialmente deve ser delimitada e sinalizada a área de serviço, para isso devem ser utilizados cones, fitas e outras barreiras. Em sequência o planejamento da atividade deve ser definido, assim como os EPI e EPC, o ferramental e os materiais de serviço. Por fim, para poder realizar a atividade em segurança, deve ser feito o pedido de bloqueio do religamento automático ao Centro de Operação e Distribuição (COD).

1. Seccionamento

O seccionamento representa o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre um circuito ou dispositivo e outro. Ele é obtido mediante o acionamento de dispositivos apropriados – como uma chave seccionadora, um interruptor ou um disjuntor – por meios manuais ou automáticos ou através de ferramental apropriado e procedimentos específicos. É importante observar qual é a função no sistema do circuito que é seccionado e também ter ciência que seccionar não é o mesmo que desligar.

2. Impedimento de reenergização

Para a segurança durante a realização dos trabalhos é importante que o sistema seja mantido completamente desenergizado. Essa etapa da desenergização consiste no estabelecimento de condições que impeçam a reenergização do circuito ou dos equipamentos, isso assegura o controle do seccionamento.

Na prática, trata-se da aplicação de travamentos mecânicos no sistema, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares ou com sistemas informatizados equivalentes que impedem a energização acidental. É muito importante que os trabalhadores impeçam que colegas de trabalho possam, acidentalmente, religar o circuito em que estão trabalhando.

O processo de desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos numa instalação deve ser sempre programado e amplamente divulgado. Isso é imprescindível para que a interrupção da energia elétrica reduza os transtornos e a possibilidade de acidentes. A reenergização deverá ser autorizada mediante a divulgação a todos os envolvidos.

A desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos numa instalação deve ser sempre programada e amplamente divulgada para que a interrupção da energia elétrica reduza os transtornos e a possibilidade de acidentes. A reenergização deverá ser autorizada mediante a divulgação a todos os envolvidos.

3. Constatação da ausência de tensão

Uma das etapas mais importantes de todo o processo, nela é realizada a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve ser feita com instrumentos de medição dos painéis ou instrumentos detectores de tensão. Todos os equipamentos devem ser testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos específicos.

O teste dos equipamentos realizado antes e depois de seu uso garante que ele esteja funcionando durante a atividade. Deve ser feito em um local energizado primeiramente, depois no local que foi desenergizado e, assim que constatada a ausência de tensão, o teste deve ser realizado novamente em local energizado para constatar que este não se deteriorou durante o processo.

4. Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos

Após finalizar os processos realizados para eliminar a tensão do circuito, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a uma haste que deve ser conectada a terra. Isso é importante para que sejam reduzidos os riscos relacionados à energização do sistema durante a realização dos trabalhos, uma vez que isso pode acontecer devido ao atrito dos trabalhadores e dos equipamentos com o sistema, por ação da natureza, dentro outros fatores. Isso garante a equipotencialização dos condutores do circuito com a terra.

É importante sempre realizar as atividades de trabalho entre dois pontos devidamente aterrados, de forma a minimizar os riscos.

5. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada

A zona controlada, quando em relação a um sistema elétrico, é definida como a área em torno da parte condutora energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no Anexo II da NR10 e apresentado abaixo. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação invólucros etc.

É importante verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou dos equipamentos que vão sofrer intervenção. Também é importante verificar os procedimentos, os materiais e os EPI e EPC necessários para a execução dos trabalhos, além disso, se deve obedecer a tabela da zona de risco e da zona controlada.

6. Instalação da sinalização de impedimento de reenergização

Mesmo com os diversos mecanismos de impedimento e a atenção dos responsáveis pela desenergização, ela ainda pode ser desfeita por alguma pessoa que não participou ou foi devidamente informada da atividade. Por isso, deve ser adotado um sistema efetivo de sinalização de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável. Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados, esse processo é tão importante quando os outros procedimentos.

Os mesmos responsáveis pela instalação dos processos de desenergização e pela realização dos serviços tem a responsabilidade de, após inspeção geral e certificação da retirada de todos os travamentos, cartões e bloqueios, providenciaram a remoção dos conjuntos de aterramento, e adotaram os procedimentos de liberação do sistema elétrico para operação. Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. da NR10, que diz respeito a segurança em instalações elétricas energizadas.

