Avaliação do Local do Acidente

Para que sejam obtidos resultados positivos em um atendimento de primeiros socorros, é importante que, ao chegar ao local de um acidente ou ao encontrar um acidentado, a pessoa que se disponibilizar a prestar o socorro realize uma avaliação rápida e segura do local e da ocorrência.

Nessa etapa é importante que sejam apreendidas o máximo de informações sobre o acidente, sobre o acidentado e quaisquer outras informações que se julgar importante. O socorrista deve evitar o pânico e sempre que possível procurar a colaboração de outras pessoas.

Postura do socorrista

Quem presta o socorro deve ser ágil e se encontrar hábil a tomar rápidas decisões. É importante observar se existem perigos para o acidentado e para o socorrista, protegendo o acidentado de riscos. Pessoas envolvidas em acidentes podem perder o autocontrole, é importante cuidar dessas pessoas e afastá-las daquelas que apresentem ferimentos físicos.

Exemplos de objetos que apresentam perigo são: fios desencapados, tráfego de veículos, andaimes, vazamento de combustíveis, máquinas em atividade e objetos perfurantes.

A avaliação do acidentado deve ser feita na posição em que ele for encontrado, a mobilização só deve ser feita com segurança. Em alguns casos pode ser necessário movimentar o acidentado. Caso a vítima esteja em risco de afogamento ou em áreas de risco eminente de explosão ou desmoronamento, o socorrista deve retirá-la da maneira menos danosa possível.

O acidentado deve ser mantido deitado de costas, até que sejam identificados os danos sofridos. Mobilizações só devem ser realizadas após o estudo da situação, devido a situações de emergência, ou no caso do acidentado estar inconsciente para posicionar sua cabeça lateralmente.

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Primeiros Socorros

Os primeiros socorros podem representar a diferença entre a vida e a morte. A prestação dos primeiros socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos e práticos por parte de quem aplica as técnicas. O restabelecimento da vítima de um acidente, seja qual for sua natureza, dependerá do preparo psicológico e técnico de quem presta o atendimento.

Esse atendimento é, ao mesmo tempo, importante e perigoso, um primeiro atendimento mal sucedido pode levar as vítimas de acidentes a sequelas irreversíveis. Para ser um socorrista é necessário estar disposto a se colocar em situações fora do ambiente de conforto.

Ao realizar qualquer tipo de atendimento deve busque tomar controle da situação. É preciso obter o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido, sobre a pessoa acidentada e as condições do local em que irá atuar. É importante observar se existem perigos que possam afetar o atendimento.

Esse capítulo apresenta ao aluno as informações do manual de primeiros socorros do Ministério da Saúde e discorre sobre todas as partes do atendimento, dentre elas:

– Avaliação do local do acidente
– Proteção do Acidentado
– Funções, sinais vitais e de apoio
Kits de Primeiros Socorros
– Noções sobre lesões
– Priorização do atendimento
– Aplicação de respiração artificial
– Massagem cardíaca
– Técnicas para remoção e transporte de acidentados
– Práticas.

PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

É fundamental que o PCMSO seja elaborado e planejado anualmente com base em um preciso reconhecimento e avaliação dos riscos presentes em cada ambiente de trabalho, em conformidade com os riscos levantados e avaliados no PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, no PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, bem como em outros documentos de saúde e segurança, e inclusive no mapa de riscos desenvolvido pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Esse Programa constitui-se num dos elementos de Saúde e Segurança do Trabalho – SST da empresa e não pode prescindir de total engajamento e correspondência com o sistema de gestão adotado na empresa, se houver, integrando-o, tanto na fase de planejamento de ações quanto na fase de monitoração dos resultados das medidas de controle implementadas. Frente às situações específicas do setor elétrico, onde na maioria dos casos não estão presentes os riscos clássicos industriais, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deve considerar com profundidade fatores ergonômicos:

• de ordem psicossocial relacionados à presença do risco de vida no trabalho com eletricidade e dos trabalhos em altura, seja no poste urbano quanto nas atividades em linhas de transmissão, como: “stress” associado a tais riscos, grande exigência cognitiva e de atenção, necessidade de condicionamento psíquico e emocional para execução dessas tarefas, entre outros fatores estressores.

• de natureza biomecânica relacionados às atividades em posturas pouco fisiológicas e inadequadas (em postes, torres, plataformas), com exigências extremas de condicionamento físico;

• de natureza organizacional relacionados às tarefas planejadas sem critérios de respeito aoslimites técnicos e humanos, levando a premência de tempo, atendimento emergencial, pressão produtiva.

