Curso NR10 Equipotencialização

O que é Equipotencialização



Definição

O termo “equipotencialização” representa o ato e o resultado obtido quando são colocadas em prática medidas para que a diferença de potencial entre dois ou mais corpos seja a mínima possível. Diferentemente do aterramento, que necessita que obrigatoriamente os elementos condutores tenham contato direto com a terra, a equipotencialização não envolve a ligação direta com a terra. Isso acontece devido à premissa básica desse processo de colocar os condutores no mesmo potencial entre si.
É muito importante que em qualquer ligação os elementos condutores, as massas e a terra estejam o mais próximo possível de um mesmo potencial. Isso evita o risco de choques, o mau funcionamento dos equipamentos e danos aos equipamentos eletroeletrônicos.

Como equipotencializar o sistema

Para a realização da equipotencialização existe uma prática que é mais comum ser adotada. Ela consiste na interligação dos elementos metálicos não energizados que compõem o circuito em um mesmo potencial. Ou seja, a interligação das partes do circuito para que o potencial possa ser dividido nessas partes e, assim, ser igual entre elas. Normalmente, para a segurança dos envolvidos, essa ligação também envolve a terra, o que possibilita um potencial menor e o descarregamento do circuito.

É importante ter atenção redobrada sobre alguns fatores:

• Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas aos condutores de proteção.
• Em cada edificação deve ser realizada uma equipotencialização principal de todo o sistema, em condições especificadas, e tantas equipotencializações suplementares quantas forem necessárias das partes indivíduais do sistema.
• Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à equipotencialização principal da edificação e, dessa forma, a um mesmo e único eletrodo de aterramento. Isso sem prejuízo de equipotencializações adicionais que se façam necessárias, para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética.
• Massas simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento, sem prejuízo de equipotencializações adicionais que se façam necessárias, para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética.
• Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo, dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação, devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento, sem prejuízo de equipotencializações adicionais que se façam necessárias, para fins de proteção contra choques e/ou de compatibilidade eletromagnética.
• Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão.

Relação com a norma NBR 5410

Segundo a norma NBR 5410, um condutor de proteção em um sistema de equipotencialização pode ser comum a mais de um circuito. Além disso, um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionados para a mais severa corrente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento automático verificados nesses circuitos, ou em função da maior seção do condutor da fase desses circuitos.

Alguns elementos podem ser excluídos do processo de equipotencialização:

• Suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal;
• Postes de concreto armado em que a armadura não é acessível;
• Massas que, por suas reduzidas dimensões (até aproximadamente 50 mm x 50 mm) ou por sua disposição, não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano, desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável.

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