Medidas de Controle do Risco Elétrico

Esse capítulo apresenta as medidas que podem e devem ser adotadas pelos profissionais para controlar o risco de acidentes envolvendo a eletricidade no ambiente de trabalho. Cada uma das medidas pode apresentar vantagens e desvantagens quando aplicadas, por isso, podem ser utilizadas mais de uma medida para garantir a segurança durante a realização das atividades.

Desenergização
– Seccionamento
– Impedimento de reenergização
– Constatação da ausência de tensão
– Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos
– Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada
– Instalação da sinalização de impedimento de reenergização
Aterramento
Esquema TN
Esquema TT
Esquema IT
Aterramento temporário
Equipotencialização
Seccionamento Automático da Alimentação
Dispositivos a Corrente de Fuga
Extra baixa tensão: SELV E PELV
Barreiras e Invólucros
Bloqueios e Impedimentos
Obstáculos e anteparos
Isolamento das partes vivas
Isolação dupla ou reforçada
Distância de segurança
Separação elétrica

Condições Atmosféricas

Condições Atmosféricas

Durante a formação das nuvens verifica-se que, ocorre uma separação de cargas elétricas, de modo que, geralmente, as partes da nuvem mais próximas da terra ficam eletrizadas negativa ou positivamente enquanto que, as partes mais altas adquirem cargas positivas ou negativas.

Quando a resistência dielétrica é rompida, ou melhor, as cargas são suficientes para ionizar o arentre o ponto de partida e o ponto de chegada do raio, ultrapassando o valor da rigidez dielétricado ar, uma enorme centelha elétrica salta da superfície da terra para a nuvem ou da nuvem paraterra ou de uma nuvem para outra ou mesmo, entre regiões diferentes da mesma nuvem: é o raio,a natureza em busca do equilíbrio elétrico.

É a equipotencialização natural entre o solo e a nuvem. O desequilíbrio surge em função da ionização da nuvem através do movimento constante e rápido de cristais de gelo em seu interior.

O processo pode ser ao contrário? Com elétrons sobrando no solo e faltando na nuvem, o raio seorigina do solo em direção à nuvem. O mesmo processo acontece de nuvem para nuvem.

Fenômeno natural, o raio tem sido alvo de folclore e crendices populares e atemoriza até mesmo o mais intrépido ser humano pelo estrondo que provoca. Os raios matam mais pessoas do quefuracões ou tornados, segundo a Agência Americana para Desastres (Fema). O Brasil tem sidorecordista mundial em incidência por quilômetro quadrado, de acordo com pesquisa realizada peloInstituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) em parceria com a Nasa. O Brasil sofre uma grande incidência de raios por ser o maior país tropical do mundo. É nostrópicos onde ocorrem as maiores tempestades do globo. De acordo com o Inpe, os raios matamcerca de 200 pessoas por ano no Brasil. O raio pode matar, atingindo diretamente as pessoas,iniciando incêndios e ceifando vidas.

Dentre os sistemas de para-raios que podem ser utilizados para proteção do patrimônio e das pessoas, os mais comuns são os da gaiola de Faraday e tradicional Franklin (ambos eram físicos),que é um mastro com uma haste na ponta. Ambos surgiram na época de Benjamin Franklin.

O dagaiola Faraday faz com que a descarga elétrica percorra a superfície da gaiola e atinja o aterramento. Já o tradicional para-raio Franklin capta o raio pela ponta e transmite a descarga atéo aterramento.

Como nossas atividades estão inter-relacionadas com o meio ambiente e geralmente com tempoadverso, com descargas atmosféricas, devemos tomar todos os cuidados necessários. As tarefasestão relacionadas às estruturas metálicas, ficando expostos os empregados.

O aterramento temporário, os EPC´s e EPI´s são de suma importância para os trabalhos derestabelecimento, com eles temos uma proteção contra surtos na rede. Mas lembramos quecontra milhões de volts e amperes, as proteções podem ser falíveis.

Faça o Treinamento NR10.