Além dos fatores citados, evidentemente o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deverá levar em conta os demais riscos presentes nas atividades executadas conforme cada caso especificamente.

O controle médico deverá incluir:

• avaliações clínicas cuidadosas, admissionais e periódicas, com ênfase em aspectos neurológicos e osteo-músculo-ligamentares de modo geral;

• avaliação de aspectos físicos do trabalhador pertinentes a outros riscos levantados, incluindo ruído, calor ambiente e exposição a produtos químicos;

• avaliação psicológica voltada para o tipo de atividade a desenvolver;

• avaliação de acuidade visual, (trabalho muitas vezes à distância, e com percepção de detalhes).

Exames complementares poderão ser solicitados, a critério médico, conforme cada caso. Ainda, ações preventivas para situações especiais devem ser previstas, como vacinação contra Tétano e Hepatite, no caso de atividades em caixas subterrâneas próximas à rede de esgoto.

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além da avaliação individual de cada trabalhador envolvido, periodicamente, tem o caráter de um estudo de corte, longitudinal, onde o médico do trabalho tem oportunidade de acompanhar uma determinada população de trabalhadores ao longo de sua vida laboral, estudando o possível aparecimento de sintomas ou patologias, a partir da exposição conhecida a fatores agressores. É fundamental que os relatórios anuais sejam detalhados, com a guarda judiciosa dos prontuários médicos, sendo a implementação do programa verificada pelo Auditor Fiscal do Trabalho por meio da correção dos Atestados de Saúde Ocupacionais, quanto a dados obrigatórios e periodicidade, disponibilidade dos relatórios anuais e, caso necessário, por meio das análises dos prontuários médicos.

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Acidentes de Origem Elétrica

Os acidentes de origem elétrica são o principal tipo de acidente que os trabalhadores que atuam em ambientes regulamentados pela NR10 podem sofrer. Um acidente elétrico, muitas vezes, pode acarretar em outros tipos de acidentes. É muito importante que os profissionais saibam as técnicas de prevenção para que não ocorram acidentes, além de serem capazes de controlar as situações no caso de acidentes.

Esse capítulo discorre sobre os acidentes de origem elétrica, suas características, as causas diretas e indiretas. Além disso, para a melhor compreensão do aluno, são apresentadas discussões de casos.

SESMT – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO
PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é um documento de revisão anual, que visa identificar, avaliar, registrar, controlar e mitigar os riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, promovendo a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

• radiação eletromagnética, principalmente na construção e manutenção de linhas de elevado potencial (transmissão e sub-transmissão) e em subestações;

• ruído em usinas de geração elétrica e subestações;

• calor em usinas de geração elétrica (sala de máquinas), serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica e em subestações;

• umidade em caixas subterrâneas;

• riscos biológicos diversos nos serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica (eventual proximidade com redes de esgoto), e obras de construção de modo geral;

• gases tóxicos, asfixiantes, inflamáveis nos serviços em redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica tais como metano, monóxido de carbono, etc;

• produtos químicos diversos como solventes para limpeza de acessórios;

• óleos dielétricos utilizados nos equipamentos, óleos lubrificantes minerais e hidrocarbonetos nos serviços de manutenção mecânica em equipamentos, sobretudo em subestações de energia, usinas de geração e transformadores na rede de distribuição;

• ácido sulfúrico em baterias fixas de acumuladores em usinas de geração elétrica.

• ascarel ou Bifenil Policlorados (PCBs), ainda presente em transformadores e capacitores de instalações elétricas antigas, em atividades de manutenção em subestações de distribuição elétrica e em usinas de geração elétrica, por ocasião da troca de transformadores e capacitores e, em especial, da recuperação de transformadores e descarte desse produto.

• outros riscos ambientais, conforme a especificidade dos ambientes de trabalho e riscos porventura decorrentes de atividades de construção, tais como vapores orgânicos em atividades de pintura, fumos metálicos em solda, poeiras em redes subterrâneas e obras etc.

É fundamental a verificação da existência dos aspectos estruturais no documento base do PPRA, que dentre todos legalmente estabelecidos, cabe especial atenção para os seguintes:

• discussão do documento base com os empregados (CIPA);

• descrição de todos os riscos potenciais existentes em todos ambientes de trabalho, internos ou externos e em todas as atividades realizadas na empresa (trabalhadores próprios ou de empresa contratadas);

• realização de avaliações ambientais quantitativas dos riscos ambientais levantados (radiação, calor, ruído, produtos químicos, agentes biológicos, dentre outros), contendo descrição de metodologia adotadas nas avaliações, resultados das avaliações, limites de tolerância estabelecidos na NR15 e medidas de controle sugeridas, devendo ser assinado por profissional legalmente habilitado;

• descrição das medidas de controle coletivas adotadas;

• cronograma das ações a serem adotadas no período de vigência do programa.

