A casa que produz o dobro da energia necessária para o seu consumo

Conhecemos como construção sustentável aquela que utiliza um conjunto de práticas, antes, durante e após o planejamento, com o objetivo de construir uma edificação que não afete negativamente o meio ambiente. É também característica desse tipo de construção possuir conforto térmico sem que haja a necessidade do consumo de energia convencional e elevar qualidade de vida aos moradores (ou usuários), funcionando sempre utilizando métodos para garantir elevado grau de eficiência energética.

Atualmente, um dos grandes focos da construção civil internacional é produzir obras a partir de materiais inovadores e de tecnologias sustentáveis. O novo projeto que está chamando a atenção do mundo inteiro é Aktivhaus B10. A construção, que é financiado pelo governo, fica na cidade de Stuttgart, na Alemanha, e tem como objetivo mostrar na prática como utilizar materiais inovadores e tecnologias sustentáveis podem trazer enormes benefícios para a humanidade e, ao mesmo tempo, construir modernas obras.

A Aktivhaus B10 é capaz de produzir o dobro da energia que a própria edificação necessita para seu consumo e, ainda, tem a capacidade de alimentar dois veículos elétricos. O projeto foi desenvolvido pelo Stuttgart Institute of Sustainability Stiftung e se baseia no princípio da produção de energia por meio de um sistema instalado no telhado da casa que combina placas fotovoltaicas e tecnologias solares térmicas, gerando eletricidade e calor ao mesmo tempo. A construção consegue gerar 8.300 kWh de eletricidade ao ano e possui 85 m².

Outro fator bastante tecnológico da casa é que o sistema de controle do dispositivo de automação do sistema de energia pode ser controlado por meio de smartphones ou tablets e, além disso, ainda inclui cobertura automática das janelas por painéis isolantes, o que evita qualquer desperdício de energia durante o dia.

A arquitetura da construção tem um formato retangular simples, mas nada impede que ela tenha novos pavimentos e, assim, torne possível a criação de edifícios residenciais com características autossustentáveis. A fachada da casa é composta por linhas horizontais e, na parte da frente, é revestida por vidros semi translúcidos, otimizando o aproveitamento de luz e ventilação naturais.

Nesse momento, o projeto ainda está em fase inicial, então, a residência será completamente desmontada e reconstruída em outro local. Na segunda parte do processo, a previsão dos envolvidos é de que dois estudantes morem na casa e, dessa forma, testem o desempenho dos sistemas em tempo real.

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