Tipos de Proteção

São várias as técnicas utilizadas para adequar os equipamentos, de forma que possam exercer as suas funções em uma ou outra área classificada. Naturalmente que os invólucros devem levar em consideração as funções de cada dispositivo elétrico, o que ele produz, em condições normais e suas potencialidades em condições anormais de operação.
Ex-d.
Chamado à prova de explosão é a técnica mais frequentemente encontrada. Sua aplicação de acordo com o art. 500 do NEC, a torna dispendiosa, são invólucros robustos, exigem acessórios e técnicas onerosas para montagem. Pode ser aplicada em zonas 1 e 2 – Ref.: NBR 5363.
Ex-p.
Consiste na pressurização ou na diluição contínua, é utilizada em pontos especiais como em grandes motores, painéis elétricos e instrumentação. Normalmente se utiliza o ar e eventualmente um gás inerte, com pressão positiva de forma a impedir a penetração de mistura explosiva. A pressão positiva deve ser supervisionada de forma a cortar o suprimento no caso de queda da pressão ou interrupção do fluxo de gás. Exigem purga prévia antes da energização. – Ref.: NBR 5420.
Ex-e
Consiste em um melhoramento dos invólucros, é chamado de segurança aumentada, permite instalações econômicas, não é aplicável para qualquer equipamento, mas apenas para aqueles que não produzem faíscas, arcos ou temperaturas superiores à da classe exigida pelo ambiente. Aplicações típicas são as caixas para borners, caixas de passagem, transformadores, luminárias, motores de gaiola, solenóides e dispositivos de instrumentação. Pode ser usado em zonas 1 e 2. -Ref.: NBR 9883.Ex-i

Chamado de segurança intrínseca, tem sido muito empregado em instrumentação, usado em zonas 1 e 2 e até mesmo em zona O Consiste em utilizar sistemas que envolvam quantidades de energia tão pequenas que sejam incapazes de produzir arcos ou faíscas que poderiam provocar a ignição da atmosfera explosiva Ref.:NBR 9518: 8447: 8446.Ex-o
Imersão em óleo, raramente encontrada, pode ser utilizada em zonas 1 e 2. Ref.: NBR-8602.Ex-q

Enchimento com areia, aplicado em capacitores e fontes, pode ser usado em zonas 1 e 2. Não há NBR para esse método. Ex-m. Encapsulamento em resinas, ainda não normatizado.
Ex-h. Hermeticamente selado, ainda não normatizado.
Ex-n. Não incendivo ainda não normatizado.

Ex-s. Especial – Não se trata de um método, mas identifica equipamentos elétricos que através de associação de medidas, garantem um nível de proteção igual aos equipamentos construídos segundo as normas existentes. Dependem de certificação de equivalência emitida por laboratório credenciado.

Outras Considerações

Aterramento
Da mesma forma que para as instalações elétricas em geral, devem ser previstos condutores de proteção e equipotencialidade para garantir a segurança das pessoas contra os contatos indiretos.

Entretanto estes aterramentos atendem também o conceito de redução da DDP que evita possíveis arcos elétricos (faiscamento) que possam existir. Especial atenção para a os locais de ligação ao sistema de proteção e para as ligações dos sistemas de proteção por segurança intrínseca.

Separação de condutores
Especial atenção para os circuitos de segurança intrínseca que deverão ser segregados de outros circuitos para evitar energias residuais (capacitor).

Ferramental de trabalho em áreas classificadas.
Em áreas classificadas, não deve ser utilizado equipamento capaz de gerar faíscas, como é ocaso de quase todos os eletros portáteis (furadeira, serra elétrica, martelete e outros dispositivoscom motor de escova ou com dispositivo de partida por enrolamento auxiliar e automático). Ferramentas de impacto mesmo as pneumáticas podem produzir faíscas em pedra, ferro ousimilar. Ferramentas manuais podem gerar faíscas, na queda, ao resvalar ou mesmo por impactos, paratanto existem ligas (cobre-berilo) e outras de latão, que não produzem faíscas.

UMIDADE
Os princípios que fundamentam as medidas de proteção contra choque elétrico em áreas queapresentam umidade esta relacionada a diversos fatores que, no conjunto devem serconsiderados na concepção e na execução das instalações elétricas.