O PPRA deve estar articulado com os demais documentos de Saúde e Segurança do Trabalho – SST, como PCMSO, PCA e o PCMAT (em caso de construção de linhas elétricas, obras civis de apoio a estruturas, prediais), e inclusive, com todos os documentos relativos ao sistema de gestão em SST adotado pela empresa.

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SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho estão regulamentados conforme dispositivo da Lei 6.514/77 – Portaria 3.214/78, especificado na Norma Regulamentadora NR 4. A NR- 4 estabelece a obrigatoriedade da existência do SESMT em todas as empresas privadas, públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.

O dimensionamento do SESMT vincula-se à graduação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. Para que o funcionamento do SESMT atinja seus objetivos, é necessário que a política visando a segurança e a saúde do trabalhador, seja bem definida e garantida pelo apoio da administração e pela conscientização de cada trabalhador da empresa em todos os níveis hierárquicos.

Atribuições do SESMT

• Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho no ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até controlar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;

• Determinar ao trabalhador a utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI, quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco como determina a NR 6 e se mesmo assim este persistir, e desde que a concentração, a intensidade ou característica do agente assim o exija;

• Colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa;

• Responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR’s aplicáveis às atividades executadas pelo trabalhadores das empresa e/ou estabelecimentos;

• Manter permanente relacionamento com a CIPA, valendo-se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la, conforme dispõe a NR 5;

• Promover a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente (treinamentos);

• Esclarecer e conscientizar os empregados sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção;

• Analisar e registrar em documentos específicos todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento, e todos os casos de doença ocupacional, descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional, os fatores ambientais, as características do agente e as condições dos indivíduos portadores de doença ocupacional ou acidentado;

• As atividades dos profissionais integrantes do SESMT são essencialmente prevencionistas, embora não seja vedado o atendimento de emergência, quando se tornar necessário. A elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes, disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e o salvamento e de imediata atenção à vítima de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades.

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Prevenção de incêndio

Cuidados Necessários

Respeitar as proibições de fumar no ambiente de trabalho (Lei Estadual nº 11.540, de 12/11/2003);
Não acender fósforos, nem isqueiros ou ligar aparelhos celulares em locais sinalizados;
Manter o local de trabalho em ordem e limpo;
Evite o acúmulo de lixo em locais não apropriados;
Colocar os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados;
Manter desobstruídas as áreas de escape e não deixar, mesmo que provisoriamente, materiais nas escadas e corredores;
Não deixar os equipamentos elétricos ligados após sua utilização. Desligue-os da tomada;
Não improvisar instalações elétricas, nem efetuar consertos em tomadas e interruptores, sem que esteja familiarizado;
Não sobrecarregar as instalações elétricas com a utilização do PLUG T, lembrando que o mesmo oferece riscos de curto circuíto e outros;
Verificar antes da saída do trabalho, se não há nenhum equipamento elétrico ligado;
Observar as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou explosivos;
Manter os materiais inflamáveis em local resguardado e à prova de fogo;
Não cobrir fios elétricos com o tapete;
Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidades mínimas, armazenando-os sempre na posição vertical e na embalagem;
Não utilizar chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis.

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Prevenção e Combate a Incêndio

Métodos de extinção do fogo

Tendo em vista que o fogo surge a partir da existência conjunta das condições necessárias para a combustão, comburente, combustível, temperatura de ignição e calor, para a extinção do fogo é necessário retirar um desses elementos. Existem os seguintes métodos de extinção: por resfriamento, por abafamento ou pela retirada do material.

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Classes de Incêndio

Os incêndios são classificados de acordo com as características do seu combustível. Cada material tem características próprias de inflamabilidade, de teor combustível, e também em relação aos produtos que desprendem ao serem queimados. Somente com o conhecimento da natureza do material que está sendo queimado é possível descobrir o melhor método para uma extinção rápida e segura do fogo.

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Propagação do fogo

– Através do contato da chama com outros combustíveis;
– Por intermédio do deslocamento das partículas incandescentes;
– Por meio da ação do calor.

O calor é produzido pela combustão ou pode também ser originado pelo atrito dos corpos, tem três processos de transmissão: Condução, convecção e irradiação.

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