A Cidade-laboratório que foi projetada para testar carros sem motorista

Essa semana a Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, inaugurou o primeiro ambiente projetado unicamente para testar tecnologias de veículos autônomos, conectados e automatizados. O projeto tem como ambição viabilizar o caminho dos carros sem motoristas dos laboratórios para o mercado de massa.

A MCity, como foi batizada, possui 130 mil metros quadrados. Toda a área foi planejada para reproduzir situações que se pode encontrar nas áreas urbana e suburbana, incluindo ruas, estradas, cruzamentos, semáforos, toda a sinalização de trânsito, postes, fachadas, calçadas e até obstáculos de obras em construção.

“Nós acreditamos que essa transformação de mobilidade conectada e automatizada será uma virada de jogo para a segurança, a eficiência, energia e acessibilidade,” afirmou Peter Sweatman, diretor do Centro de Transformação de Mobilidade da universidade. “Será muito melhor viver em nossas cidades e em nossos subúrbios. Estas tecnologias verdadeiramente abrem a porta à mobilidade do século XXI.”

Cidade Laboratório

O minicidade é, basicamente, um laboratório a céu aberto e foi projetada para servir de base para testes repetíveis de novas tecnologias, antes de elas serem testadas em rodovias e vias públicas.

O ambiente reproduz o ambiente urbano moderno, incluindo pedestres com comportamentos imprevisíveis e engarrafamentos. O ambiente tudo o que foi julgado necessário pelos pesquisadores para submeter as novas tecnologias de veículos autônomos e semiautônomos a “testes de tortura” que possam aferir sua segurança.

“Há muitos desafios pela frente considerando que os veículos automatizados estão sendo cada vez mais deslocados para as estradas reais,” disse Sweatman. “A MCity é um ambiente seguro, controlado e realista, onde nós vamos descobrir de que forma o incrível potencial dos veículos conectados e automatizados poderá se tornar real rapidamente, de uma forma eficiente e segura.”

Parcerias

A construção da MCity custou cerca de US$ 10 milhões e esses custos forma bancados pela universidade e pelo departamento de transporte estadual. O local estará disponível para uso de qualquer organização, mas os parceiros, o corpo docente e os estudantes da universidade terão prioridade nos tempos de uso.

Entre os parceiros privados estão as principais empresas da indústria automotiva e fornecedores de automóveis, além das companhias de sinalizações de trânsito, sensoriamento de tráfego, seguros, telecomunicações, dados e outras.

FONTE: UNIVERSIDADE DE MICHIGAN

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