Cada condição de influência externa designada compreende sempre um grupo de fatores como:meio ambiente, utilização e construção das edificações. Como há uma tendência de se associar à ideia de influencias externas a fatores comotemperatura ambiente, condições climáticas, presença de água e solicitações mecânicas, éimportante destacar que a classificação aqui apresentada sobre uma gama muita mais extensa devariáveis de influências, todas tendo seu peso em aspectos como seleção dos componentes,adequação de medidas de proteção, etc. Por exemplo, a qualificação das pessoas (suaconsciência e preparo para lidar com os riscos da eletricidade), situações que reforçam (peleseca) ou prejudicam (pele molhada, imersão) a resistência elétrica do corpo humano. O contato das pessoas com o potencial da terra está definido na tabela 20 (NBR 5410-2004).

Por exemplo, a tabela 04 (NBR 5410-2004) apresenta condições climáticas do ambiente:

São níveis classificados pela norma, mas só isto não configura o risco, devemos também analisara tabela 19 (NBR 5410-2004) que estabelece uma resistência média do corpo humano sob condições controladas e também conhecer a tabela 20 (NBR 5410-2004) na qual diz do contato das pessoas com o potencial para terra.

Para ocorrer o choque elétrico é necessário o contato com parte energizada (entrada) e contato simultâneo com outra parte energizada ou com a terra (saída), denotando-se uma diferença de potencial, propiciando a passagem de corrente elétrica no corpo humano.

Não podem ser admitidos esquemas TT e IT, sendo necessário nestes casos o uso dosdispositivos de diferença residual e concomitante com as tensões de segurança.

NR10 a norma que proteje a sua vida!

Classes de temperaturas

Os equipamentos também são classificados em função da temperatura máxima que pode ser atingida(base 40 °C) na superfície externa dos invólucros, em contato com as misturas explosivas.

Os equipamentos do grupo 1 têm temperatura externa limitada em 150°C(quando houver possibilidade de acúmulo de pó de carvão), e até 450°C(quando o acúmulo for impossibilitado por medida confiável).

Os equipamentos do grupo 2 são normalizados para seis classes de temperatura:
T1. Temperatura de superfície até 450°C.
T2. Temperatura de superfície até 300°C.
T3. Temperatura de superfície até 200°C.
T4. Temperatura de superfície até 135°C.
T5. Temperatura de superfície até 100°C.
T6. Temperatura de superfície até 85°C.

NR10 a norma que proteje a sua vida!

Classificação dos Equipamentos

Os equipamentos elétricos, de acordo com as suas características, suas funções e seus invólucros, são subdivididos em grupos:

Grupo 1: Equipamentos construídos para instalações onde há presença de gás metano, (minas de
carvão). Neste grupo não há sub-grupos.
Grupo 2: Equipamentos destinados a instalações em todas as demais áreas classificadas. Neste grupo 2, há sub-grupos, para tipos de proteção diferentes (d – a prova de explosão e i – segurança intrínseca).

São normalizados os três seguintes sub-grupos:
• Produto característico – metano;
• Produto característico – etano;
• Produto característico – hidrogênio.

Os subgrupos reúnem os equipamentos segundo critérios experimentais;(MESG – maximum experimental safe gap) para tipo d e MIC(minimum ignition current) para tipo i.

Matricule-se no curso nr 10 online da Engehall.

Classificação das Áreas

Estabelecido que exista a probabilidade de que se formem misturas explosivas, em um determinado local, deve ser definida a classificação desse local, segundo critérios já estabelecidos em normas, de acordo com o grau de probabilidade da presença de atmosfera explosiva, como segue:

• Zona 0 – em que a mistura explosiva é encontrada permanentemente ou na maior parte do tempo;
• Zona 1 – em que a mistura explosiva é provável durante a operação normal, mas quando ocorrer, será por tempo limitado;
• Zona 2 – em que a mistura explosiva só é provável em caso de falhas do equipamento ou do processo. O tempo de duração desta situação é curto.

A delimitação das zonas, na classificação de áreas é dependente de vários fatores em que se destacam, as características dos produtos componentes da mistura, as quantidades que podem ser liberadas para o ambiente, a ventilação local e outros.

Matricule-se no curso nr 10 online da Engehall.